DENATRAN - ESCLARECE ABALROAMENTO

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IMPORTANTE LER!

Se você bater em uma moto, ou uma moto bater em seu carro, não será uma simples colisão de trânsito.

Você é enquadrado no art. 303, do CTB.

Então as orientações abaixo são extremamente úteis e vale a pena serem
repassadas.

São pencas e pencas de T.C.O.'s do art. 303, do CTB, que chegam por mês, principalmente envolvendo moto taxistas... esses são os piores, pois vão querer te cobrar os prejuízos da moto e os dias que ficou parado sem ganhar dinheiro.

ABALROAMENTO EM MOTO NÃO É COLISÃO.

É ATROPELAMENTO!
FAÇA BOLETIM DE OCORRÊNCIA!!!

PONHA ISSO NA CABEÇA!

ORIENTAÇÃO PARA QUEM TEM CARRO! E para amigos de quem tem!!!

ISSO ACONTECE!

Abalroamento com moto não é colisão. É atropelamento.

É um aviso das Seguradoras:

"Como advogados sempre nos indagam sobre coisas parecidas, sugerimos o seguinte:

Registrar, fotografar (agora com celular é fácil até fazer um filminho), pegar nome de testemunhas.

Leiam o relato abaixo, de um sinistro com um de nossos segurados:

"No mês de abril, o carro do meu filho foi abalroado na TRASEIRA, num farol fechado, por uma motoqueira com outra na garupa. A moto caiu e a garupa ficou com a perna embaixo da moto.

Meu filho filmou a placa da moto e obteve telefone com a garupa.

Telefone inexistente.

Um funcionário da CET, que estava próximo, acionou o resgate e amotoqueira mandou cancelar.

Como ela não quis ser socorrida, o marronzinho pediu para que saíssem do local, sem antes orientar meu filho de que seria interessante registrar um BO. Foi o que fizemos na mesma tarde.

Um mês depois, recebi telefonema "em casa" da dita cuja, querendo fazer um acordo, dizendo que o conserto da moto estava por volta de R$ 800,00 e que a garupa machucou muito a perna, estando 20 dias sem poder trabalhar.

Por ela não ter aceito o atendimento do resgate, disse que não teria acordo nenhum.

Mais um mês se passou (Junho) e recebi uma intimação policial, na minha casa, para me apresentar no distrito de Perdizes para prestar depoimento, por "OMISSÃO DE SOCORRO".

Chegando lá, soubemos que havia sido registrado um BO e elas tinham passado, 4 dias depois, no IML para fazer exame de corpo de delito.

Fizemos os depoimentos, meu filho como condutor, eu como proprietário do veículo, o carro passou por perícia policial e o caso está com minha advogada para provar que não houve omissão de socorro.

Felizmente o nosso BO foi feito antes do delas e tínhamos o nome do policial que atendeu a ocorrência, bem como sabíamos a hora exata que o chamado do resgate foi cancelado. Mesmo assim, a dor de cabeça e
trabalheira estão sendo grandes".

Agora, leia atentamente o texto abaixo:

Orientação das seguradoras

Todas as vezes que os senhores se envolverem em acidente de trânsito, cujo terceiro seja um motoqueiro, façam o BO (boletim de ocorrência), independentemente de serem culpados ou não.

Têm ocorrido fatos em que o motoqueiro é o culpado e tenta fazer um acordo no local, diz que está bem e não quer socorro médico.

Só que, depois, ele vai a um distrito policial, registra o BO e alega que o veículo fugiu do local sem prestar socorro, cobrando, na justiça, dias parados, conserto da moto, etc...

Na maioria dos casos, as testemunhas do motoqueiro são outros motoqueiros.

Isto é um fato, pois está ocorrendo com muita frequência Portanto, não caia na conversa do motoqueiro, que diz não ter acontecido nada.

Em um dos casos recentes a pessoa envolvida foi até a delegacia registrar BO e, eis que, quando chega à delegacia, lá estavam os tais amigos do motoqueiro tentando registrar BO de ausência de socorro.

ISTO É IMPORTANTE !!!

QUEM NÃO FOR MOTORISTA, REPASSE AOS AMIGOS.

ABALROAMENTO EM MOTO NÃO É COLISÃO. É ATROPELAMENTO!

PONHA ISSO NA CABEÇA! OLHO VIVO!

 

Erick Alberto Almeida/Foto: Divulgação

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Mar de Maio

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Mar de Maio

(Às mães que perderam os seus filhos)

                                              

* Paulo Carvalho

Vês, Maria?

Nosso sonho acabou!

E aquele canto de amor,

Que mais parecia mar

Naufragou!

E agora, o que vamos fazer?

Se a tortura desta manhã,

Obscurece o meu entardecer!

Se as lágrimas já não descem do meu rosto

Escorrem entre as entranhas da minha infância

E mostram meus momentos de dor e angústia!

Vês, Maria?

Nosso sonho acabou!

E aquele canto de amor,

Que mais parecia mar

Naufragou!

Minha mãe tece calada minha indumentária de morte

Sem saber que os lobos estavam à espreita

De sua presa inocente.

E esse céu aberto que não vejo mais

E a paz disposta entre cruz e flores

Numa lápide fria...

Quem sabe minha alegria se transforme em luz

E eu possa ao menos enxergar o amanhecer do dia

Quando aliviar em outros braços

As minhas dores!

Vês, Maria?

Nosso sonho acabou!

E aquele canto de amor,

Que mais parecia mar

Naufragou!

 

* Paulo Carvalho é jornalista, poeta e escritor

Mar de Maio

O preço da solidão

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O preço da solidão

“A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais”

(Arthur Schopenhauer)

solidaoO mundo moderno é uma clausura, cada vez mais as pessoas se isolam ou quando não por si só, são obrigadas a viver ou conviver com a multidão isolada de si mesma, como “só na multidão”, e ainda tem a “solidão a dois”, a “solidão tecnológica ou virtual” (nesse caso por opção própria ou por demência mesmo) a “solidão da velhice” (embora nem sempre seja opcional) e até mesmo a “solidão dos animais”, muitos deles desprotegidos, desprezados pelos seus donos na própria casa onde moram, isso quando não são totalmente abandonados, e aí talvez a solidão se encontre com outra solidão, muito comum nos animais abandonados...

Se formos enumerar a solidão não chegaríamos a um quantitativo certo, mas a solidão assim como pode ser um mundo fechado, também pode ser a saída para muitas dores, para muitos problemas. Tem gente que até aprecia a solidão, consegue resolver os problemas que a vida impõe num breve tempo de solidão. Mas há quem confunda em está só e ser só, está em momento de solidão (para uma reflexão, por exemplo) ou permanecer nessa solidão levada por um abandono, esquecimento e até morte. Existem muitas leituras para a solidão.

Sentir-se só na multidão, eu diria ser um dos exemplos mais difíceis de explicar, no entanto, existe uma explicação ou nem precisaria se levarmos em conta as opiniões, aquelas em que você defende um tema onde todos são contrários, e ainda te ignoram, te isolando como um quadro na parede, e o pior, um quadro virado de costas para a parede, como se mostrasse a você, que nem olhar suas ideias mereceria atenção, quanto mais discuti-las ou ser centro de algum debate, mesa redonda, coisas do tipo. Eu diria a “solidão das ideias”, (não compartilhadas, é claro).

 

Aí viriam tantas outras solidões, e citando poetas do passado, como o poeta britânico, Lord Byron , “Na solidão é quando estamos menos só...”, e poetas de gerações que ainda resistem e influenciam as novas, como Renato Russo, numa citação em sua música “Esperando por Mim”, onde claramente mostra a sua solidão, e porque não dizer, a solidão do mundo!

 

O mal do século é a solidão, cada um de nós imerso em sua própria arrogância, esperando por um pouco de afeição”. A solidão também deixa marcas profundas, e entre o “bem-me-quer e o malmequer”, vem o desejo de está com alguém ou amar alguém sozinho, e ainda tem a famosa indireta direta como “melhor sozinho do que mal acompanhado”.

 

A solidão não escolhe idade, sexo, raça ou cor, ela vem pra todos, e em todos os casos existem casos de solidão. Seria possível a solidão em crianças e adolescentes? Sim, seria. Os mais jovens gostam de fraudar a solidão, até disfarçam muito bem, mas ela está ali, virtualmente sendo testada o tempo todo, e como na atualidade é tão “normal” aquele “convívio” entre amigos, no bar, na praia, no colégio..., turmas da era digital, nos WhatsApp da vida... Existe solidão pior do que essa? Talvez, quem sabe...

 

E a “solidão das ruas?” Ah, essa não podemos esquecer. Tantas manifestações, tantos apelos, tantas vozes não ouvidas, tanto silêncio e tanta SOLIDÃO!

 

Editorial

 

A ESPERANÇA TAMBÉM MORRE

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"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma". Joseph Pulitzer  

omar baba torresEm março de 2006 uma pesquisa Ibope Opinião, feita em todo o país com o Título: "Corrupção na Política: Eleitor - Vítima ou Cúmplice?" revelou uma cruel verdade: 75% dos brasileiros se admitiam capazes de cometer irregularidades em cargos públicos. A maioria dos brasileiros não só tolera a corrupção, como é conivente com a roubalheira e a falta de ética no dia a dia, concluiu aquele estudo.

Foram consideradas “normais” atitudes típicas de corruptos tais como: contratar pessoas e empresas de familiares sem concurso ou licitação; pagar despesas pessoais com dinheiro público; aproveitar viagens oficiais para lazer próprio e de familiares; trocar o voto por um cargo para si, um parente ou um amigo e até fazer caixa dois para garantir vitória na eleição.

Entre as irregularidades que os entrevistados (não políticos) admitiam cometer estão: suborno para se livrar de multa de trânsito; sonegação de impostos; falsificação de documentos; compra de produtos piratas; ligações clandestinas pra usar energia e água ou a TV a cabo do vizinho...

Passados 09 anos daquela pesquisa, tinha eu a esperança que aquele cenário vergonhoso tivesse ficado para trás, que fosse parte de um passado rejeitado e devidamente enterrado, mormente após as manifestações que cobravam vigorosamente nas ruas o fim da corrupção e a punição dos corruptos.

Eis que nova pesquisa realizada no mês de março de 2015 pelo ICTS Protiviti, empresa de consultoria e serviços especializada em Gestão de Risco, Auditoria Interna, Ética, Compliance e Segurança, sobre o perfil ético dos profissionais das corporações no Brasil, revela que “sete em cada dez jovens até 24 anos tendem a aceitar suborno em forma de presente”. “Que a maioria dos profissionais mais jovens tende a aceitar atos antiéticos (82%) e a hesitar em denunciar (68%)”. O sócio- diretor da ICTS, Maurício Reggio, afirma que os dados mostram “claramente que esse grupo é mais flexível e mais predisposto a aceitar desvios éticos”.

Os desvios éticos e morais no país se fortalecem na leniência da justiça, geradora da impunidade que premia e na cobertura parcial e seletiva da grande imprensa que expõe os fatos de acordo com os interesses dos seus donos, negando ao povo o direito à informação correta e fugindo das suas obrigações de usuárias de concessão pública.

Por interesse de alguns quase nada foi dito, nem lembrado nas ruas, do “mensalão” do PSDB de Minas Gerais (1988); do escândalo do aeroporto na Cidade de Cláudio/MG, construído em uma fazenda de parentes em primeiro grau do então Governador Aécio Neves; do helicóptero com 400 kgs de pasta de  cocaína dos Perrelas e que até hoje não se disse quem era (m) o (s) dono (s) da droga, assim como não foi revelado até agora o verdadeiro proprietário (s) do avião que vitimou o presidenciável Eduardo Campos; do Trensalão do PSDB de São Paulo; do escândalo das contas secretas no HSBC de Genebra (Suissleaks) onde aparecem proeminentes empresários, inclusive da grande imprensa; das propinas pagas para aliviar multas tributárias (Operação Zelote) onde está dito pelo jornal “O Estado de São Paulo” que o Grupo Gerdau do empresário Jorge Gerdau pagou R$ 50 milhões para cancelar uma multa tributária de R$ 4 bilhões; a  RBS de Eduardo Sirotksy e Armínio Fraga, afiliada da Rede Globo, pagou R$ 15 milhões para se livrar de uma multa de R$ 150 milhões, que dentre outros aparece também o nome do Sr. José Roberto Guzzo, diretor do Grupo Abril (Veja, etc), do Bradesco (R$ 2,7 bilhões), do Santander (R$ 3,3 bilhões), do Banco Safra (R$ 767 milhões), do BankBoston (R$ 106 milhões), do Banco Pactual, e mais Ford, Mitsubishi, BR Foods, Camargo Correa, etc.

No povo corruptível e nos empresários corruptores, simbiose do novo e do velho, foi fermentado o combustível das últimas manifestações de rua. Estes, financiando as mobilizações pelos também corrompidos veículos de comunicação e aqueles, no papel de inocentes (?) úteis, indo gritar feericamente, ou até histericamente, contra “alguns” corruptos e pelo impeachment da Presidente.

As pessoas estão acostumadas a pensar a corrupção como um ato de fora, dos políticos, das autoridades. Não percebem as próprias atitudes que terminam por exigir um padrão para outros e não para si próprio.

Assim, meio a uma enorme crise de caráter, assistimos a gradual morte da nossa esperança.

Omar Babá Torres

Maioridade penal

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Não sou candidato a cargo algum, nem tenciono ganhar prêmio de qualquer natureza. Por este motivo não me preocupa aprovar ou desaprovar a João Baptista Herkenhoffopinião da maioria. O critério que me guia sempre, para acolher esta tese ou aquela tese, quando se debate um determinado assunto, é a fidelidade a minha consciência.
 
Discute-se neste momento a redução da maioridade penal. Se ocorrer a mudança constitucional que vai permitir o apenamento de menores, supõem os defensores da medida que os índices de criminalidade decrescerão. A meu ver, trata-se de um ledo engano.
 
É certo que alguns delitos gravíssimos têm sido cometidos por adolescentes. Entretanto, em números globais, os crimes praticados por menores de dezoito anos representam apenas dez por cento do total. O alarme, relativamente a atos antissociais envolvendo menores, não espelha a realidade, se consideramos a linguagem estatística como válida para formar juízo a esse respeito.
 
Suponho que a proposta de redução da idade penal acaba por esconder um problema e evitar o seu enfrentamento.  Precisamos de políticas públicas para assegurar uma vida digna a crianças e adolescentes.  Precisamos de mudanças estruturais que ataquem os verdadeiros males do país, e não "tapar goteira" com leis de fácil aprovação, porém de resultados práticos que irão decepcionar.
 
O sistema carcerário não é um sucesso, de modo a que se pensasse ser um mal privar crianças e adolescentes da possibilidade de desfrutar dos benefícios do sistema.  O sistema carcerário é péssimo e é de todo inconveniente incorporar um contingente de crianças e adolescentes a um sistema falido.
 
          Mesmo como paliativo, a redução da maioridade penal não resolve o inquietante problema da criminalidade, da mesma forma que a responsabilização penal dos maiores, com presídios superlotados, não está solucionando a questão.
 
O Brasil terá de denunciar compromissos assumidos em convenções internacionais, se optar pela redução da maioridade penal. A “Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança”, aprovada pela Assembleia Geral e aberta à ratificação dos Estados em novembro de 1989, prevê a inimputabilidade penal do menor de 18 anos.  O Brasil subscreveu essa Convenção.
 
Não somos um país de irresponsáveis. Somos um país sério. A assinatura brasileira num pacto internacional não é jogo de esconde-esconde, tão ao agrado das crianças. Ficaremos desmoralizados, perante os olhos do mundo, se trairmos o compromisso que firmamos.
 
Os que querem reduzir a maioridade penal estão cientes destes fatos?
         

João Baptista Herkenhoff é Juiz de Direito aposentado (ES), professor e escritor. Membro da Academia Espírito-Santense de Letras. E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.