Curtas e Boas 18/07

Publicado em Curtas & Boas

O senador Fernando Bezerra Coelho e o seu filho, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, aumentaram o nível de pressão na cúpula nacional do PMDB em Brasília para tomar do deputado Jarbas Vasconcelos, definitivamente, o controle do partido em Pernambuco. Dissidente do núcleo governista e já na defesa aberta pela investigação do presidente Temer, no processo que tramita na Câmara dos Deputados, Jarbas está na lista dos que podem ser expulsos do PMDB.

Diante da real ameaça, Fernando pai e filho já estiveram propondo a transferência da tutela do PMDB de Jarbas para o grupo, num primeiro encontro com o presidente da legenda, senador Romero Jucá (RR), e nos últimos dias com o presidente Michel Temer. Dissidentes no PSB, partido que orientou a bancada a votar também pela autorização da investigação, senador e ministro engordaram o olho pelo PMDB porque, além de ser o maior partido do País, criaria em Pernambuco um novo ambiente para a legenda prosperar com vistas às eleições de 2018.

Como a permanência no PSB, para o grupo, não interessa mais, devido aos conflitos de interesses, a grande jogada agora seria arrebatar o PMDB das mãos de Jarbas, um histórico na legenda, mas que vem, ao longo dos anos, em posições divergentes com a cúpula nacional. Temer já tratou do assunto com Romero Jucá e ambos, certamente, devem sofrer mais pressões neste intervalo de tempo em que é aguardada a votação da investigação de Temer pelo plenário da Câmara. 

Fonte: Magno Martins
 

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciaram na tarde de hoje (18) que vão recorrer da decisão do juiz federal Sérgio Moro, que não acolheu os argumentos apresentados pela defesa nos embargos de declaração após ter condenado o petista a nove anos e meio de prisão. Nesta fase do processo, as apelações são encaminhadas à segunda instância, no caso o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

Em nota assinada pelo advogado Cristiano Zanin Martins, a defesa do ex-presidente questionou trechos do despacho de Moro publicado hoje de manhã. “Este juízo jamais afirmou, na sentença ou em lugar algum, que os valores obtidos pela Construtora OAS nos contratos com a Petrobras foram usados para pagamento da vantagem indevida para o ex-presidente”, escreveu o juiz. Para Martins, a frase é uma prova de que Sérgio Moro "criou uma acusação própria, diferente daquela apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF)". O advogado defende que há falta de correlação entre a sentença e a acusação — o que, segundo ele, "revela a nulidade da decisão" de condenar Lula.

Martins disse ainda que Moro, ao reconhecer que os valores obtidos pela OAS nos contratos com a Petrobras não foram usados para beneficiar Lula, mostrou ter errado ao admitir a estatal como assistente de acusação no processo. "Mostra, ainda, manifesto equívoco ao condenar Lula a reparar 'danos mínimos' ao reconhecer que o ex-presidente não foi beneficiado com valores provenientes dos três contratos envolvendo a petrolífera que estão indicados na denúncia", diz a nota da defesa. Com informações da Agência Brasil.