A Educação é fundamental

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Escritor LuizEDUCAÇÃO É FUNDAMENTAL

Tenho alertado a respeito do abandono da educação brasileira há anos. Nos últimos tempos, intensifiquei o foco, escrevi vários artigos sobre o tema, porque a situação tem se agravado, não só pelo resultado constatado na aprendizagem dos estudantes, mas pelo estado cada vez mais precário das escolas públicas e do descaso para com os professores. Além disso, nos últimos anos foram feitas modificações no sistema de ensino – alfabetização, ensino da matemática, etc., que ao invés de melhorar a educação, prejudicaram ainda mais os estudantes do ensino fundamental, que estão chegando ao terceiro, quarto ano sem saber ler e escrever. E isso reflete nas etapas seguintes, é claro, no ensino médio e também no superior, pois se a base não é boa, todo o resto estará perdido.

A União e os Estados – o Ministério da Educação e as Secretarias de Educação – não estão dando a devida atenção à educação, não estão investindo na educação. Parecem não se dar conta de que um ensino de qualidade é condição sine qua non para que tenhamos, mais adiante, pessoas educadas e qualificadas para trabalhar e ter uma vida digna, para que tenhamos profissionais qualificados e dirigentes preparados, com um mínimo de cultura para desempenharem um bom governo à frente do país, dos estados,dos municípios, das grandes empresas.O próprio Mec já admitiu, publicamente, o que temos repetido várias vezes: mais de um terço das crianças do inicio do primeiro grau, com oito anos, nove anos, não aprenderam a ler e escrever, o que compromete, como já dissemos, toda a vida escolar.

Então os responsáveis pela educação brasileira concordam e sabem que o ensino fundamental e médio estão com a qualidade bem abaixo do necessário. Mas voltam a insistir na modificação no Ensino Médio que, ao invés de melhorar a qualidade, pode comprometer ainda mais. Querem que as treze disciplinas do Ensino Médio sejam aglutinadas em apenas quatro áreas, porque a excessiva quantidade delas estaria prejudicando o rendimento dos estudantes. Como já disse, isso é temerário, porque o que parece, na verdade, é que estão querendo diminuir o conteúdo curricular para que os estudantes possam tirar melhores notas no Enem e, por conseguinte, parecer que a educação brasileira melhorou.

A mudança no Ensino Médio não seria um tiro pelo culatra, como já foram outras “reformas” feitas pelo nosso famigerado governo? Essa é uma das muitas perguntas que têm que ser respondidas. A verdade é que, com o ensino deficiente, a qualificação para o trabalho e para o ensino superior estará prejudicada, como o próprio ministro da educação  conseguiu enxergar. E como isso é uma bola de neve, a formação de professores, como de outros profissionais, também não terá a qualidade desejada, pois o ensino superior é a última etapa da cadeia educacional.O governo, ou a União, como queiram, sabe o estado deplorável em que se encontra a educação brasileira. E quando digo “educação”, friso sempre, lembro que a instrução, o ensino, está contida nela, conforme poderemos ver, se consultarmos o dicionário. O que precisa fazer é responder todas as perguntas sobre os entraves que jogam a qualidade do nosso ensino cada vez mais para baixo e começar a investir para melhorar a qualificação de nossos professores – e de outros profissionais -, na melhoria das instalações das escolas públicas, assim como equipá-las adequadamente e pagar dignamente os professores.

Sempre defendi que os professores dos primeiros anos do Ensino Fundamental devem ser os mais bem pagos – por isso devem ser altamente qualificados – pois a base de tudo é o começo, o inicio da jornada para aquisição de conhecimento, de educação e para a formação de caráter. Não que os outros professores não devam ser reconhecidos, mas se começarmos valorizando aqueles lá do inicio da cadeia, todos os outros serão, consequentemente, bem qualificados e bem pagos. Se o ensino tiver qualidade, os educadores formados com ele também terão qualidade.

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Sobre o autor: Luiz Carlos Amorim é Coordenador do Grupo Literário A ILHA em SC, com 35 anos de atividades e editor das Edições A ILHA, que publicam as revistas Suplemento LIterário A ILHA e Mirandum (Confraria de Quintana), além de mais de 50 livros.

O Brasil sabe o valor da Democracia

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!-- 13 de Agosto de 2015 - 14h34
-->orlando82353O mês de agosto é marcado por amplas mobilizações sociais. Milhares se preparam para ir às ruas para defender direitos, ampliar conquistas, participar da construção do país. 

A Marcha das Margaridas, ocorrida no último dia 12, por exemplo, marca esse ciclo de efervescência política, cerca de 70 mil mulheres, segundo dados do Portal do Planalto, ocuparam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para reafirmar sua confiança no projeto em curso, cobrar avanços e confirmar sua luta contra toda forma de preconceito.


As mobilizações do próximo dia 16 são fruto de diversas frentes políticas, o que nos convoca à uma reflexão. Se por um lado há a defesa de discursos perigosos, anticonstitucionais e autoritários, por outro, também já testemunhamos o anseio de brasileiros e brasileiras que querem mais. Está claro que as mudanças até aqui promovidas se converteram em exigências ainda maiores a quem conduz os rumos da nação nesse momento.


Como disse uma vez a presidenta Dilma Rousseff, as voz que ecoa nas ruas é fruto nato do processo de construção democrática, do direito de exigir, de querer mais. A maturidade de um governo está em ouvir o seu povo. Há quem se aproveite desses anseios e transforme a exigência cidadã em discurso de ódio. É preciso ter cautela, nesse momento o que está em jogo é a nossa democracia.


Defendemos as instituições e a estabilidade política, defendemos o direito da livre manifestação. O que não aceitamos são manobras que não buscam outra coisa senão desestabilizar o governo e impedir que o país siga dentro das regras do jogo. E mais, tentam transformar a crise econômica, que é mundial, em crise política, porém o Brasil de hoje é diferente.


Superaremos a crise política, porque nossa democracia, hoje, está mais forte e confiante. É bom lembrar, que em 2015, o Brasil completa 30 anos ininterruptos de vigência democrática. É o maior período do país neste modelo de regime. Sabemos o valor disso.


As forças políticas da qual faço parte estarão nas ruas no próximo dia 20 para renovar a defesa da democracia, da institucionalidade, da estabilidade política, da Petrobras.


Apoiamos as decisões tomadas pela presidenta Dilma Rousseff. Neste momento, estamos trabalhando duro para superar a crise internacional e construir as bases necessárias para a retomada do crescimento. Defendemos a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras que lutam pelo avanço dos direitos, contra o retrocesso e pela efetiva realização as reformas estruturais e democráticas tão urgentes nesse momento.

Orlando Silva é deputado federal, foi ministro do Esporte, é vice-líder do Governo na Câmara dos Deputados e presidente do PCdoB em São Paulo

 

Fora Dilma!

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WilsonFORA DILMA !!!

SERÁ QUE ESSA É A VONTADE DO POVO?

OU DAQUELES QUE QUEREM MANTER O POVO ENGANADO E SUBMISSO?

Correm boatos nas redes sociais que os doutores Delegados do Poder Judiciário que apuram o esquema de corrupção na Petrobras estão unidos para desestabilizar o Governo com o fim de promover um “golpe” e passar o Poder ao PSDB. Desde o início das apurações que eles vêm dirigindo perguntas aos acusados de corrupção se Lula e Dilma tiveram participação ou conhecimento do esquema.

Lembro-me quando eu atuava como jornalista dos grandes jornais, na época do FHC, um Delegado da Polícia Federal ganhava R$ 4.000,00 por mês (hoje ganham R$ 22.000,00). No Governo FHC faltava combustível para as viaturas, e os sistemas de segurança eram sucateados.

Antes de Lula e Dilma não se investigava nada, não se prendia ninguém especialmente quando se tratava de políticos corruptos. Os deputados e senadores eram intocáveis e protegidos pela lei da “imunidade parlamentar”. Eles estão com saudade da liberdade de cometer crimes sem serem punidos.

Percebe-se que o interesse de a elite tirar Dilma do Poder não tem nada a ver com corrupção nem “improbidade administrativa”, mas sim, pelos meios que ela criou para apurar e punição os políticos corruptos. Como exemplo tem o caso do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que rompeu com o Governo sob alegação de que a Dilma não impediu que seu nome fosse anunciado entre os denunciados da operação lava jato.

O que seria melhor, mudar, começando do alicerce ou de onde parou, ou fazer uma reforma para melhorar?

REFLITA ANTES DE VOCÊ IR ÀS RUAS PARA PARTICIPAR DOS PROTESTOS!

 

Por Wilson Dias

Falando de livros

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João Baptista HerkenhoffNão é verdade que a cultura no Brasil esteja confinada ao Rio e a São Paulo. Esta é uma percepção falsa da realidade atual do país. Pousemos os olhos num aspecto da vida cultural – a produção de obras literárias.
 
Vitória está se tornando das mais profícuas capitais brasileiras, em matéria de lançamento de livros.
 
É difícil que transcorra uma semana, no máximo uma quinzena, sem que desponte, na capital do Espírito Santo, um novo rebento no campo da Literatura ou da Ciência.
Não sou titular de uma coluna de livros em jornal. Nos eventuais encontros com leitores, pelo Brasil afora, ocupo-me de um variado elenco de temas. Só uma vez ou outra comento livros que surgem.
Acabam de ser lançadas duas importantes obras, nesta ilha que Pedro Caetano cantou nestes versos:
 
“Cidade sol com o céu sempre azul
Tu és um sonho de luz norte a sul
Meu coração te namora e te quer
Tu és Vitória um sorriso de mulher.”
 
Os livros foram estes:
“Liberdade para o abacateiro”, de Marilena Soneghet;
“Os manacás estão floridos”, de Luiz Sérgio Quarto.
 
Ao evento de Luiz Sérgio Quarto não pude estar presente. Nesta quadra da vida em que me encontro, ir ou não ir, registrar presença ou ter a ausência assinalada e desculpada, tudo isto depende dos humores da saúde. Luiz Sérgio Quarto, além de escritor é professor universitário. Nasceu em Iúna, comarca onde estreei no Tribunal do Júri, ao lado do irmão Paulo. O livro de Luiz Sérgio fez-me lembrar do fato. Defendemos quatro réus, acusados de homicídio. Foram absolvidos. A sessão foi presidida pelo Juiz de Direito Hélio Gualberto Vasconcelos, que veio a ser depois Desembargador. O júri foi, na época, um dos mais importantes ocorridos em Iúna. Alto-falantes externos transmitiram os debates.
 
À festa literária de Marilena tive a alegria de comparecer. Ocorreu na Biblioteca Estadual que está sob a competente direção de Nádia Alcuri. A Biblioteca Estadual, longe de ser apenas um espaço onde livros são guardados, conservados, catalogados e lidos (fazendo isto cumpriria seu papel), é hoje uma instituição que promove a cultura através de uma atuação diversificada.
 
Na primorosa antologia de crônicas de Marilena, a crônica que dá título à obra é das mais belas que li no transcorrer desta vida que já se aproxima da oitava hora. Rubem Braga poderia assiná-la e esta crônica poderia juntar-se ao acervo glorioso do cronista maior deste país. O abacateiro nunca deu abacate mas cumpriu seu destino, realizou sua missão de ser companheiro da menina que o adotou. A amizade que une a menina e o abacateiro chega às raias do sublime. Quantos abacateiros há que não deram abacate mas tornaram este mundo melhor, mais bonito e mais humano.
 
João Baptista Herkenhoff, Juiz de Direito aposentado,  Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo, escritor, palestrante. Autor de: Dilemas de um juiz: a aventura obrigatória (Rio, GZ Editora).

PSDB e mídia engolem a bomba

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Por Altamiro Borges

06 08 2015 15 14 25 No seu ódio de classe ao ex-presidente Lula e no seu desejo incontido de "sangrar" o governo Dilma, a mídia privada e a oposição demotucana encobrem a violência, protegem alguns fanáticos golpistas e apostam no caos político. Diante do gravíssimo atentado à sede do Instituto Lula, na semana passada, o PSDB não divulgou sequer uma nota de repúdio. Já os jornalões, revistonas e emissoras privadas de rádio e televisão - que exploram concessões públicas - tentaram minimizar o impacto do explosivo. Como já alertou o blogueiro Rodrigo Vianna, o ódio da bomba foi precedido pelo ódio das palavras, pela cruzada implacável da direita nativa contra a democracia - que choca o ovo da serpente fascista.

Alguns dejetos midiáticos, como o "humorista" Danilo Gentili e o "calunista" Felipe Moura Brasil, chegaram a insinuar que o atentado foi forjado pelo próprio ex-presidente. "A melhor defesa para o PT é se atacar", postou o jornalista do esgoto da Veja. Como resultado deste ato cotidiano de defecar, seus seguidores nas redes sociais até lamentaram que Lula não estivesse no local na hora da explosão. Já outros jornalistas doentes no seu oposicionismo, como Merval Pereira, escreveu em O Globo que a bomba produziu apenas um "buraquinho na porta de metal da garagem do prédio". Em 2010, quando uma bolinha de papel atingiu a careca do tucano José Serra, o "imortal" da famiglia Marinho quase apelou para uma intervenção militar das tropas ianques no Brasil.

Esta postura criminosa da oposição demotucana e da mídia privada, que estimula o ódio fascista no Brasil, já gerou várias críticas nos meios alternativos de comunicação na internet. Vale registrar os excelentes textos de Tereza Cruvinel, Breno Altman, Paulo Nogueira e Rodrigo Vianna, entre tantos outros. Mas até na mídia privada vozes corajosas se levantaram para protestar e mostrar a gravidade da atual situação política no Brasil - e também para criticar a tímida reação do governo Dilma. Aqui cabe reproduzir o artigo de Ricardo Mello, publicado nesta segunda-feira (3) na Folha tucana - o mesmo jornal que minimizou o impacto da "bomba caseira" e já deletou o assunto das suas páginas.

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