Rui autoriza recuperação de 83 quilômetros de rodovia em Tanque Novo

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Outras cidades

thumbnail ManuDiasGOVBA1Há 22 anos, o casal de professores Sinvaldo Lopes e Eliene Pereira, que mora em Igaporã, passa pela BA-156 para dar aulas em um povoado da zona rural de Caetité. A rotina do casal vai ser facilitada com a recuperação da rodovia, autorizada pelo governador Rui Costa, neste sábado (25), no município de Tanque Novo, no sudoeste. 

No total, serão asfaltados 83 quilômetros, desde o entroncamento da BA-152, em Caturama, passando por Botuporã e Tanque Novo, até o entroncamento da BR-430, em Igaporã. A obra irá beneficiar aproximadamente 300 mil pessoas.

Rui comentou sobre a importância do investimento. “Nós estamos assinando a ordem de serviço, estamos anunciando R$ 13 milhões para, eu diria, refazer a estrada, já que em alguns trechos o asfalto nem existe mais. Essa é uma estrada de passagem e interligação de vários municípios, e nós vamos, com muito esforço, superando as dificuldades que o Brasil passa”.

Acompanhando o governador no ato, o secretário estadual de Infrae

strutura, Marcus Cavalcanti, afirmou que esta é a “primeira leva das obras com empréstimo do Banco Mundial”. Mais de 500 quilômetros de rodovia passarão por recuperação.  Ele enfatizou que a rodovia  está com um trecho de quase 40 quilômetros sem asfalto. “É uma rodovia importante, que interliga desde Itambé, passando por  Vitória da Conquista, Brumado, até 

Oliveira dos Brejinhos, e agora fazendo integração também com a rodovia que passa em Guanambi até Bom Jesus da  Lapa".

 

O professor Sinvaldo disse que a população aguarda a obra com alegria. “Eu percorro diariamente cerca de 50 quilômetros para trabalhar. Antigamente, eu fazia esse trecho em até 20 minutos. Hoje, com a estrada do jeito que está, não demoro menos de 40 minutos”, 

Antônio Ferreira é motorista de caminhão e faz transporte de mercadorias na região. “Eu trago todo tipo de coisa, material escolar, tecido. Como trabalho em uma transportadora, o pessoal faz a compra, a empresa manda entregar. Há sete anos que eu rodo aqui. Tem semana que eu passo seis vezes nesta estrada, três para ir, três para voltar. O carro já quebrou, já quebrou a mola, fura o pneu. Agora, quando consertar, vai ficar muito bom. É o que a gente estava esperando”.

Pedidos da comunidade

As ações de convivência com a seca também serão reforçadas na região de Tanque Novo, de acordo com Rui Costa, a pedido da prefeitura e dos moradores. “Nosso objetivo é levar água de qualidade para todos os baianos. Uma população que bebe água de qualidade é mais saudável". 

O governador afirmou que, nesta segunda-feira [27], vai liberar os pedidos de poços para região que estão na  Companhia de Engenharia Hídrica e Saneamento da Bahia (Cerb), vinculada à Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (Sihs), com a ajuda dos deputados. 

"E tem um pedido também para reforçar a adutora que traz água para cá. Vou ver se tem um projeto pronto. Mas nós vamos, sim, reforçar a adutora que vem de Paramirim para abastecer melhor não só a sede da cidade, mas todas as comunidades que estiverem no caminho”, enfatizou Rui.

O governador também atendeu a um pedido voltado para a cultura. “O que transforma a vida do ser humano, a vida das pessoas é a educação e a cultura. Então, me pediram o apoio para a montagem de uma fanfarra aqui no município de Tanque Novo, com a doação dos instrumentos. Eu já falei que podem procurar o secretário Carlos Martins, da Secretaria da Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, que eu vou doar esses instrumentos”.

Alerta sobre uso de motocicletas

Sobre a recuperação da rodovia, Rui destacou ainda que a estrada boa também traz riscos, principalmente para os usuários de motocicleta. “É preciso ter cuidado, principalmente com o asfalto novo, onde as pessoas se empolgam e acabam dirigindo em velocidade excessiva". 

As motos, segundo o governador, "viraram uma epidemia, que está matando e deixando pessoas sequeladas mais do que qualquer doença no Brasil. A maior parte dos leitos de UTI da Bahia está ocupada por acidentes de moto. Na saúde pública, o prejuízo é grande porque o acidente de moto custa caro para o governo e impede que a gente faça outras cirurgias importantes, pois são necessárias vagas na UTI, que estão ocupadas por quem se acidentou de moto. Então, o nosso pedido é que as pessoas tomem cuidado, pilotem com responsabilidade e usem os equipamentos de proteção, como capacete”.

Secom/Foto: Manu Dias/GOVBA 

AL-BA realizou Sessão Especial para recordar os 120 anos do fim da Guerra de Canudos

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acanudos crop1O plenário da Assembleia Legislativa da Bahia, realizou hoje à tarde uma Sessão Especial que recordou os 120 anos do fim da Guerra de Canudos. A cerimônia foi proposta pelos deputados estaduais Rosemberg Pinto e Fátima Nunes, ambos do PT.

A Guerra de Canudos é tido como um dos mais importantes vultos da história do Brasil e ocorreu no interior da Bahia entre os anos de 1896 e 1897. Canudos, no sertão baiano, localizado a cerca de 400 km de Salvador, originou de uma pequena aldeia durante o século 18, às margens do rio Vaza-Barris, mas só cresceu após a chegada do beato Antônio Conselheiro, no ano de 1893. Em pouco tempo, a localidade, que passou a receber desabrigados do sertão e vítimas da seca contava com uma população de cerca de 25 mil habitantes.

Antônio Vicente Mendes Maciel ou Antônio Conselheiro foi um líder religioso e social, nasceu em 13 de março de 1830 na cidade de Quixeramobim, no Ceará, e morreu em 22 de setembro de 1897, em Canudos, considerado como um revolucionário, agitador pelas autoridades locais.

Sob a liderança de Conselheiro, Canudos passou a incomodar as autoridades religiosas e políticas da região. Em novembro de 1896, uma tropa de soldados da polícia baiana atacou os seguidores do beato, mas acabaram derrotados. A guerra chega ao fim quando 12 mil soldados de 17 regiões do Brasil realizam o que é considerado por muitos como o maior massacre em território nacional, provocando a morte de pelo menos 25 mil pessoas e destruindo mais de 5 mil casebres a fogo. 

O corpo de Antônio Conselheiro foi exumado e teve sua cabeça decapitada para estudos, mas acabou queimada em um incêndio na antiga Faculdade de Medicina, no Terreiro de Jesus, em Salvador, onde estava preservada.

Ainda em homenagem ao acontecimento, os parlamentares já indicaram ao governador Rui Costa (PT) que a Estação do Metrô de Lauro de Freitas, prevista para ser inaugurada em março do próximo ano, seja batizada como Estação Antônio Conselheiro.

Ascom-MST

TCM rejeita contas de oito prefeituras por ofensas à LRF

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tcmmmNa sessão desta quinta-feira (23/11), o Tribunal de Contas dos Municípios rejeitou as contas de mais oito prefeituras – Angical, Anguera, Boa Vista do Tupim, Curaçá, Gongogi, Inhambupe, Saubara e Teolândia -, todas relativas ao exercício de 2016, em função do descumprimento do artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que veda ao gestor assumir obrigações financeiras, nos dois últimos quadrimestres do seu mandato, que não possam ser cumpridas integralmente dentro dele ou sem disponibilidade de recursos em caixa para pagamento no exercício seguinte.

Pelas irregularidades, os conselheiros do TCM determinaram a formulação de representação ao Ministério Público da Bahia contra os gestores Leopoldo de Oliveira Neto, Mauro Selmo Vieira, João Durval Trabuco, Carlos Luiz Leite, Altamirando de Jesus Santos, Benoni Eduard Leys, Joelson Silva das Virgens e Lazaro Andrade de Oliveira, para que se apure a prática de crime contra as finanças públicas.

No município de Angical, além do descumprimento do artigo 42 da LRF, o ex-prefeito Leopoldo de Oliveira Neto extrapolou o limite máximo de 54% para gastos com pessoal, promovendo despesas no percentual de 61,13% da receita corrente líquida do município, e descumpriu determinação do TCM ao não promover o pagamento de multas da sua responsabilidade, que foram imputadas em processos anteriores. Os conselheiros aplicaram ao gestor multa de R$8 mil por falhas e irregularidades no relatório técnico e uma outra de valor que corresponde a 30% dos seus subsídios anuais, por não ter reduzido a despesa com pessoal. E também se determinou o ressarcimento aos cofres municipais da quantia de R$49.975,99, com recursos pessoais, referentes a não apresentação da nota fiscal (R$47.520,00) e ausência de comprovação de pagamento (R$2.455,99).

Os recursos deixados em caixa pelo ex-prefeito de Anguera, Mauro Selmo Vieira, também não foram suficientes para cobrir as despesas com restos a pagar e exercícios anteriores, o que resultou num saldo negativo no montante de R$6.242.736,47, caracterizando o descumprimento da LRF. Também foi identificada a contratação irregular de pessoal, sem a realização de prévio concurso público, no montante de R$3.496.052,05. O conselheiro relator Paolo Marconi, multou o gestor em R$3 mil pelas irregularidades contidas no relatório técnico e determinou o ressarcimento aos cofres municipais de R$45,50, com recursos pessoais, pelo pagamento de taxas em virtude da emissão de cheque sem fundo.

Em Boa Vista do Tupim, o relator do parecer, conselheiro Mário Negromonte, verificou que houve a inobservância ao disposto no artigo 42 da LRF diante da indisponibilidade de caixa registrada ao final do exercício, na ordem de R$1.229.770,16. Também constatou a ausência de pagamento de multas imputadas ao gestor em processos anteriores e já vencidas. O ex-prefeito João Durval Trabuco foi multado em R$15 mil por irregularidades contidas no relatório técnico e em valor correspondente a 30% dos seus subsídios anuais, por não ter reconduzido a despesa com pessoal ao limite máximo de 54% da receita corrente líquida do município.

As contas do ex-prefeito de Curaçá, Carlos Luiz Brandão Leite, também descumpriram o artigo 42 da LRF, já que os recursos deixados em caixa foram insuficientes para o pagamento das obrigações de curto prazo – consignações/retenções, restos a pagar e despesas de exercícios anteriores. Também foi constatada a realização de despesas sem a realização de processo licitatório e o não pagamento de multas imputadas ao gestor pelo TCM em processos anteriores. O conselheiro Raimundo Moreira, relator do parecer, imputou multa de R$10 mil pelas irregularidades apuradas durante a análise técnica e de R$64.800,00, que corresponde a 30% dos seus subsídios, pela não redução da despesa total com pessoal.

No município de Gongogi, o ex-prefeito Altamirando de Jesus Santos não deixou saldo suficiente para cobrir as despesas com restos a pagar, o que gerou um prejuízo de R$5.634.501,98 às contas públicas. O relator do parecer, conselheiro Mário Negromonte, também constatou o não pagamento de multa imputadas pelo TCM. O gestor foi multado em R$20 mil por irregularidades verificadas durante a análise técnica das contas e também de 30% dos seus subsídios anuais, pela não redução da despesa total com pessoal. Foi determinado o ressarcimento aos cofres municipais da quantia de R$253.354,85, com recursos pessoais, referentes a ausência de processos de pagamento (R$183.029,85), a realização de despesas com terceiros sem a identificação dos beneficiários (R$57.500,00) e a realização de despesas com publicidade sem comprovação do conteúdo (R$12.825,00).

Em Inhambupe, o descumprimento do artigo 42 da LRF também foi o motivo para a rejeição das contas do ex-prefeito, Benoni Eduard Leys. O conselheiro relator Fernando Vita apurou que não houve saldo suficiente para cobrir os restos a pagar, resultando numa indisponibilidade financeira na ordem de R$3.757.580,64. O gestor sofreu multa de R$8 mil pelas irregularidades remanescentes no relatório técnico e de R$43.200,00, correspondente a 30% dos seus subsídios anuais, por não ter reconduzido as despesas com pessoal ao limite máximo de 54% da RCL.

As contas de Saubara, além do descumprimento do artigo 42 da LRF, também apresentaram o não cumprimento de determinação do TCM, vez que o gestor não promoveu o pagamento de multas imputadas em processos anteriores. O relator, conselheiro Mário Negromonte, impôs multa de R$40 mil pelas irregularidades identificadas durante a análise das contas e, com os votos da maioria dos conselheiros presentes à sessão, uma outra no valor de 30% dos subsídios anuais do ex-prefeito Joelson Silva das Virgens, por não ter adotado medidas visando a redução das despesas com pessoal. Também foi determinado o ressarcimento aos cofres municipais do valor de R$386,23, com recursos pessoais, referentes a realização de despesas ilegítimas com juros e multas por atraso de pagamentos.

Já em Teolândia, a ausência de recursos em caixa para cobrir os restos a pagar geraram um saldo negativo de R$2.457.195,35. O prefeito Lazaro Andrade de Oliveira também extrapolou o limite para gastos com pessoal, vez que promoveu despesas equivalentes a 61,41% da RCL, quando o máximo permitido é 54%. O conselheiro José Alfredo Dias, relator do parecer, imputou multa de R$5 mil em função das irregularidades identificadas no relatório técnico e de R$7.780,00, que corresponde a 12% dos seus subsídios anuais, por não ter reduzido a despesa com pessoal – além de determinar denúncia ao MPBa.

Cabe recurso das decisões.

Assessoria de Comunicação
Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia

Dom Beto Reis divulga nomeações e transferências de Padres para 2018

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TRANSFERÊNCIAS E NOMEAÇÕES  PARA 2018

17861606 735810426596312 4170675747865487503 nDepois de conversas pessoais marcadas por um discernimento à luz da fé e da missão própria dos presbíteros, o que inclui a missionariedade e a itinerância, ouvindo o parecer do Conselho Presbiteral e considerando o bem dos fiéis, Dom Beto Breis, nosso bispo diocesano, houve por bem determinar as seguintes nomeações e transferências:

  • PADRE EDCARLOS DE SENA– da Paróquia Sant’Ana, de Santana do Sobrado, para a Paróquia São João Batista de Uauá, como Vigário Paroquial.
  • PADRE AMÂNCIO VIANA DE SENA– da Paróquia São José Operário, de Casa Nova, para a Paróquia Sant’Ana, de Santana do Sobrado, como Pároco.
  • PADRE JOSÉ BENEDITO ROSA– da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, de Remanso, para a Paróquia São José Operário, de Casa Nova, como Pároco
  • .
  • PADRE ALUÍSIO ALVES BORGES – da Paróquia São José Operário, de Casa Nova, para a Paróquia Nossa Senhora do Rosário, de Remanso, como Pároco.
  • PADRE CÍCERO DIEGO MONTEIRO MACHADO – da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Juazeiro, para a Paróquia Nossa Senhora de Fátima, de Juazeiro, como Pároco. 
  • PADRE JOÃO BORGES SANTOS FILHO – depois de um ano de Formação Permanente, para o SETOR PASTORAL DE PAU A PIQUE, no município de Casa Nova, como Vigário Paroquial.
  • PADRE JODEAN AMÂNCIO DOS SANTOS – em razão do seu serviço de formador dos seminaristas da etapa do Discipulado (Estudos Filosóficos) e de animador da Pastoral Vocacional de nossa Diocese deixará a função de Vigário da Paróquia Bom Jesus da Boa Morte e São Benedito, de Curaçá.
  • SEMINARISTA MIRRAIL VARJÃO MENEZES – concluídos seus estudos teológicos fará seu estágio pastoral na Paróquia Bom Jesus da Boa Morte e São Benedito, de Curaçá.

Segue, abaixo, um sugestivo texto para nosso estudo e reflexão nestes tempos de mudanças e novas perspectivas em algumas paróquias  de nossa Igreja Local:

PARA QUE FAZER TRANSFERÊNCIAS

(Dom José Carlos Campos, Bispo de Divinópolis-MG)

Por que o Bispo precisa transferir padres? Esta pergunta, olhando as reações a essa prática comum na Igreja, poucos se fazem ou buscam respostas. Normalmente ficam em posturas mais afetivas ou possessivas: “nosso padre”, “ele estava bem aqui”, “ele não pode sair”, “o senhor não pode tira-lo de nós”… Apesar de haver também os que querem ver longe o padre que têm e apresentam até listas de “queremos estes”. Este tempo é sempre de fadiga e de caras feias. Mas de aprendizado e de graça!

Vamos jogar alguma luz sobre isso! O Bispo não transfere porque tem prazer em fazer isso, porque simplesmente “faz parte” ou porque quer exercitar sua capacidade de reorganizar a diocese a cada ano. Antes de reclamar ou reagir, pense nestas palavras:

  • A transferência não é um ato arbitrário e autoritário que recai e pesa sobre a pessoa do bispo. As decisões e transferências são pensadas e construídas num conselho de padres, demandam longas conversas e, às vezes, várias reuniões. Não estamos brincando com pessoas. Os padres são colaboradores indispensáveis e preciosos do bispo, que não tem de cuidar desta ou daquela paróquia, mas de todas, ao mesmo tempo. Todas as transferências foram conversadas, construídas com cada padre. Ninguém foi transferido “a ferro e fogo”, acorrentado e arrastado. Até isso, é bom não esquecermos, pois Jesus o previu a Pedro (Jo 21,15-19). Acerca dos transferidos, houve uma ou mais propostas, uma justificativa, um convite, uma decisão tomada a dois ou a três. Sei o quanto é difícil transmiti-la ao povo, mas ela não foi impositiva e vertical.
  • Normalmente, e isso é humano e bom, criam-se amizades fortes e importantes com o padre durante o tempo, curto ou longo, de permanência, mas não se pode esquecer que o padre não é “seu” ou “nosso”, mas é da Igreja, da Diocese e colaborador do bispo. Isso não é arbitrário, é da natureza da nossa vocação sacerdotal e episcopal.
  • A justificativa de o padre ser bom e querido, ter pouco tempo ali, ter feito bons trabalhos, tudo isso é louvável, mas os critérios são mais abrangentes. A vida paroquial é um leque de responsabilidades, competências e interlocuções. Ninguém é bom em tudo (ou poucos são bons em tudo!). Daí a necessidade de se avaliar a permanência ou não por critérios que ultrapassam o afetivo e o prático. A vida paroquial, sobretudo para os que estão sozinhos numa paróquia, exige múltipla atenção e variada atuação por parte do padre. Aprender isso é um caminho. Nem sempre feito no lugar onde o padre se encontra no momento.
  • É mais fácil apresentar o pedido de transferência quando a permanência já se esticou e até ultrapassou tempos legais. A mudança fará bem a todos, ao padre e à comunidade. Isso obriga a repensar relações, modos de servir e processos novos. Ninguém goza de estabilidade indefinida, nem os bispos! Prazos ajudam a gente a rever muitas posturas, manias e relações.
  • Há também a postura fechada que assegura que a paróquia “nunca será a mesma” se o padre sair. Nem a paróquia nem ninguém é o mesmo nunca. Cada dia, cada pessoa, cada situação põem acréscimos novos (bons ou maus). Como posso saber que o outro que vem é, por antecipação, incapaz de continuar e fazer avançar um processo iniciado? Não é precipitação e preconceito? Vidas e relações experimentamos não a partir de fora, mas a partir de dentro.
  • Se um determinado sacerdote é dotado de muitas qualidades e competências a ponto de trazer grandes alegrias e avanços a uma comunidade, ele não pode ser possuído por esta comunidade como um “bem inalienável”. Outros lugares precisam dele e dos seus dons. Ele pode ser o pastor que a comunidade vizinha precisa em vista de suas demandas pastorais, espirituais, administrativas, humanas…
  • A última coisa, mesmo tendo ainda outras considerações, é que nós, padres diocesanos, não estamos desobrigados da dimensão missionária da nossa vocação sacerdotal. Por mais que eu tenha meus gostos e meu perfil, não posso me limitar ao universo de duas ou três paróquias que “teriam meu estilo”. A missão se vive em tempos e modos diferentes. Numa paróquia com a qual eu me identifico menos, talvez não fique tanto tempo como numa outra mais conforme meu perfil, mas isso não me dispensa de pequenas experiências. Elas têm uma força de testemunho diante do povo de Deus, dos demais irmãos padres e dos seminaristas.

Diocese de Juazeiro

Coelba alerta para cuidados com a iluminação de Natal

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Outras cidades

Além de prevenir de acidentes, o consumidor deve adotar hábitos conscientes de consumo para evitar desperdícios e economizar na conta de energia.

img como guardar uma arvore de natal artificial 4467 origHora de pensar na decoração de Natal. Nas lojas, ruas e residências, as lâmpadas coloridas e efeitos luminosos começam a dar à cidade o clima da festa cristã, comemorada nos quatro cantos do planeta. Artigos de iluminação para fachadas de imóveis e ambientes internos são os enfeites mais procurados e comercializados nesta época do ano. Novo ou reaproveitado de anos anteriores, o tradicional pisca-pisca requer atenção especial. Para prevenir acidentes, a Coelba, empresa do Grupo Neoenergia, alerta para cuidados importantes ao adquirir, instalar e manusear a decoração luminosa.

Os cuidados devem começar já na escolha dos produtos. Os adornos devem ser de boa qualidade e, obrigatoriamente, certificados pelo Inmetro. As embalagens dos enfeites com lâmpadas devem conter informações como potência,  tensão de alimentação  e instruções de uso. No caso das árvores de Natal, é importante procurar pela etiqueta “Resistente ao Fogo”. Essa medida  preventiva pode evitar um incêndio, na eventualidade de um curto-circuito.

No caso dos enfeites luminosos, a informação sobre a potência do produto, dada em watts (W) e contida na embalagem, merece atenção, pois quanto maior a potência maior também será o consumo de energia. Um conjunto padrão de 100 micro-lâmpadas, com 50 W de potência, consome 16,5 kWh/mês, se ligado por 11 horas diárias. Neste caso, a dica é reduzir o tempo de uso. Se forem ligadas por 5 horas, das 19h à meia-noite, o consumo dessas lâmpadas cai para 7,5 kWh/mês. Outra opção de economia é dar preferência às lâmpadas de LED, que são mais eficientes, brilhantes e com maior durabilidade que as convencionais. O hábito consciente de consumo evita desperdícios e proporciona economia na conta de energia.

Antes de decorar a residência, é aconselhável também fazer uma revisão nas instalações elétricas, com um eletricista capacitado. Atenção também para fios desencapados, com a parte metálica aparente. A capa de proteção evita choques e fuga da corrente elétrica. E as precauções não param por aí. Também é importante verificar as condições do material que será instalado: aquele pisca-pisca comprado em anos anteriores pode ter sofrido algum tipo de  desgaste.

A Coelba alerta ainda que o uso de várias ligações em uma mesma tomada, através do chamado “T” (benjamins), pode provocar aquecimento e curto-circuito e dessa forma interromper o fornecimento de energia elétrica. Se o incidente ocorrer próximo a materiais inflamáveis (cortina de tecido, papelão, fibras, isopor e etc.), pode provocar incêndio. Além dos riscos, o aquecimento da tomada também gera perda de energia e por conseqüência o aumento na fatura.

Outra dica é quanto à montagem da árvore. É importante evitar o uso de luzes elétricas e piscas decorativas em estruturas de metal. Elas podem conduzir energia e provocar choques  elétricos. As luzes não devem estar próximas de enfeites produzidos com papel ou cartolina. Ao manusear a instalação natalina é preciso certificar-se ainda de que ela está inteiramente desconectada das fontes de alimentação de energia. Os equipamentos só devem ser ligados depois que a montagem estiver concluída. Após isso, deve-se evitar tocar na fiação ou substituir lâmpadas queimadas.

Recomenda-se cuidado redobrado ao usar pisca-pisca em áreas externas das residências, pois pode agravar os riscos de acidentes. Por estar mais vulnerável ao calor e à chuva, há mais riscos de choque elétrico e curto-circuito. A ação do tempo pode ressecar a fiação e a presença de água potencializa os efeitos da condução da corrente elétrica pelo corpo humano. Em hipótese alguma, a iluminação deve ser feita por crianças ou pessoas inabilitadas. O serviço deve ser realizado por um profissional capacitado, evitando, dessa forma, o risco de acidentes, além da possibilidade de quedas das escadas. 

O consumidor deve lembrar ainda que a decoração desperta a atenção das crianças que tendem, naturalmente, a querer tocar nos enfeites. Importante também não se esquecer de desligar toda a decoração elétrica ao sair de casa. Outra recomendação é não instalar objetos decorativos próximos à rede de distribuição de energia.

  Principais dicas:

  1. Certifique-se de que o material comprado é atestado pelo Inmetro.
  1. Faça revisão dos fios decorativos e piscas antes da instalação, principalmente se for reaproveitar o material do ano anterior.
  2.  Ao comprar uma árvore procure a etiqueta “resistente ao fogo”.
  3. Não utilize enfeites de papel em árvores com iluminação elétrica.
  4. Desligue os aparelhos e enfeites de Natal ao sair de casa ou na hora de dormir. Esta prática evita acidentes e o consumo desnecessário de energia.
  5. Nunca desligue aparelhos elétricos puxando pelo cabo ou fiação. Para desligá-lo da tomada, utilize o plugue.
  6. Prefira enfeites de lâmpadas LED, pois são mais econômicos.
  7. Dê preferência aos enfeites impermeáveis, pois são mais seguros, têm maior durabilidade e podem ser reaproveitados nos próximos anos.
  8. Evite deixar a instalação em área sujeita a chuva ou alagamento.
  9. Mantenha a fiação fora do alcance das crianças.
  10. Não instale o conjunto de lâmpadas em estrutura metálica.
  11. Siga corretamente as instruções do fabricante do produto.
  12. Não ligue as luzes em extensões e benjamins (“T”).
  13. Não faça ligações clandestinas de energia para a iluminação natalina. Além de sobrecarregar o sistema, elas representam risco de curto-circuito, acidentes graves e é crime previsto no Código Penal Brasileiro.

Sobre a Coelba 

A Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), empresa do Grupo Neoenergia, é a terceira maior distribuidora de energia elétrica do país em número de clientes e a sexta em volume de energia fornecida, sendo a maior do Norte-Nordeste. Presente em 415 dos 417 municípios baianos, a Coelba tem uma área de concessão de 563 mil quilômetros quadrados. A empresa tem 5,9 milhões de clientes (mais de 15 milhões de habitantes).

Jezer Pachêco Vilas Bôas

Gestor da Unidade de Atendimento de Juazeiro