Curtas & Boas 30/11

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Os prefeitos nem tomaram posse, já estão trabalhando a eleição para presidente do Consórcio do São Francisco. Por duas vezes em seguida, o prefeito de Sobradinho, Luiz Vicente (PSD) está à frente do cargo. Comenta-se que está sendo costurada uma candidatura forte para tirar Vicente do páreo.

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Entre os nomes mais cotados estão os do prefeito de Juazeiro, Paulo Bomfim (PCdoB); Wilker do Posto (PSB) de Casa Nova e Luiz Vicente (PSD) de Sobradinho. O Consórcio é formado por dez municípios. A eleição está prevista para o mês de janeiro de 2017.

Casa Nova

“Sem querer querendo”, como dizia o Chaves, diante da crise financeira que o município atravessa, o prefeito eleito, como sugestão, em vez de alugar casas e mais casas para formar secretarias, deveria, já que é da base do governo do estado, apresentar uma proposta para transformar o antigo Der-BA num centro administrativo e levar pra lá parte das secretarias. Fazendo isso, já começava o governo cortando algumas despesas. Sem se falar que aquele elefante branco passaria a ser útil à população. Uma salinha seria bastante para o posto do Detran.

Nada oficial

Aumenta a cada dia a expectativa da população casanovense para saber logo quais serão os secretários do prefeito eleito Wilker Torres que tomarão posse com ele dia 1º de janeiro. Fala-se que os nomes mais cotados são: Solon Neto, saúde; Dr. Marcos, educação; Vilinei, obras; César Torres, Finanças; Gildenor Moraes, agricultura; Dagmar Nogueira, SAAE; alguém de Santana, urbanismo e Cosme Coelho, Governo. Ainda falta administração, planejamento, esporte/cultura/turismo, e ação social. É secretaria demais... Merecia uma junção!

Bem Bom

Uma fonte nos informou que a vereadora Nicinha Xavier parece não estar nada satisfeita com Wilker do Posto e ameaça romper com o governo que ajudou a eleger, caso não seja contemplada. Ela não aceita que outras pessoas ocupem o seu espaço em Bem Bom, por exemplo.

Sono

Tem quem diga que o prefeito eleito já não dorme mais como antes. São muitos pedidos e cobranças dos compromissos de campanha e que dificilmente ele vai conseguir atender a todos. Sem se falar nos acordos que precisa fazer para ter a maioria na câmara e possivelmente eleger a mesa diretora. Pelo jeito vai ter é de criar mais secretarias. Ainda tem o PT, Leonardo Silva e Dr. Carlos que devem querer uma coisinha também.

Tem mal que vem para o bem

O atual prefeito, Wilson Cota, disse que tem mal que vem para o bem. “A melhor coisa que aconteceu em minha vida foi perder essa eleição”. WC entende que com essa crise no Brasil, não vai ser fácil ser prefeito... Com a queda das receitas, os prefeitos vão enfrentar muitas dificuldades.

Câmara

Uma coisa que pouco está se falando em Casa Nova é na presidência da Câmara. Ouve-se falar por alto no nome de Luiz Cláudio Cacado (PSB), mas por enquanto é só comentário. Como se sabe, eleição de presidência da Câmara é uma incógnita. Geralmente tem surpresa no dia. É melhor esperar!

Recuou

Nosso amigo José Hermelino parece ter recuado da ideia de juntar a oposição para fazer a presidência da Câmara. Ele não sabia que seu sogro é candidato... Pelo santo se beija o altar!

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Depois de Geddel, Temer terá que demitir Padilha

O escândalo La Vue, o espigão de 107 metros de altura, que agride o patrimônio histórico de Salvador, não se encerra com a demissão de Geddel Faria Lima, o braço direito de Michel Temer que tem um imóvel de R$ 2,4 milhões no empreendimento e pressionou seu colega Marcelo Calero a liberar obra embargada.

Em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, exibida dia 27/11 no Fantástico, Calero deu um depoimento contundente, que deixa o governo Temer, já nas cordas, numa situação ainda pior.

Para continuar respirando por aparelhos, Temer terá que demitir outro de seus principais assessores: o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Isso porque Calero deixa claro que a Polícia Federal e a procuradoria-geral da República já têm em seu poder gravações que comprometem Padilha.

Calero apenas disse que não poderia confirmar para não atrapalhar as investigações, mas fica claro que tanto Padilha como Geddel foram gravados, em ligações telefônicas – o que é perfeitamente legal.

O ex-ministro da Cultura também mandou um recado para Temer, que o chamou de indigno por ter feito as gravações. “O servidor público tem que ser leal, mas não pode ser cúmplice”.

Ele também repetiu que Temer pediu a ele que aceitasse as pressões ilegítimas de Geddel, ao dizer que “a política tem dessas coisas”.

Ou seja: o conselho de Temer era para que se buscasse a Advocacia-Geral da União, de modo a se buscar uma solução jurídica que permitisse atender ao pedido de Geddel.

Em coletiva, Temer disse apenas ter “arbitrado conflitos”, mas não havia conflito algum, apenas a pressão de um ministro corrupto, Geddel Vieira Lima, sobre um ministro honesto, Marcelo Calero, para que ele praticasse um ato de corrupção e liberasse uma obra ilegal.

Calero também disse ter ficado chocado ao ver que, em plena crise econômica, a maior da história do País, que foi causada pelo golpe de 2016, as principais autoridades da República se dedicam a interesses paroquiais.

Em entrevista ao 247, o ex-ministro da AGU, José Eduardo Cardozo, diz que a participação de Temer no episódio pode levar a seu impeachment por crime de responsabilidade, uma vez que seu eventual delito, o de patrocinar o interesse privado de Geddel, se deu no atual mandato. Fonte: Brasil 247

Curtas & Boas 29/11

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Mais uma vez
 
O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado estadual Marcelo Nilo (PSL), confirmou nesta terça-feira (29) que será candidato a um sexto mandato à frente da Casa. “Sou candidato a presidência da Assembleia Legislativa de minha terra.  Não considerava mais a possibilidade de permanecer à frente do cargo, porém o homem público não se pertence”, disse o parlamentar.
 
“Aceitei a conclamação dos meus pares para buscar essa nova investidura não como um fardo, mas com a responsabilidade de um parlamentar consciente da gravidade do momento político, econômico e social que vivemos – em que a experiência, seriedade e transparência são atributos importantes para que a Bahia se distancie do quadro caótico de outros estados e persista na bisca do desenvolvimento com justiça social”, completou.
 
Nilo assumiu o compromisso de “persistir na postura de magistrado, garantindo às forças políticas aqui representadas o espaço proporcional ao que foi determinado pelas urnas”. “Ninguém é, ou deixa de ser candidato à presidência da Assembleia Legislativa por mera vontade ou vaidade.
 
Circunstâncias, as mais diversas, subordinam projetos. Eu achava, modestamente, que os avanços republicanos registrados nos últimos dois anos seriam suficientes para o meu retorno ao plenário, à tribuna, de onde sempre defendi as minhas convicções, mas ouvi as ponderações da maioria dos parlamentares que me colocam, mais uma vez, candidato a presidente do Legislativo da Bahia”, justificou.
 
Para o próximo biênio, Nilo prometeu promover austeridade e transparência, além de manter o respeito às manifestações das oposições. “Não existe democracia sem a garantia dos direitos da minoria por parte do bloco majoritário”, concluiu.
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Zé Neto
 
Líder da bancada do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Zé Neto (PT) assegura não ter problemas com o presidente da Casa, Marcelo Nilo.
 
Ao comentar sua relação com os demais parlamentares, ele ressaltou que sempre busca um clima harmônico, que inclusive facilita a tramitação de projetos enviados pelo governador Rui Costa. "Quem está no dia a dia, sabe que se eu estiver em conflito com a presidência da Casa eu vou ter menos resultado", afirmou em entrevista ao Bahia Notícias. "Se eu evitar conflito e estiver sempre dialogando com ele pra mim é melhor e eu vou continuar fazendo isso", completou.
 
Ao tratar da próxima eleição para presidência da AL-BA, no entanto, Zé Neto opta pelo distanciamento. Ele prefere não comentar uma eventual nova candidatura de Nilo e nem citar outros possíveis concorrentes. "Se tem uma coisa que eu aprendi na Assembleia é que não vale a pena dar opinião em situações que não vão criar resultado algum", resumiu.
 
O futuro do parlamentar como líder do governo também é incerto. Zé Neto se coloca como um "soldado do projeto" e alega que ainda vai se encontrar com Rui Costa para discutir o assunto. "Onde for melhor eu estar, eu estarei", avaliou.
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Governo lança programa Primeiro Emprego com nove mil vagas até 2018

Nove mil jovens formados a partir de 2015 na rede estadual de educação profissional poderão ingressar no programa Primeiro Emprego, que será lançado pelo governador Rui Costa, nesta quarta-feira (30), às 9h30, no Hotel Deville, em Stella Mares.

O critério de seleção será baseado no desempenho do aluno em sala de aula. A meta é preencher nove mil vagas até 2018 no setor público. Na primeira etapa, as vagas serão preenchidas nas áreas da Saúde, Educação e Segurança Pública.

Curtas & Boas 27/11

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Nacional

De aliados a desafetos no curso de uma eleição – entre 2006 e 2010 -, Jaques Wagner (PT) e Geddel Vieira Lima (PMDB) não são exatamente próximos. Publicamente, ambos tentam ser polidos e evitam críticas pessoais.

Neste domingo (27), o ex-governador Jaques Wagner manteve a linha e evitou falar sobre as denúncias de tráfico de influência feitas pelo ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, contra Geddel. “Não quero para os outros o que eu não quero para mim. O estilo dele, a forma como ele deve ter abordado o ministro da Cultura foi o que acabou produzindo isso tudo. Ele foi fazer um pedido, mas deve ter feito o pedido num formato que...”, divagou Wagner, que teve o peemedebista como aliado no primeiro mandato à frente do governo da Bahia.

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Homem de confiança da ex-presidente Dilma Rousseff durante o processo de impeachment, o ex-ministro Jaques Wagner criticou o eventual uso do instituto do impeachment com o atual presidente Michel Temer, o que coloca “sobre o Brasil um manto de insegurança jurídica”. “Esse foi um processo que a violência já ocorreu. Não acho que, para uma violência, vão propor uma outra violência. Ele vai terminar o mandato dele sempre com essa marca da ilegitimidade”, afirmou Wagner neste domingo (27), durante o hasteamento da Bandeira Azul na Ilha dos Frades.

“Quando você pega um instrumento tão nobre quanto o impeachment, os deputados e senadores tirarem o mandato de alguém que chegou lá pelo voto popular, quando se banaliza isso. Então amanhã o cara não gosta do prefeito, não gosta do governador, vamos fazer o impeachment. Se brincou com uma ferramenta nobre”, sugeriu o ex-governador baiano, citando que pode haver a extensão do instrumento para os níveis estadual e municipal.

Wagner, todavia, frisou que, apesar de discordar “de uma nova agressão”, “a crítica tem que continuar sendo feita”. "Se não fizer reforma política, a democracia brasileira está fadada ao fracasso", concluiu o ex-ministro.

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O ex-governador Jaques Wagner minimizou neste domingo (27) a eventual votação da anistia ao caixa 2 de campanha, cuja articulação envolveu a Câmara dos Deputados ao longo da semana e foi descartada em entrevista coletiva pelos presidente da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL), e da República, Michel Temer (veja aqui).

“O nome que se dá de caixa 2 dá a impressão que o cara está numa falcatrua. Não, o cara pegou aquele dinheiro e foi fazer campanha. O sistema era esse, todo mundo operou nesse sistema. Não é nem anistia, porque não foi condenado”, apontou Wagner, que assumiu recentemente a coordenação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Codes) na Bahia.

“Eu quero contribuição de campanha, se a contribuição puder ser oficial, é sempre melhor. Aí o empresário diz: ‘Ah, eu não quero dar para que meu nome não apareça. E o cara está precisando. O sistema é esse. O cara que está fazendo a campanha dele vai dizer ‘Não quero’?. Falta uma semana para a campanha, o cara diz ‘Tenho R$ 100 mil aqui’, mas não quero que meu nome fique aí. Você vai dizer ‘não quero, muito obrigado’? E o vizinho vai pegar? O sistema é indutor disso”, explicou Wagner, admitindo que todos os interlocutores políticos sobreviveram nesse “sistema”. “O sistema político brasileiro é indutor disso que você está enxergando. As pessoas acham que financiamento público é um absurdo, o privado está demonstrado aí que sai muito mais caro para as contas públicas”, completou o ex-ministro.

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Garotinho detona

A edição deste domingo (27) do programa "Conexão Repórter", apresentado pelo jornalista Roberto Cabrini, no SBT, traz uma entrevista exclusiva com o ex-Governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho. "Sou um homem-bomba e posso derrubar muita gente poderosa", ameaçou o político. De acordo com informações do colunista do portal Uol, Flávio Ricco, Garotinho também declarou que não pretende fazer julgamento do juiz que decretou sua prisão, mas que acrescentou que “ele vai responder pelo que fez” e que  sabe quem está por trás do pedido. Essa é a primeira entrevista do ex-governador após nove dias na prisão, suspeito de usar o programa social Cheque Cidadão para comprar votos nas eleições de Campos dos Goytacazes (entenda).

 

Curtas & Curtas 25/11

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Juazeiro

Sindicato dos Bancários de Juazeiro participa da paralisação geral desta sexta (25)

Em protesto contra a PEC 55, o sindicato dos Bancários de Juazeiro e demais centrais sindicais,  participaram nesta sexta-feira (25), da paralisação geral. As atividades fazem parte de uma mobilização nacional. A passeata teve inicio no INSS até a Orla de Juazeiro.

O movimento saiu em defesa da saúde e da educação públicas e de qualidade; contra a PEC 55 e a reforma do ensino médio que foram impostas de maneira arbitrária pelo atual governo, sem ouvir os profissionais e demais setores que atuam na educação; contra o projeto da escola sem partido; em defesa da aposentadoria e dos direitos dos trabalhadores; contra a reforma da Previdência e a reforma trabalhista; em defesa do emprego e pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial.

Mesmo as agências de Juazeiro não terem parado as atividades de hoje, o diretor do Sindicato, Eleandro Damas, marcou presença no movimento e disse que o sindicato é contra a PEC 241/55. “Não podemos aceitar que os direitos conquistados dos trabalhadores sejam retirados. Somos contra esse governo golpista que vem colocando projetos contra o cidadão trabalhador e estudantes. Acredito que é preciso investir mais e necessariamente congelar gastos na saúde e na educação do país”.

Ainda assim, ele falou que o sindicato repudiou o plano de reestruturação do Banco do Brasil, divulgado na última segunda-feira (21), que levará o fechamento de 402 agências em todo País. “Nós do sindicato dos bancários de Juazeiro e região repudiamos esse plano de reestruturação do Banco do Brasil. Com o fechamento de locais de atendimento e redução do quadro das agências, a população sofrerá ainda mais com as filas e péssimas condições de atendimento e os funcionários terão uma sobrecarga ainda maior de trabalho. Reafirmamos a luta por um banco público, com compromisso com o desenvolvimento social e a retomada econômica do Brasil. Defendemos a bandeira da valorização do trabalho, proteção ao emprego e qualidade de vida e dizemos não à exploração do sistema financeiro. Essa reestruturação do BB vai na contramão do que o Brasil precisa”.

O Dia Nacional de Paralisação e Mobilizações é organizado pelas centrais sindicais do Brasil e pelos sindicados representantes das instituições de ensino público, sejam Institutos Federais, Universidades e demais instituições de ensino, além de outras categorias representadas pelas diversas centrais sindicais que já confirmaram a participação em todo o país, como metroviários, rodoviários, bancários, trabalhadores e servidores públicos da segurança, dentre outros.

Salvador

Os presidentes dos sindicatos bancários da Bahia e Sergipe se reuniram nesta sexta-feira (25), no Hotel Porto Bello, em Salvador para fazer uma avaliação da campanha salarial, assim como a reestruturação dos bancos, os encaminhamentos para luta contra o Projeto de Lei do Senado PEC/55, entre outros. 
 
A reunião foi convocada pela Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe.  O encontro serviu também para fazer um pré-planejamento para o próximo ano, com a definição de ações prioritárias na luta pela conquista de mais direitos para os bancários. 
 
De acordo com o presidente dos bancários de Juazeiro, Maribaldes da Purificação a reunião foi de suma importância para discutir avanços da categoria. “É muito importante termos estes encontros, são através deles que decidimos melhorias para os nossos bancários”, ressaltou o presidente dos Bancários de Juazeiro.

 (Ascom/Seeb Juazeiro)

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Nacional

“A aprovação da PEC 55 vai definir o futuro do Brasil”, diz Humberto em ocupação da UPE

Para uma plateia formada por professores, estudantes e profissionais da área de saúde, o líder do PT no Senado, Humberto Costa, alertou para as implicações de uma possível aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) no Senado, nessa quinta-feira (24), na Universidade de Pernambuco (UPE). Segundo Humberto, a PEC pode ampliar as desigualdades e penalizar os trabalhadores.

“A PEC 55 não é apenas uma emenda constitucional. Ela vai demarcar o que vai ser o futuro do Brasil, vai dizer qual o Brasil que a gente quer. Vamos querer investir nos jovens e no desenvolvimento de pesquisas na ciência? Ou vamos construir um Brasil de privilégios, governado por poucos e para poucos?”, questionou o senador que visitou a ocupação de estudantes da UPE.

Humberto também lembrou que a medida vai na contramão do que países da Europa e até mesmo os Estados Unidos estão fazendo para sair da crise mundial. “O que Obama fez? O que a Europa está fazendo agora? Todos estão defendendo a ampliação de investimentos. Essa proposta de Temer congela em 20 anos os recursos em saúde e educação. Em vez de fazer o Brasil crescer, vai aumentar a recessão. E toda a conta vai ser jogada para os mais pobres”, afirmou.

O senador disse, ainda, que é favorável às ocupações e que a mobilização é fundamental para tentar barrar a PEC. “É fundamental ocupar todos os espaços. Temos que nos unir para tentar barrar essa proposta e criar um movimento forte. A PEC é a ponta do iceberg. Tem muita coisa para acontecer”, previu o senador.

AGENDA – Além da visita à ocupação, Humberto também participou de encontro do Conselho Municipal de Saúde também para debater a PEC. Na ocasião, o próprio Conselho publicou uma nota contra a proposta. “O governo faz uma opção política de não aumentar o tributo dos mais ricos e economizar com os pobres com a PEC55”, diz o texto. Nesta sexta-feira (25), Humberto participa de mais um ato contra a Proposta de Emenda Constitucional no Recife. O Dia Nacional de Luta reunirá militantes políticos, movimentos sociais e representantes de diversos partidos políticos, na praça do Derby, a partir das 15h, para protestar contra a PEC e denunciar a violência contra a mulher.  (Natália Kozmhinsky)

 

Curtas & Boas 24/11

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Nacional

Moro adverte que anistiar corrupção ameaça Lava Jato e futuro do país.

O juiz federal Sérgio Moro divulgou nota pública nesta quinta-feira (24) alertando para os riscos que a eventual anistia dos crimes eleitorais de corrupção e de lavagem de dinheiro pode trazer à Operação Lava Jato e ao 'futuro do país'.

Deputados tramam aprovar na Câmara projeto anticorrupção que deve incluir perdão ao caixa 2 e punição a juízes e procuradores por crime de responsabilidade. "Toda anistia é questionável, pois estimula o desprezo à lei e gera desconfiança", adverte Moro, o juiz da Lava Jato.

É a primeira manifestação pública de Moro contra as articulações dos parlamentares. Para o magistrado, a anistia "deve ser prévia e amplamente discutida com a população e deve ser objeto de intensa deliberação parlamentar". "Preocupa, em especial, a possibilidade de que, a pretexto de anistiar doações eleitorais não registradas, sejam igualmente beneficiadas condutas de corrupção e de lavagem de dinheiro praticadas na forma de doações eleitorais, registradas ou não", diz o texto.

"Anistiar condutas de corrupção e de lavagem impactaria não só as investigações e os processos já julgados no âmbito da Operação Lava Jato, mas a integridade e a credibilidade, interna e externa, do Estado de Direito e da democracia brasileira, com consequências imprevisíveis para o futuro do país. Tem-se a esperança de que nossos representantes eleitos, zelosos de suas elevadas responsabilidades, não aprovarão medida dessa natureza", completa.

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O governador Rui Costa defendeu nesta quinta-feira (24) que é preciso “superar diferenças e buscar aquilo que nos une, o melhor para o País” para retomar o ritmo de desenvolvimento econômico do país. “A crise brasileira não se resolve com medidas econômicas isoladas, porque o país não aguenta atravessar mais um ano no atual ritmo da economia brasileira. Precisamos de uma agenda comum para o Brasil e deixarmos de lado os embates partidários”, afirmou Rui, durante encontro com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb).

O governador destacou que a Bahia avançou muito nos últimos anos, reduzindo a extrema pobreza de 19,5%, registrada em 2001, para apenas 4% em 2014. Além disso, o governador destacou que foram investidos grandes recursos em obras de infraestrutura, que atualmente estão em plena execução. Só na área de mobilidade urbana, lembrou, estão sendo aplicados R$ 9,2 bilhões desde 2008 em projetos que se estenderão até 2018. “Se o Brasil não sair da crise, a Bahia não sairá sozinha”, finalizou Rui.

Rui sugeriu ainda que reduziu 2 mil cargos antes de assumir o governo sem retirar serviços à população. “Conseguimos melhorar a eficiência do gasto público e manter investimento”, finalizou.

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O ex-ministro Marcelo Calero prestou depoimento à Polícia Federal acusando o presidente Michel Temer de também o pressionar para liberar a construção do La Vue, no bairro da Barra.

De acordo com a Folha de S. Paulo, ele disse em audiência que Temer o "enquadrou" para encontrar uma "saída" para a obra de interesse do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima. 

O depoimento à PF já foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). Calero relatou que foi chamado por Temer para uma reunião no Palácio do Planalto na última quinta-feira (17).

"O presidente disse ao depoente que a decisão do Iphan havia criado 'dificuldades operacionais' em seu gabinete, posto que o ministro Geddel encontrava-se bastante irritado; que então o presidente disse ao depoente para que construísse uma saída para que o processo fosse encaminhado à AGU [Advocacia-Geral da União], porque a ministra Grace Mendonça teria uma solução", descreve o documento. 

No mesmo encontro, Temer teria dito que "que a política tinha dessas coisas, esse tipo de pressão". Calero disse na audiência que se sentiu "decepcionado" pelo fato do presidente tê-lo "enquadrado".

 Por causa da polêmica, a oposição já articula um pedido de impeachment do presidente Temer.

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O deputado estadual do Rio de Janeiro Pedro Fernandes (PMDB) sugeriu que as pessoas comam uma vez a cada dois dias para evitar o fechamento de restaurantes populares no estado.

Um áudio divulgado pelo Extra aponta que ele propôs o aumento de R$ 2 para R$ 5 no preço da refeição. "Não se pode cruzar os braços e deixar as pessoas com fome. Se não dá para chegar ao ideal de manter os R$ 2, coloca um valor que pelo menos... nem que comam de dois em dois dias...", disse o parlamentar durante uma audiência pública realizada nesta segunda-feira (21).

"Não sei se é absurdo o que estou dizendo, mas temos que pensar. Se alguém tiver uma sugestão melhor, peço que fale. Mas confesso que não vejo nada melhor do que isso (aumento no preço), nesse momento", completou. Em entrevista ao Extra, Pedro afirmou que a declaração foi infeliz, mas que ele tem a intenção de evitar a extinção dos restaurantes populares.