Curtas & Boas 09/03

Publicado em Curtas & Boas

Nacional

O PSB, que apoiou a destituição de Dilma Rousseff, divulgou que votará contra a reforma da Previdência; “Não podemos aceitar uma proposta que afronta conquistas históricas da população”, afirma a bancada, que tem 35 deputados; as informações são de Esmael Moraes

A bancada do PSB na Câmara, composta por 35 deputados, votará contra a reforma da previdência (fim da aposentadoria).

A informação é dos deputados paranaenses Luciano Ducci e Leopoldo Meyer, que distribuíram uma nota oficial na noite desta quarta (8).

“Não podemos aceitar uma proposta que afronta conquistas históricas da população”, afirmam os parlamentares socialistas.

Na noite de ontem, o Blog do Esmael registrou com exclusividade que a bancada do PMDB no Senado também adiantou que votará contra a reforma de Michel Temer (PMDB).

.............................................................

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado Joseildo Ramos (PT) acusou, nesta quarta-feira (8), o presidente Michel Temer de fazer declarações machistas em pleno Dia Internacional da Mulher. Durante evento comemorativo à data, em Brasília, Temer afirmou que "tem convicção do que a mulher faz pela casa" e de sua grande participação na economia do país. "Na economia, também, a mulher tem uma grande participação. Ninguém mais é capaz de indicar os desajustes, por exemplo, de preços em supermercados mais do que a mulher", disse o presidente.

Para Joseildo, a declaração infeliz do presidente revela a "face tacanha, retrógada e pequena" de alguém que, segundo ele, saiu das profundezas do baixo clero e foi alçado ao posto máximo do país através de um golpe parlamentar. "Não é o presidente Temer nem qualquer outro machista que dirá qual o lugar da mulher. O lugar da mulher é ela quem determina. O de Temer é fora da cadeira onde ele nunca deveria ter sentado", criticou.

O parlamentar aproveitou para condenar o texto da proposta de Reforma da Previdência, apresentado pelo governo. "Um presidente, além de ilegítimo, machista, que se apropriou do poder golpeando a primeira mulher eleita presidente e aproveitou para renegar a participação feminina em seu ministério. É esse o presidente que quer condenar as mulheres à própria sorte, retirando direitos duramente conquistados por meio de sua proposta de Reforma da Previdência", disparou.

Ao discursar no plenário da Assembleia para celebrar o dia, Joseildo criticou a PEC 287 e ressaltou a importância de garantir a regra diferenciada de idade para as mulheres, reconhecendo o preconceito de gênero existente, já que as mulheres realizam dupla ou tripla jornada, trabalhando em média 7 horas e meia a mais por semana e, mesmo ocupando o mesmo posto de trabalho dos homens, recebem 23% a menos que eles.

Curtas & Boas 08/03

Publicado em Curtas & Boas

Nacional

Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) têm sinalizado de que os dados constantes até agora no processo que investiga abuso de poder pela chapa Dilma Rousseff e Michel Temer, em 2014, não obrigam a corte a declarar a inelegibilidade da ex-presidente.

Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a situação do atual presidente, no entanto, estaria mais complicada. Com Dilma já afastada, caso a existência de caixa dois na campanha, só Temer poderia sofrer a pena. Diante disso, apoiadores do peemedebista defendem que as contas de campanha eram separadas e devem ser julgadas desta forma.

No caso de Dilma, que ainda poderia ser alvo de inelegibilidade, a punição só poderia ocorrer se houvesse comprovação de que ela tinha conhecimento de caixa dois na época da campanha. Até o momento, no entanto, nenhum delator confirmou que ela participou das tratativas.

O ministro Herman Benjamin, que é relator do processo, emite sinais de que pode se associar a essa corrente, que não é unânime no tribunal.

.........................................................................

Petrolina

Manifestações contra a reforma da previdência foram registradas no centro de Petrolina, interior de Pernambuco, neste 8 de março. Uma passeata, que partiu da Praça do Bambuzinho, seguiu pela Avenida Guararapes e terminou em frente à agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), contou com a participação das mulheres do Sindicato dos Agricultores Familiares do município (Sintraf) e de várias outras manifestantes ligadas a movimentos sociais.

Exibindo cartazes e falando palavras de ordens, as agricultoras exigiam que as autoridades locais iniciassem diálogo com o governo federal para buscar uma "alternativa viável às necessidades das mulheres e do Brasil". 

A presidente do Sintraf, Isália Damaceno, fez um alerta para a aprovação da atual proposta de reforma previdenciária. "Nossa categoria não aprova essa mudança porque ela penaliza mais ainda as agricultoras e agricultores do país. Ao igualar o tempo de aposentadoria da pessoa do campo ao do urbano você inviabiliza a próprio meio de subsistência dela, uma vez que a aposentadoria muitas vezes é a principal fonte de renda das famílias de agricultores; além da expectativa de vida deles serem menor", pontuou. (Ascom/Sintraf)

Curtas & Boas 02/03

Publicado em Curtas & Boas

Casa Nova

Antes de tomar posse, o novo prefeito de Casa Nova, Wilker Torres, num programa de rádio, mandou um recado um tanto duro para grande parte dos seus adversários, que dizia mais ou menos assim: Larguem o osso!

*****

Nos bastidores da politica de Casa Nova, o que mais se ouve são pessoas, muitas delas que comeram poeira junto com o prefeito, à época, candidato, dizerem que não estão nada satisfeitas com a aproximação de bicudos ao governo que elas (as referidas pessoas) ajudaram a eleger.

*****

Há rumores na cidade que já têm adversários ocupando cargo de segundo escalão no governo.

*****

Comenta-se também que alguns funcionários públicos efetivos que ocuparam cargos no governo passado, não querem voltar aos seus empregos de origem; querem cargo no governo.

*****

Ouve-se também, e muita gente já viu o próprio prefeito dizer, que há funcionários morando em outras cidades da região e até em São Paulo, que recebiam altos salários e querem continuar recebendo.

*****

Ultimamente estourou uma bomba na cidade. Descobriu-se que um determinado funcionário está há mais de 10 anos recebendo sem prestar serviço ao município. Um absurdo!

*****

Diante de tanta desonestidade, o prefeito resolveu, para o bem da população que paga seus impostos, recadastrar todos os funcionários públicos lotados na sede e no interior do município. Os que não comparecerem, seus salários serão bloqueados e os que se cadastrarem vão ter de assinar o ponto. Malandros nunca mais!

*****

Voltando à questão dos oportunistas, é bom saber que ninguém está pensando no bem do prefeito. Esquecem eles que se o prefeito der um emprego para um adversário, está tirando esse emprego de quem lhe apoiou durante a campanha... De quem lhe deu o voto.

*****

Nessa situação, sabe o que acontece! O prefeito pode até ganhar o voto do adversário, mas perde o voto do eleitor que contribuiu para ele chegar ao poder. Como diz o ditado: é melhor ter um pássaro na mão do que dois voando... Farinha pouca, meu pirão primeiro... Se sobrar, aí sim, que seja dado aos adversários.

*****

Oposição, como diz o ex-vereador Zé Eduardo, é necessária a qualquer governo. Até mesmo para mostrar os erros da administração. “Toda unanimidade é burra!”

É Bom Saber

Todos esses comentários são baseados em relatos das pessoas. Curtas & Boas é só um canal de informação. Seu autor não tem nada contra a quem quer que seja. Cada um tem o direito de fazer o que quiser e achar melhor... Se amanhã, vier às lágrimas, o que mais tem nas lojas é LENÇO. Até porque os prefeitos de Casa Nova, até hoje, nem um foi reeleito.

Sobradinho

Muita gente preocupada com a ausência do prefeito reeleito, Luiz Vicente, desde o dia da posse. Ele não compareceu à abertura da Jornada Pedagógica, nem na abertura dos trabalhos do Poder Legislativo e nem também no aniversário da cidade. Dona Maysa, a mãe do gestor é que está representando-o nos eventos.

*****

A cidade de Sobradinho completou 28 Anos de Emancipação Política no dia 24 de fevereiro. Parabéns!

*****

Alguns representantes legítimos do povo sobradinhense, e outros pretendentes, colocaram vários outdoors com mensagens homenageando a cidade pelos seus 28 Anos de Emancipação.

Curtas & Boas 01/03

Publicado em Curtas & Boas

Nacional

A soltura do ex-goleiro do Flamengo, Bruno de Souza, semana passada, por decisão liminar do ministro do STF, Marco Aurélio Mello, deveria levar a uma revisão geral nas decisões recentes da Suprema Corte nos requerimentos de habeas corpus sistematicamente denegados.

Como se recorda, Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de reclusão por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver da ex-amante Eliza Samudio. Estava preso há 6 anos e 7 meses, sem que fossem apreciados seus recursos de apelação.

Em despacho memorável, o ministro Marco Aurélio escreveu que a prisão preventiva decretada pelo Tribunal do Júri de Contagem (MG), de primeira instância, não se sustentava, pois, a despeito da opinião pública contrária ao réu, o “clamor popular não é suficiente” para negar o direito de responder em liberdade.

“A esta altura, sem culpa formada”, disse o ministro, “o paciente está preso há 6 anos e 7 meses. Nada, absolutamente nada, justifica tal fato. A complexidade do processo pode conduzir ao atraso na apreciação da apelação, mas jamais à projeção, no tempo, de custódia que se tem com a natureza de provisória”.

Vale lembrar que cerca de 40% dos mais de 600 mil presos nas penitenciárias brasileiras (na maioria jovens e negros) ali permanecem sem julgamento, a maioria sem culpa formada, escancarando as falhas do sistema judiciário brasileiro, consagrando a injustiça e favorecendo a proliferação de organizações criminosas.

Diante do excesso de prisões preventivas, sem motivo e prolongadas no tempo para forçar delações, o rigor jurídico do ministro Mello para um homicida confesso deveria estender-se ao conjunto das sentenças do STF. Afinal, por que manter presos João Vaccari, José Dirceu e Antônio Palocci – e há outros em situação semelhante — contra os quais só existem delações e nenhum prova consistente?

É hora de cessar a parcialidade nos julgamentos, dar um fim à perseguição politica promovida por certos juízes e procuradores e libertar Vaccari, Dirceu e Palocci.

Rui Falcão é presidente nacional do PT

Curtas & Boas 27/02

Publicado em Curtas & Boas

Salvador

O Carnaval de Salvador já é reconhecidamente a maior festa de rua do mundo. Mas seria possível expandir ainda mais a festa? Para Clínio Bastos, presidente da Associação Baiana de Camarotes (ABC), isso só poderia acontecer caso se criasse um quarto circuito – alternativo ao Dodô (Barra-Ondina), Osmar (Campo Grande) e Batatinha (Pelourinho). “Quando nós fomos pra Barra, foi assim. Havia uma necessidade, em função do próprio crescimento demográfico da cidade, da criação de um novo circuito. E hoje esse circuito tem uma força muito grande. [...] Dentro do espaço Barra-Ondina, eu não consigo visualizar mais espaços físicos. Eu não acredito que o Carnaval da Bahia cresça mais fisicamente, pelo menos nesse momento. A não ser que haja um quarto circuito, alternativo, segmentado. Aí eu posso acreditar”, explicou. Em entrevista ao Bahia Notícias, Clínio explica o impacto da crise no mercado do entretenimento, fala sobre o aumento de atrações dentro dos camarotes e ainda entra em algumas polêmicas. Entre elas, a ocupação de espaços físicos pelas estruturas particulares. “Quando se diz que os camarotes estão em área pública não é verdade. Isso é uma minoria, bem pequena”, garante.

Fala-se muito da crise do axé, na crise do Carnaval... A crise afeta os camarotes de Salvador?
A crise econômica que nós estamos vivendo é uma crise do Brasil inteiro. Obviamente, quando você está em um processo de reaquecimento, isso se reflete em todos os segmentos. Não seria diferente com o Carnaval. Então é claro que tem reflexos no entretenimento. No momento em que você está no país com problemas na economia, que tem uma retração dos investimentos das empresas e uma taxa de desemprego muito elevada, tem fatores que vão interferir em Salvador, no Rio, em Recife e em todos os lugares que dependem de uma economia forte.

Neste ano, qual foi o impacto nos camarotes?
Existem duas situações. Nós vivemos uma situação preocupante entre outubro e dezembro, que foi o auge da crise econômica e política do país, que gerou uma incerteza muito grande e, consequentemente, houve uma retração muito forte das vendas, principalmente de blocos, camarotes e festas. Isso é natural. Com a chegada do ano novo, que também é natural, sempre se celebra e se injeta mais ânimo e motivação. A gente começou a ver uma mudança no clima e já uma procura dos nossos produtos. Aí começamos a ver sinais extremamente positivos, que são os ensaios, que estão todos cheios e com sucesso. É impossível você imaginar em qualquer lugar do Brasil e do mundo uma segunda-feira igual à que o Harmonia do Samba está fazendo, com mais de 30 mil pessoas. Não foi diferente com Léo Santana na sexta, com Carlinhos Brown no Sarau, com a Timbalada do Museu du Ritmo. Nossos eventos aqueceram. Nós temos um povo que gosta da festa e gosta da rua também. Então a sensação que a gente tem é de que passamos pelo pior momento e essa situação se inverteu e nós já acreditamos que teremos um Carnaval, se não igual ao do ano passado, até melhor em relação a determinados produtos.

A quantidade de camarotes neste ano foi maior, menor ou igual à do ano passado?
Eu diria que entre os grandes camarotes houve a diminuição de um, por causa da junção de dois deles [Cerveja e Cia e Camarote do Reino]. Mas eu diria que o número se manteve praticamente estacionado, igual ao dos anos anteriores.

Há um movimento, que começou alguns anos atrás, do fim dos blocos e de mais atrações sem cordas. Isso afetará os camarotes de alguma forma?
Eu acho que um não existe sem o outro. O camarote, como o nome diz, é para assistir ao espetáculo. E acho que o maior espetáculo da gente sempre foi e sempre será a rua. Esse é o diferencial do Carnaval da Bahia. Mesmo sendo um empresário do camarote, não tenho dúvida que a nossa festa, nossa história, na nossa essência veio da rua. É lá que vai acontecer tudo. Então é claro que se a rua não estiver fortalecida, nós também não estaremos. Acho que deve haver sempre um equilíbrio, até porque existem dois públicos: um que gosta de assistir e um que gosta de participar. Penso que essa movimentação de blocos que infelizmente não podem sair depende muito da conjuntura também. Se há uma retração de patrocínio, o bloco sofre. Se há uma retração da economia, o bloco sofre. O entretenimento é sensível. Mas enquanto a gente tem marcas fortes que não puderam sair este ano, tiveram outras marcas tão fortes quanto e que estão esgotados. Eu sou capaz de enumerar seis ou sete produtos que esgotaram as vendas de abadá. Então é uma acomodação do mercado em função da conjuntura, mas acredito que criamos um modelo de 30 anos, de sucesso, em que nós temos muito mais a celebrar do que a lamentar. E talvez, neste modelo, possam surgir novas ideias e novas propostas comerciais que possam fazer os próximos 30 anos do nosso Carnaval. E acho que os dois [camarotes e trios] vão conviver, porque são dois produtos que se complementam.

Antes, as atrações dentro dos camarotes eram um diferencial. Nos últimos anos, isso foi aumentando até que hoje praticamente todos têm shows dentro dos espaços. Você acha que isso é uma tendência para os próximos anos ou é só uma fase?
O Carnaval da Bahia sempre mudou muito. Antes você tinha os clubes. Os artistas cantavam dentro dos clubes e não cantavam na rua. Em determinado momento os blocos possibilitaram isso, porque eram os empresários que levavam os artistas para a rua por meio da iniciativa privada. Isso gerou emprego, arte e música na rua. Agora houve um movimento praticamente inverso, em que alguns artistas migram para dentro dos camarotes, mas também estão na rua. Eu acho que isso é uma mudança de mercado. Cabe ao empresariado e ao poder público entender esses sinais e projetar o futuro. Qual é o nosso futuro? No meu entendimento o nosso futuro está na rua. E ao mesmo tempo em que alguns blocos não estão saindo, os artistas de grande nome estão saindo na rua com trios independentes. Ou seja, fortalecendo a rua. Eu acho que esse modelo vai evoluir para uma nova forma de negócios, com uma nova acomodação, e sobreviverão os produtos que efetivamente tenham uma capacidade de ser realizados dentro desse novo cenário e das condições propícias para que o empresariado possa investir.

Em 2015, o empresário Joaquim Nery, da Central do Carnaval, disse que os camarotes não têm mais para onde crescer, porque já ocuparam todos os espaços possíveis. Você acredita que isso é verdade?
Totalmente. Nos circuitos você não tem mais espaço nenhum em que você possa acomodar um camarote de uma forma competitiva. O que eu quero dizer? Hoje você tem grandes camarotes com grandes estruturas. Entrar com um espaço em que você não possa ofertar o mesmo conforto, segurança e serviços não vai ser competitivo, certamente não terá sucesso. Penso que a declaração dele seja nesse sentido. Todos os espaços possíveis para se ter grandes estruturas já estão ocupados e estão muito bem.

Antes, o circuito Dodô (Barra-Ondina) só ia até o Hotel Othon. Isso mudou quando o camarote Salvador surgiu depois do Ondina Apart. Você acha que é possível que os circuitos fiquem ainda maiores?
A partir desse momento, nós já estaremos pensando no futuro. Quando nós fomos pra Barra, foi assim. Havia uma necessidade, em função do próprio crescimento demográfico da cidade, da criação de um novo circuito. E hoje esse circuito tem uma força muito grande. Naquela época, se eu não me engano era 1996, Daniela Mercury desce e cria oficialmente o circuito da Barra, e enquanto você desfilava o carro passava. Eu acredito que tem como ocorrer (o crescimento do Carnaval). Agora se vai ser o surgimento de um novo espaço, de um novo modelo de negócio, isso quem vai dizer é a população, que vai manifestar sua preferência. Dentro do espaço Barra-Ondina, eu não consigo visualizar mais espaços físicos. Eu não acredito que o Carnaval da Bahia cresça mais fisicamente, pelo menos nesse momento. A não ser que haja um quarto circuito, alternativo, segmentado. Aí eu posso acreditar. Eu acho que agora a gente tem que buscar qualificar a festa da gente. Isso é muito mais importante do que quantificar ela.

E como qualificar?
Esse é um desafio que não é fácil e depende de um somatório de esforços tanto da iniciativa privada quanto do poder público, que é peça fundamental nessa engrenagem. Hoje, na abertura do Carnaval do interior, a Polícia Militar está lá para possibilitar que a festa aconteça com segurança. Eles [policiais] são os verdadeiros guardiões do nosso Carnaval. A gente tem uma festa maravilhosa, temos sim que celebrar, agora temos que pensar no futuro. Mas penso que nós temos empresários e um setor público que tem uma capacidade muito grande de, juntos, entenderem essas mudanças e buscarem novos caminhos.


No pós-Carnaval sempre surge aquela discussão sobre a situação dos espaços públicos ocupados pelos camarotes. Como a ABC acompanha isso?
Nós temos pouquíssimos camarotes em áreas públicas. A gente precisa desmistificar isso. Quando se diz que os camarotes estão em área pública não é verdade. Isso é uma minoria, bem pequena. Diria que em área pública a gente tenha três camarotes, não sei nem se chega a isso. Temos o camarote Salvador, que está em uma praça. Mas vale ressaltar que ela foi devidamente licitada e o que é pago por aquela praça é um valor superior, provavelmente, a qualquer espaço público do Brasil. A produtora tem um cuidado muito grande para, ao terminar a festa, devolver aquele espaço todo requalificado para a comunidade. É feito o registro disso. Eu gostaria muito, como cidadão, que houvesse outras praças de Salvador em que fossem feitas ações como esta. Eles devolvem de uma forma muito superior ao que eles encontraram.

BN