Editorial -Campanhas no mundo virtual

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marca do JaAs campanhas no mundo virtual ou do mundo virtual, e aquelas que são somente do mundo virtual, que não saem das redes, que não ganham forma, que não se materializam, que não trazem resultado, não interessam ou não deviam interessar a sociedade. A sociedade que está cansada de adesões virtuais, de compromissos de internautas, que se interagem na rede, mas a realidade é um terreno desconhecido para muitos.

O mundo virtual é atraente, apaixonante, e nos rouba tempo enorme, nos torna consumistas de créditos, sinais de WI-FI, novos lançamentos de aparelhos celulares, tablets, entre tantas outras invenções e invencionices tecnológicas, e tudo isso faz com que esqueçamos da realidade, porque estarmos conectados a este mundo virou uma espécie de lei, de regra, ultrapassa até os limites da natureza humana. Se isso é bom ou não, somente a saúde mental da população vai revelar, porque dos efeitos atuais o que sabemos, é que muita gente sofre desse mal, e viver sem internet hoje, é como viver nu.

Mas na história cíclica até seria bom praticarmos esse “desapego” do mundo virtual, e começarmos a ficar “nus”, a nos despir da parafernália tecnológica; reviver momentos, ser saudosistas, nos desligar dessa modernidade que nos consome e igualmente nós a ela; ficarmos off por tempo indeterminado, e órfãos dessa super mãe chamada máquina, que na verdade está nos tornando máquinas também.

Existe vida fora da net? Claro que sim! A grande mídia publicitária que toma as redes sociais; dígitos, caracteres, status, série de selfies, entre outros modernismos virtuais, nos faz acreditar que tudo isso é futuro, é poder, é a forma de estar no meio, de chegar à frente, e como exemplo temos os bate-papos virtuais, conversas instantâneas, WhatsApp, e mais apps, e por aí vai. São tantos meios virtuais, que facilmente nos perdemos, e desconectados desse mundo, parece que nem existimos.

Somos muito mais ativistas virtuais, militantes de facebook, do que trabalhadores manuais. Somos do engajamento nas campanhas da net, nos mostramos mais humanos e solidários com aquilo que não vemos, que não existe de verdade para nós, e compartilhamos todos os dias entre grupos virtuais, uma série de campanhas e “correntes de zapp”, porque é mais confortável e não precisamos do contato físico, humano, real; de discussões e decepções; sentimentalismo, revanchismo, feminismo e machismo, e outros ismos cibernéticos.

O mundo virtual está cheio deles, nerds enlouquecidos e robotizados se multiplicam como bactérias, e as bibliotecas diminuem os livros de papel e aumentam os e-books, compartilham senhas de wi-fi, e assim globalizam a informação num piscar de olhos. E a tendência é o desaparecimento dos livros nas prateleiras das livrarias, bancas de revistas, e rodas de conversa (agora online). Será o fim?

Apenas um click e alguns dígitos, estamos nos tornando os homens-máquinas mais cultos, caridosos e solidários do mundo. E essa campanha só aumenta, porque o importante é compartilhar. Não importa a fonte, o que importa é a velocidade da informação. Somos um bando de “jornalistas” robotizados e idiotizados, e as notícias fakes nossa melhor/pior diversão.

Conectados ou não, a verdade é que o mundo virtual se tornou “real” demais para muitos, e a cada dia estamos ganhando em tecnologia e perdendo em qualidade de vida!

 

Por Paulo Carvalho

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