De Alma Lavada!

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Terminou agorinha mesmo um interessante debate, no Senado, sobre a Lei Anticorrupção e de Abuso de Autoridade.


alma lavadaNa mesa, o Juiz Federal Silvio Rocha; Gilmar Mendes, Ministro do STF e Presidente do TSE; Renan Calheiros, presidente do Senado; Roberto Requião, Senador, relator do PL sobre o assunto e o Juiz Federal Sérgio Fernando Moro, do Paraná.

Silvio Rocha, progressista, muito preocupado com o abuso de autoridade nos bairros pobres.

Se eu não conhecesse o histórico de Gilmar Mendes, a sua biografia e os seus feitos golpistas, diria que é de esquerda, tal as posições externadas, muito pelas diferenças que tem com Moro.

Renan Calheiros, embora conservador, corrupto e oportunista, nesta questão em pauta, tem posição progressista, até por advocacia própria.

Roberto Requião, sem comentários, um corajoso e independente Senador.

E Moro... Coitado.

Espertamente, pela ordem, Renan deu a palavra, primeiro, ao Silvio, depois ao Gilmar, que sentaram o cacete em Moro, vermelho como camarão na sauna.

Passada a palavra ao Führer de Curitiba, o sujeito não tinha o que dizer, com todo o seu arrazoado desmontado pelos dois que o antecederam.

Seguiu-se Requião, que sentou a porrada no autoritarismo, no abuso de autoridade, chegando a dizer que era fascismo.

Abriu-se para os debates, para as perguntas, e pensando que Moro iria passear, como faz em Curitiba, o primeiro que estava inscrito era o seu amigo pessoal Álvaro Dias, sem condições de defendê-lo, limitando-se a pedir mo adiamento da votação do PL.

Caiado tentou balbuciar qualquer coisa antipetista, mas só conseguiu também pedir o adiamento da votação do PL.

O momento alto ficou por conta de Lindbergh Farias, que cobrou, um a um, os abusos de autoridade cometidos contra Lula, com dados: circunstâncias, horários, depoimentos de juristas (citou até Rui Barbosa), despachos pesados de instâncias superiores contra Moro, em outros processos, inclusive de Gilmar, o chamando de irresponsável e dono da justiça, culminando com a afirmação “o senhor cita muito os Estados Unidos. O senhor consegue imaginar um juiz de primeira instância, lá do Texas (fez cara de pouco caso, sacaneando Curitiba, no sentido de poder político) gravando uma conversa telefônica entre Bill Clinton e Obama? O senhor gravou conversas da dona Marisa com os filhos, com a nora, conversas íntimas, de família, e jogou na mídia. Isto não é abuso de autoridade, covardia? O senhor gravou telefonemas entre advogados e clientes, o que é inadmissível em qualquer país do mundo. O Presidente Lula vive da sua imagem internacional, que o senhor conspurcou e não provou nada. Como compensar isso, como indenizar isso?”... Com Moro cabisbaixo, mais vermelho que a camisa do Internacional (houve um momento em que pensei que ele fosse chorar).

Para lacrar, Renan devolveu a palavra a Gilmar, que contou um encontro seu com um amigo, um dos maiores juristas do mundo, português, que se mostrou surpreendido com a legislação brasileira, que permite o vazamento de telefonemas grampeados e depoimentos que ocorrem em segredo de justiça, com Gilmar respondendo a ele: “a legislação não permite isso. Isso é coisa de um juiz brasileiro.”

Devolvida a palavra a Moro, mais constrangido que virgem na noite de núpcias, peladinha, ele alegou que “tudo isso é uma questão de interpretação da lei, não se pode punir um juiz por questão de interpretação da lei”. 

Seguiu-se o Senador Humberto Costa: “se está escrito que a prisão preventiva é de dez dias, o juiz pode até transformar esses dez dias em horas, mas somando-se todas as horas o resultado será dez dias, não é uma questão de interpretação mas de cumprimento puro e simples. Se a lei diz que a condução coercitiva só pode se dar quando um intimado não comparece diante do juiz, sem um motivo relevante, é a mesma coisa, questão de cumprimento, não de interpretação. Isso é abuso de autoridade”, e Moro com carinha de fundo de bacia, mais vermelho que absorvente usado.

Terminado o debate, Moro ficou isolado, de pé, sem saber o que fazer, desnorteado, até que Requião coraçãozão foi até ele, apertou-lhe a mão e o levou para fora do recinto.

Em quase meio século de magistério nunca dei um esporro tão bonito num aluno safado.

Estou com a alma lavada.

Francisco Costa
Rio, 01/12/2016.

WILKER juntou todo mundo para mudar Casa Nova

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Z7 NynZVx7gUns meses atrás nascia de um projeto jovem e com foco na mudança de CASA NOVA Aqui na vizinha Bahia e cerca de 500 quilômetros de Salvador e apenas 63 quilômetros de Petrolina, o nome do prefeito eleito Wilker Torres. Com um programa de GOVERNO em mãos e adesões que foram silenciosamente se desenhando e torno de uma nova força política que até então era só uma incógnita. Também dentro do cenário que se apresentava uma WILKER DO POSTO era a terceira opção no comentário de boca nos setores da política dessa cidade e seus 72 mil habitantes, um contexto difícil da esperada eleição. Na fase preliminar, WILKER juntava seus 38 anos de idade, sua personalidade forte e espírito casanovense. Trazia seu nome pelo PSB e somou consigo, PTB, PT , PR e no meio da campanha, o DEM.

Tinha consigo o aprendizado e gosto pela política em eleições passadas na condição de líder bato e coordenador de campanha. Arrojado e também seu histórico empreendedor e sua formação acadêmica em Ciências Contábeis na FACAPE em Petrolina, Pernambuco. Formou seu nome ao do vice prefeito, o advogado Carlos Gomes, um nome venuíno da cidade e honrado por sua atividade pública. A vida lhe protegia nessa primeira fase e chegava em sua campanha, o ex-prefeito ORLANDO XAVIER, juntando experiência e arregimentação de lideranças que formavam seu elenco. Dentro da sua estratégia muito própria e de seu gosto vê finamente pessoal, o corpo a corpo caatingueiro. 

WILKER fez uma particular e silenciosa revolução no dia a dia da campa já em busca da zona rural. O voto matuto e decisivo para somar a canção que multiplicava desejo de novo jeito para governar a cidade. Um município com muitas carências e destacando a necessidade de ações que mudem a saúde preventiva e incremento social a qualificação escolar e profissional e o acesso confortável à Universidade. A conquista agrícola somada ao setor privado na criação de mais empregos e sua estratégia hídrica e da fruticultura irrigada num processo para MUDAR CASA NOVA.

WILKER nos dias de campanha enfrentou nomes já sedimentados no sertão baiano como Wilson Cota que liderava as pesquisas informais e DAGMAR NOGUEIRA cujo candidatura posteriormente foi indeferida e disso a alternativa de manter seu prestígio de mulher forte na concepção pública e política. WILKER numa antevisão não poupou esforço e buscou esse apoio estratégico da ex-prefeitura em habilidosa e delicada costura que reunia mais oposição e mais gente com o slogan e jingle embalando na boca e sentimento da cidade, o que "deu liga" e resumia um sentimento de "JUNTOS, VAMOS MUDAR CASA NOVA".

Essa jornada que havia começado como terceira força ganhou musculatura na reta final de campanha e mudava a cada caminhada e comício, a atitude da população em sua maioria e escolha política. Um porcentual expressivo de votos, consumava no último dia 02 de outubro deste calorento 2016, a vitória de um nome da terra. Nos últimos dias às primeira viagens de serviço e conversa política, também a formulação de sua equipe de governo, incluindo agora a transição de gestão. De uma mobilização que surgiu com simplicidade e espalhando seu nome WILKER DO POSTO, com rotina e moradia na cidade. E ao seu redor a esposa e filhos, a base familiar e seu irmão TUM TORRES. Que lhe ornamenou a geografia do voto, e foi nos bastidores um nome de coesão e respostas rápidas na corrida eleitoral. Deu certo a sua presença.

 

Escrevi, Marcelo Damasceno.

É repórter político.

Intolerância religiosa

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Janguiê Diniz Por Armando Artoni 8Há algum tempo escrevi alguns artigos sobre intolerância religiosa. Não surpreendido, o assunto voltou ao debate sendo assunto na prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio – Enem 2016 ao solicitar dos estudantes “Os caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”.

A intolerância religiosa é, certamente, um dos sentimentos mais nauseabundo em nosso planeta. Esta discussão  conduz a verdadeiras guerras, em nome, supostamente, de uma  religião, como se fosse possível estabelecer qual delas "estaria com a razão",  haja vista que  o fanatismo religioso  está entranhado em milhões de pessoas. Cada religião tem suas diferenças quanto a alguns aspectos, porém a grande maioria se assemelha em acreditar em algo ou alguém do plano superior e na vida após a morte. 

Quantas religiões temos no Brasil? Inúmeras. Segundo o IBGE, dos 208 milhões de brasileiros, 123,2 milhões declararam no último censo que são católicos; 42,1 milhões são evangélicos ou pentecostais; 4,0 milhões disseram que são espíritas kardecistas, 15,1 milhões não possuem religião e 1,4 milhão indicaram as mais variadas religiões. As diversas religiões também têm ganhado espaço na política nacional. Embora a maioria dos congressistas se declarem católicos, os evangélicos já são 75 deputados e senadores, ou seja, cerca de 13% dos religiosos do Congresso. 

O Brasil é um estado Laico, ou seja, imparcial, quando se trata do assunto religião, e as liberdades de expressão e de culto são asseguradas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela Constituição Federal. Então, qual é o genuíno direito do cidadão de repudiar, agredir e ir contra qualquer  religião que não faz parte de sua “fé”?

O direito de criticar dogmas e encaminhamentos é assegurado como liberdade de expressão, mas atitudes agressivas, ofensas e tratamento diferenciado a alguém em função de crença ou de não ter religião são crimes inafiançáveis e imprescritíveis. Podemos citar a falta de bom senso e de respeito mínimo à diversidade como fatores que criam e fortalecem as situações de caos e violência vistas em todo canto do mundo, inclusive em nosso país.

Vale ressaltar que crítica não é o mesmo que intolerância. Todos nós temos o direito de criticar encaminhamentos e dogmas de uma religião, desde que isso seja feito sem desrespeito ou ódio. Entretanto, no acesso ao trabalho, à escola, à moradia, a órgãos públicos ou privados, não se admite tratamento diferente em função da crença ou religião.

Sobre a redação do Enem e os caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil, acredito que a resposta seja, em primeiro lugar, o respeito. A grande questão não é a qual a religião correta a seguir, mas sim, o respeito que deve existir entre os adeptos de cada crença. É preciso respeitar as diferenças, seja em ambiente doméstico ou escolar. É preciso respeitar as escolhas do outro individuo, seja ela semelhante ou diferente da sua. Respeitar o próximo, independente de atitude, opinião ou crença.

Por Janguiê Diniz

Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU 

Apostilas Didáticas "oficiais".

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luizzzPortugal está em polvorosa, porque o governo dará os livros didáticos – as apostilas – apenas para o primeiro ano do ensino fundamental, no ano letivo que acabou de iniciar. Prometeu que daria para todo o primeiro grau, mas ficou apenas no primeiro ano. E a sociedade se levantou e está protestando.

No Brasil, imprime-se apostilas didáticas aos montes, às montanhas, eu diria – e não só para o primeiro ano do primeiro grau. Só que nem todas as apostilas impressas vai parar nas mãos dos estudantes das escolas públicas. Por que eu desconfio disso? Porque tenho visto, por anos a fio, um projeto de leitura aqui de Florianópolis ser abastecido, todas as semanas, com centenas de apostilas didáticas. E não são apostilas usadas, não. Até podemos encontrar, nas estantes do projeto, algumas apostilas usadas, de vez em quando. Mas a maioria dos impressos – e as estantes são abastecidas, primordiamente, com apostilas, lá muito de vez em quando aparecem alguns livros literários – são didáticos novos, zerinho, que nunca foram abertos, nunca foram usados.

A constatação é inevitável: muita apostila, mas muita mesmo, foi impressa sem ser preciso, pois não foi colocada nas mãos dos alunos da escola pública. E essa impressão excessiva foi paga por alguém, é claro, que ninguém faz nada de graça: foi paga com dinheiro público. Por que será que não foram parar nas mãos dos estudantes que precisavam delas? Tudo é possível neste nosso Brasil tão rico de cultura e educação.

Qual a quantidade de apostilas didáticas, para as diversas matérias, que deveria ser impressa para suprir a rede pública? E qual é quantidade que realmente é impressa? Quanto dinheiro público se gasta com essa impressão? Há algum controle desse gasto, para que se imprima só o que realmente vai ser usado? Há um controle efetivo da distribuição dessas apostilas para TODAS as escolas públicas, em tempo hábil, para que todos a recebam a tempo de usá-las?

Pois é. A prova está lá, todos os dias, nas várias estantes do projeto que promete disponibilizar  livros para os cidadãos, para incentivar a leitura, mas que se enchem de apostilas didáticas pelo menos uma vez por semana. Deve haver muito porão por aí abarrotado de impressos didáticos ocupando espaços públicos, porque foram impressos sem ser preciso, pagos com o rico dinheiro público, composto dos impostos escorchantes que pagamos. E  o irônico é que os livros não são levados para estudar, na grande maioria das vezes. As pessoas não levam uma ou duas apostilas. Algumas levam às pilhas, exemplares diversos da mesma apostila, o que evidencia que aquilo não vai ser lido, mas vai ser usado como papel velho, simplesmente.

Tenho fotografado, cada vez que passo por lá, as dezenas, centenas de apostilas didáticas colocadas nas estantes. Ah, elas “sobraram” e estamos colocando à disposição do público, diriam. Para ser vendidas como papel para reciclagem, embrulhar coisas, etc.? É para isso que servo o nosso rico dinheirinho, que é arrancado de nós na forma de impostos?

 

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 36 anos de trajetória. Cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras.http://luizcarlosamorim.blogspot.com.br – http://www.prosapoesiaecia.xpg.uol.com.br

Olhe para trás

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De quando em vez, é preciso olhar para trás e ver quem um dia você foi.

De onde veio.

O que queria quando de lá saiu.

Relembrar o que o motivou, o que o trouxe até a esse lugar onde hoje está.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos do passado e lembrar-se das marcas que ganhou para chegar aonde hoje está.

Porque os caminhos do sucesso, da alegria, da desilusão e do fracasso, todos têm espinhos e pedras afiadas.

Pensar em tudo que enfrentou para chegar até esse lugar.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos dos sonhos que um dia teve.

Dos que foram plenamente realizados. Daqueles que receberam os louros da grande realização.

Assim, também dos que foram deixados pela metade. Abandonados como um sapato meio usado à beira do caminho.

Mais doloroso, porém necessário, é ter que encarar aqueles que simplesmente foram colocados em uma caixinha e guardados, intocados.

Sem jamais terem sido nutridos, trabalhados, verdadeiramente sonhados, ficam quietos, dormindo até que, esquecidos, desaparecem para sempre.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos de em quem um dia você acreditou plenamente.

Ver que alguns, onde você se jogou e confiou, na verdade, nunca foram um lugar seguro para descansar.

Felizmente, porém, em outros ainda existe a verdade, cumplicidade e a fidelidade daquele olhar que serão eternas.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos do que você um dia acreditou.

Olhar com calma e lucidez.

Analisar enquanto dá tempo de calibrar, retornar, afinar, desistir ou simplesmente continuar.

Desistiu do caminho até então seguido?

Escolha outro.

Ninguém merece ficar à mercê do vento.

Continua no caminho escolhido?

Levante a cabeça e siga com segurança, com a certeza de quem parou, ponderou e decidiu prosseguir.

Siga inteiro, siga pleno.

De quando em vez, é preciso olhar nos olhos de quem você é e sentir orgulho disso.

Afinal, você desse jeito é só você e mais ninguém.

Vivi Antunes é ajuntadora de letrinhas e assim o faz às segundas, quartas e sextas no www.viviantunes.wordpress.com

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