Curtas e Boas 04/09

Publicado em Curtas & Boas

Depois de longo silêncio, o ministro aposentado do Supremo Joaquim Barbosa volta a tratar de temas nacionais. Disse ao jornal Valor:
1 – Em nenhum país do mundo o presidente continuaria no cargo depois das acusações que Temer sofreu.
2 –Temer deveria ter a honradez de deixar a Presidência.
3 – É favorável às reformas propostas pelo Governo Temer, mas acha grave que sejam conduzidas por um Governo não respaldado pelo voto.
4 – Defende campanhas eleitorais mais curtas, com financiamento público “moderado”.
5 – Lula não deveria ser candidato. “Vai rachar o país ainda mais”.
6 – Não é candidato, mas percebe seu potencial. “Por onde vou as pessoas me abordam. Há potencial, mas não incentivo isso”.
7 – A denúncia contra Michel Temer é muito mais grave que as que levaram ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.
8 – Um político que elogiou: Paulo Hartung, PMDB, governador do Espírito Santo. “Se eu entrasse nisso (política), iria chamá-lo.
9 – O país foi sequestrado por um bando de políticos inescrupulosos que reduziram as instituições a frangalhos.
10 – Parlamentarismo é, para esses políticos, a maneira de perpetuar-se no poder e se proteger. E já foi rejeitado duas vezes pela população.

Carlos Birchiman-Valor
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O Mministro da Justiça, Torquato Jardim, planeja trocar o comando da Polícia Federal em breve, segundo apurou a Folha. Diretor-geral do órgão desde janeiro de 2011, Leandro Daiello já avisou o governo que quer sair e participa das conversas para encontrar um substituto.

O nome que aparece mais forte no momento é o de Rogério Galloro. Número dois da PF, ele ocupa o cargo de diretor-executivo desde junho de 2013 e tem currículo mais ligado às questões administrativas. A expectativa é que a troca ocorra até o mês de outubro. A decisão, no entanto, ainda passará pelo presidente Michel Temer.

Dos dois lados, ministério e PF, a preocupação é de tentar não passar a imagem de que uma troca no comando da polícia vai ocorrer para abafar grandes operações, em especial a Lava Jato. 

Folha São Paulo
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O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, enviou uma carta a parlamentares na qual defendeu a decisão do governo de privatizar a Eletrobras. Na carta, o ministro relata a atual situação da empresa e afirma que os resultados da "desestatização" da Eletrobras serão "extremamente positivos para todos os consumidores". Ele acrescentou, ainda, que espera debater a proposta no Congresso Nacional.

No último dia 21 de agosto, o governo anunciou que pretende vender parte da participação na Eletrobras para o mercado e, assim, deixar de ter o controle acionário da companhia. Aos parlamentares, o ministro afirmou que todas as dificuldades enfrentadas pela empresa têm exigido aportes financeiros da União, "drenando recursos públicos escassos".

O documento afirma ainda que a atuação da estatal não é mais imprescindível para o setor elétrico e a companhia tem reduzido a participação na expansão da capacidade de geração de energia.

"Nos últimos 15 anos, a Eletrobras participou de apenas 17% da expansão da capacidade instalada de geração e essa taxa vem decrescendo ano a ano", afirmou o ministro na carta.Segundo Fernando Coelho Filho, a empresa tem passivo de cerca de R$ 100 bilhões em ações judiciais, que incluem R$ 20 bilhões em custos de geração de energia elétrica nos sistemas isolados na região Norte (não reconhecidos nas tarifas), além dos custos com a paralisação da obra da usina nuclear Angra 3.

O governo ainda não decidiu a modelagem da privatização da empresa. Na semana passada Fernado Coelho Filho afirmou que o assunto estava em discussão e que será decidido nos próximos dias. Nesta semana, o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) divulgou que o processo irá prevê a venda de parte das ações aos empregados e que a União terá "poderes especiais".

Agencia Brasil
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O  presidente estadual da legenda, Sileno Guedes, que vinha se esforçando para não entrar em confronto com a família Coelho, cujo poder cresceu no Sertão do São Francisco e se espalhou no estado. “Quem estiver dentro e fora do PSB e deseja estar na nossa aliança, já sabe que o nosso candidato majoritário é Paulo Câmara. E quem, de fato, tem esse projeto (de ser candidato a governador) não pode ficar no PSB”, disse Sileno

No PT, a movimentação de Fernando Bezerra foi minimizada pelo senador Humberto Costa, líder da minoria no Senado. Ele disse que não vê possibilidade de aliança com o grupo ligado ao governo Temer e não vê chance, neste momento, de aliança com o governador Paulo Câmara (PSB), mesmo que Jarbas tenha feito um aceno positivo para uma aliança. “Muita água vai rolar debaixo da ponte”, falou Humberto, ressaltando apenas haver indicativos de que o PT terá candidato ou candidata ao governo, mas sem revelar preferência por qualquer nome.

Diário Pernambuco