@ Editorial - A Retórica dos 14

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- uma homenagem ao jornal A Notícia do Vale -

 

O jornal do São Francisco A Notícia do Vale está completando 14 anos de existência. Fundado no dia 15 de maio de 2003 esse noticioso circula em mais de dez municípios do Vale do São Francisco, e é o pioneiro na região em notícia on line implantando um site de notícias diárias, com acesso recorde de visitantes todos os dias.

No endereço www.anoticiadovale.com o leitor vai encontrar notícias locais, nacionais e internacionais, além de coberturas regionais de cidades do Vale, como Juazeiro; Petrolina; Sobradinho; Casa Nova; Remanso; Pilão Arcado; Campo Alegre de Lourdes; Sento-Sé; Curaçá; Uauá, entre outras. Um site dinâmico, com opinião de diversos colaboradores em política, economia, educação, cultura e saúde.

A Notícia do Vale em 14 anos de existência mantendo uma circulação mensal, resistindo com edições impressas, experimentando novos formatos e plataformas digitais, socializando e compartilhando informações com perfil no Facebook, grupo de WhatsApp e outros, um dos jornais mais lidos do Vale tem mantido leitores fiéis, colaboradores e anunciantes com a fidelidade de poucos.

A importância de se manter um jornal impresso em cidades interioranas, com a mesma qualidade e profissionalismo, onde o custo ainda é superior a de criação de blogs, portais e páginas em redes sociais, tendo todo seu material gráfico produzido na cidade-sede Juazeiro/Petrolina, mas primando pela qualidade de sua diagramação/arte e editoria, é um desafio constante, enfrentando todas as dificuldades que um noticioso de papel tem que lidar diante das novas tecnologias.

Jornalismo de verdade, quem o pratica? Quem? Quais veículos são tão independentes economicamente, capazes de se manter com isenção e praticar a imparcialidade sem se comprometer em hipótese nenhuma com permutas, com as “ofertas” do poder socioeconômico e com a publicidade travestida de notícia, como forma de continuar no mercado?

Não, caros leitores, por mais que queiram, (e olha que queremos muito isso), é difícil, muito difícil praticar este jornalismo ideológico, desejado por tantos profissionais de imprensa, perseguido como bandeiras de luta, porque de fato, notícia tem que noticiada, com o perdão da suposta redundância, e nos tempos atuais, de crises antes nunca reveladas de maneira escabrosa, cínica e escancarada, onde as instâncias da Justiça Federal são questionadas e suas atitudes suspeitas, o jornalismo ético, imparcial e combativo está cada vez mais esquecido, e os interesses econômicos acima de qualquer verdade.

Onde vamos parar? Os otimistas diriam em um país melhor, livre de toda e qualquer corrupção, e os pessimistas, ou melhor, os realistas, diriam que num Brasil parado mesmo, sem avanços sociais consistentes e sem acréscimo de valores.

Política e Mídia sempre caminharam juntas. Houve um tempo que em lados opostos, a chamada “imprensa subversiva e comunista”, mas hoje, é tão amiga do poder que a gente nem sente que é imprensa. E esses malfeitores da vida pública? O que fizeram da política? Uma senhora ilustre do STF, presidente da Suprema Corte, ministra Carmem Lúcia, afirma com a categoria que lhe é peculiar: “A política virou política para os políticos e não política para o Brasil”.

 

 

O que fazer em meio a crise?

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criseA crise financeira que abalou o mundo e trouxe uma onda ruim para o Brasil, já afeta a carteira assinada de muita gente, gerando consequentemente milhares de desempregados. Grande parte das empresas está aproveitando esse momento para identificar as reais necessidades de competências de seu capital humano. Essa diminuição traz como consequência uma queda no nível dos salários e uma exigência de qualificação maior da mão de obra.

No idioma chinês a palavra crise tem dois ideogramas, que significam perigo e oportunidade. Enfrentar uma crise requer entendimento do ambiente de negócios, preparo para compreendê-la e ações para reagir. Nem sempre é simples, mas uma primeira reflexão leva a crer que, para sair de uma crise, é preciso mudar. A ordem, então, é fazer todo esforço para se manter no emprego, investindo na atualização profissional, em networking e na dedicação. Toda a atenção à preservação da colocação que se tem hoje, pelo menos, até que haja uma melhor sinalização do que realmente vai acontecer na economia brasileira.

Então, aproveite e faça o TESTE a seguir para identificar se o seu perfil combina com o seu emprego. Clique aqui https://topquiz.com.br/populares/o-seu-perfil-combina-com-o-seu-emprego/ para fazer o TESTE AGORA!

 

Patrícia Vasconcelos
Dept. de Marketing - Top Quiz

Mãe Libertária

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g e libertariosEu preciso te ouvir,

Mãe,

Sim, te ouvir!

Mais do que falar,

Mais do que gritar,

Criar lutas,

Bradar, poetizar,

Não,

Mãe,

A hora é de silenciar!

E te ouvir,

Te entender,

Te buscar,

Te criar

Mundos outros,

Em mim,

E sentir aquelas

Palavras,

Como buchas

De canhão,

E às vezes

Ou quase sempre

Palavras,

Suaves,

Leves

Como algodão.

Ouvir, mãe,

Até sentir

Teu silêncio

De reprovação,

Me libertando

Do que não quero,

Mas é preciso,

Como uma pátria,

Como Pátria-Mãe,

Que protege seu filho

Quando sim

E quando não!

Mãe,

Oh, mãe,

Liberta-me!

Liberta-me sim!

Mas deixa eu voar

Sozinho!

Tropeçar

Sozinho!

Chorar

Sozinho!

Lutar

Sozinho!

Morrer

Sozinho!?

Não, mãe,

Sei que isso

Não deixará,

Porque até

Seus passos

De rodas

Presos

Com rodas

Não me deixará

Partir só!

Me guiará

Até o infinito

Até os horizontes

Mais bonitos,

E mesmo sem ler,

E mesmo sem leitura,

Me ler, és minha cura!

Da anarquia

Materna

Até à Lua

Numa rua

Escura,

É terna

Sua loucura

E semelhante

A minha insanidade

Vamos pintando

Os dias de hoje

Os dias de antes

Os dias de depois,

Vamos pintando, mãe,

Um país de verdade!

Um BRASIL de verdade!

 

* Paulo Carvalho – jornalista e escritor

A incriminação do preconceito

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Eduardo França

 

A palavra preconceito é formada pelo prefixo latino “pré” (anterioridade, antecedência) mais o substantivo “conceito” (opinião, reputação, julgamento, avaliação). O preconceito é, portanto, o conceito formado antes de se ter os conhecimentos necessários; é a opinião formada antecipadamente, sem maior ponderação.

Para analisar, O preconceituoso não é considerável um  “réu” para julgamento moral. O “erro” de apresentar um conceito até equivocado antes do fato conceituado não o faz o preconceituoso um criminoso (moral, social), mas sim, se o mesmo exercer a ação sobre seu equivoco, o que poderia tornar uma discriminação, intolerância (seja racial, étnica, sexual e afins) sobre temas polêmicos previsto na lei. Parece até uma pouquíssima diferença de quem pensa (preconceituoso) para o quem age (tornado um conceito até comprometedor), formando uma interligação na nossa condição, mas mesmo com essa aparência, há sim uma grande diferença. Toda construção (conceito) de fatos, em sua percepção partindo o agente ativo é limitada, e sendo limitada criam-se âmbitos de probabilidade (um preconceito) nas características. Não tem como definir por completo uma relação de indivíduos sem o equivoco, sendo esses positivos ou negativos, assim, somos todos nessa mesma parcela de preconceituosos.

Além disso, a pressão de "discriminar" (discriminar mesmo!), “injuriar”, “caluniar” um individuo por um preconceito ou até mais, omite a liberdade de um livre pensamento de analise do ser, sendo assim, uma arma psicológica. A forma de discriminação, intolerância e outros malefícios devem ser punidos como uma irresponsabilidade social. Porém, acusar um pré-conceito é definir um individuo como um todo sem a mínima prova da ação, também é um ciclo sem fim das acusações.

Você poderia estar vendo em evidência esta palavra. Preconceito é vista em discursos como malefícios a sociedades que até nos representa. Então, lógico até, que o individuo (qualquer) não age diferente dos seus pensamentos valorosos. Mas a diferença está na Palavra. Sim, a palavra preconceito está sendo difundida como discriminação e toda ofensa (parte para algo totalmente negativo), e não como um pré-julgamento conceituado. Quando eu (a força ativa) acuso você (força reativa) de ser um preconceituoso, estou lhe definindo em um todo como equivocado, e não seus outros conceitos já analisados, e assim você, num âmbito social, será totalmente “segregado” das opiniões, ou conceitos por esse motivo. É uma afirmação poderosa, pois criminaliza o “preconceituoso” pela ação negativa. Mas porque só vale para a ação negativa? 

O sociólogo e teórico crítico esloveno Slavoj Žižek, em um pequeno vídeo no Youtube, debate uma analise de que o “politicamente Correto É Uma Forma Mais Perigosa De Totalitarismo” por um portal da web chamado Big Think. Slavoj traz a tona que o politicamente correto do mundo pós-moderno (hoje) carrega um sentimentalismo nas palavras, assim mantendo uma zona de conforto inconfrontável no individuo. Seria a palavra “Preconceito”, carregada de sentimento em nossa sociedade? Torna-la parcial para subjugar o individuo como em nossa sociedade de alguma forma oprime o conceito questionador ou analítico dele?

Pois, as palavras preconceito e preconceituoso são voláteis para coisas boas (positivas) como as ruins (negativas), e de acordo com os valores sentimentais, pode gerar grandes proporções, como condenar a palavra. E o entrave da palavra vem em choque com outras, sendo assim qual a diferença do Preconceito para um conceito errado em nossas bocas?  

 

Por Eduardo França – estudante.