Ácaros demodex

Publicado em Saúde

kiiuuA pele humana é composta de bilhões de bactérias amigas que auxiliam os linfócitos produzindo ácidos graxos para dificultar a proliferação de bactérias e fungos que constantemente invadem o nosso organismo através da pele. Essa invasão se dá quando há uma pequena ruptura na pele e, por ali, os invasores procuram sobreviver, se multiplicando dentro do corpo. Quando a pele é invadida pelos inimigos, as células amigas conhecidas como “neutrófilos” e “monócitos” atacam as bactérias invasoras provocando inflamação localizada, além de febre, abscesso ou uma íngua inflamada.

Estamos falando de microrganismos de oito patas que nascem, crescem e morrem nos poros e nas raízes dos pelos especialmente da nossa face.

Esses bichinhos são praticamente inofensivos e não representam ameaça à nossa saúde. Eles são duas espécies: o Demodex folliculorum e o Demodex brevis. Esses ácaros são diferentes dos parasitas muito encontradas em cortinas e tapetes, que provocam alergias respiratórias e de pele, além de coceira e sarna (escabiose).

Eles pertencem ao filo dos artrópodes, por isso sua estrutura pode ser comparada com a dos insetos e caranguejos, mas os parentes mais próximos são as aranhas e os carrapatos. Os ácaros do gênero Demodex têm oito patas curtas e grossas localizadas perto da cabeça. Seu corpo é alongado, como o de uma minhoca.

Enquanto o Demodex Folliculorum vive em poros e folículos pilosos, o Demodex Brevis se instala em glândulas sebáceas.

Como nosso rosto tem mais concentração de glândulas e poros maiores que no resto do corpo, isso explica a preferência dos inquilinos nessa região.

Há registros da presença desses ácaros no rosto humano desde 1842, mas só em 2014 é que os cientistas realmente descobriram que esses seres microscópicos estão em todas as faces.

Uma pesquisa feita pela bióloga Megan Thoemmens, da Universidade da Carolina do Norte, revelou que havia DNA dos ácaros no rosto de todos os voluntários do estudo. No entanto, só em 14% daquelas pessoas, foi possível ver os inquilinos realmente.

A pesquisadora disse ser impossível quantificar os ácaros no rosto, mas que tinham pelo menos centenas deles. Ela também deu uma estimativa surpreendente: que apenas nos cílios poderíamos ter dois mil ácaros. Esses microrganismos que se abrigam em nosso corpo devem se alimentar de gorduras e células mortas que se acumulam na camada da pele, entre os poros.

Outro mistério é a forma como eles se reproduzem. Um grupo de cientistas conseguiu filmar uma fêmea colocando ovos em torno dos poros de um rosto, e ficaram impressionados com o tamanho dele. Isso porque cada ovo mede quase metade do corpo da mãe.

Outra coisa interessante é que esses ácaros não possuem ânus, ou seja, provavelmente não eliminam toxinas, acumulando-as até a morte.

Quando a pessoa morre, esses bichinhos consomem a pele e os órgãos internos do defunto. À medida que se alimentam do cadáver, eles crescem rapidamente até tornarem-se visíveis, à olho nu. Uma vez consumido as carnes e vísceras do defunto, eles passam a comerem uns aos outros até se exterminarem, restando somente o esqueleto do morto. A Bíblia registra o caso do rei Herodes Agripa que, ainda com vida, teve seu corpo consumido por esses bichinhos. Ler Atos 12: 19-23.

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*Wilson Dias, Naturopata (CREMEN 02.1505); Naturoterapeuta, com especialização em Irisdiagnose e nutrição natural.

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