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Curtas e Boas

Durante encontro, terça (16), com a cúpula do PSDB, preparatório do jantar ampliado de quarta (17) com sua bancada, o presidente Michel Temer reagiu inesperadamente, ao ser pressionado a refletir sobre o eventual apoio a um tucano para presidente da República, em 2018. “Sem problemas”, respondeu do alto de sua experiência. “Peço que me tragam o nome de consenso até amanhã, no jantar, e eu o apoiarei”. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.O problema dos tucanos é exatamente este: eles não conseguem se entender sobre quem será o candidato do PSDB em 2018.

No jantar da véspera com Aécio Neves, extra-agenda, Michel Temer agiu como orientava Ulysses Guimarães: “afinou o tom” com o PSDB.

Temer quis conversar com o senador José Aníbal (SP), muito ligado a José Serra, até o chamou para baforar um charuto, mas ele escapuliu.

O PSDB foi ciente, na reunião com Temer, de que precisa adiar seus perrengues e ajudar a garantir 60 votos contra Dilma, no julgamento.

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Por: ERIKA KOKAY

Caem as máscaras de Cristovam Buarque

A entrevista do senador Cristovam Buarque (PPS-DF) publicada no jornal Correio Braziliense, na última quinta-feira (11/8), carrega um conjunto de afirmações que merecem ser melhor debatidas. Em uma série de três artigos irei confrontar as argumentações do senador pró- impeachment.

Cristovam inicia a entrevista defendendo que a volta de Dilma seria muito ruim, pois “ela não tem apoio parlamentar e nós vivemos em um pais democrático, então temos que respeitar o parlamento”.

Ao fundamentar seu voto, não na existência de crime de responsabilidade, mas na ausência de apoio do Congresso ao governo da presidenta Dilma, Cristovam coloca um parlamento fisiológico e eivado de interesses acima da decisão soberana do povo que elegeu Dilma Rousseff. Com essa afirmação, Cristovam demonstra um profundo desprezo pela democracia.

O parlamentar reconhece que não está analisando o processo tendo como base aquilo que diz a Constituição, ou seja, a necessidade da existência de crime de responsabilidade, o único motivo que justifica um impeachment.

Cristovam ignora que estamos falando de um processo que até agora não conseguiu comprovar o cometimento de crime de responsabilidade por parte da presidenta Dilma, de um processo contaminado por manobras antirregimentais grosseiras praticadas pelo legislativo, entre outras ilegalidades que estão sendo questionadas internacionalmente por ferir a Constituição e pressupostos básicos do Estado Democrático de Direito. Pelo contrário, diversos pareceres de instituições como o Ministério Público, por exemplo, atestam que as chamadas pedaladas fiscais, ainda que tivessem ocorrido – não constituiriam crimes, mas apenas rotineiras operações financeiras, recorrentes em todos os governos anteriores.

Cristovam se assume golpista ao indicar que seu voto não parte de uma análise de mérito do impeachment. O senador busca externalidades ao processo para justificar o absurdo de impedir uma presidenta que não cometeu nenhum crime.

Mas que parlamento é esse que Cristovam descreve como síntese da democracia?

Pesquisa recente realizada pelo Instituto Data Folha demonstra que apenas 9% dos entrevistados consideraram o desempenho do Congresso como ótimo ou bom, avaliação pior que a da presidenta Dilma, que na mesma pesquisa teve aprovação de 13%.

Estamos falando de um parlamento que não reflete a maioria da sociedade, pois tem uma representação distorcida em relação ao conjunto da população. O perfil da atual legislatura é de homens, brancos, acima dos 50 anos, com formação superior, empresário e dono de patrimônio superior a R$ 1 milhão.

Os negros e as mulheres, maioria na sociedade, continuam sendo a exceção no Congresso. Negros e pardos ocupam menos de 20% das cadeiras, enquanto as mulheres não chegam a 10%. Portanto, Cristovam superestima o apoio de um parlamento que está longe de representar a maioria da sociedade brasileira.

Buarque fala da necessidade de apoio de um Congresso que é inegavelmente corrupto. É incrível, mas os parlamentares que votaram pelo impeachment têm contra si uma série de acusações de corrupção, nenhuma das quais recai sobre a presidenta Dilma, uma mulher reconhecidamente honesta e honrada. A propósito, é bom lembrar que, segundo levantamento da ONG Transparência Brasil, 49 dos 81 senadores que irão participar do “julgamento” da presidenta Dilma no Senado estão sendo investigados por corrupção.

Cristovam tira suas máscaras e se assume como golpista, também, quando diz que seu voto estará condicionado aos rumos da Operação Lava Jato. Ora, Dilma não está sendo vítima de um julgamento ilegítimo e injusto por ter cometido qualquer tipo de corrupção.

Se o senador considera a Lava Jato como critério de definição de voto, jamais poderia votar para conduzir ao Palácio do Planalto um vice-presidente como Michel Temer, uma vez que no âmbito da própria Lava Jato há denúncia de que ele pediu e recebeu, em pleno Palácio do Jaburu, R$ 10 milhões em dinheiro vivo, fruto de caixa dois, ou seja, angariados de forma ilícita para o seu partido, o PMDB.

Aliás, corrupção que nem sequer foi mencionada pelo senador durante toda a entrevista. Cristovam parece, a todo o tempo, ignorar o caráter eminentemente corrupto deste golpe.

Ignora que o processo foi aberto na Câmara por puro revanchismo político de Eduardo Cunha, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ignora que o impeachment foi utilizado por Cunha como sua principal estratégia de defesa, seja contra seu afastamento da presidência da Câmara ou mesmo para se preservar da cassação de seu mandato parlamentar.

Ignora que Cunha só não foi cassado até hoje porque é protegido pelo presidente impostor e por seus articuladores políticos na Câmara, apavorados pelo temor de que a delação de Cunha aponte a participação dos atuais ocupantes do poder em esquemas de corrupção e, assim, desmoralize ainda mais o golpe.

Cristovam despreza solenemente uma série de denúncias que pairam sobre o governo ilegítimo de Temer. Como desconsiderar as gravações de Sérgio Machado envolvendo a alta cúpula do PMDB? Gravações que desnudaram o verdadeiro interesse por trás da aventura golpista, as quais revelaram que a estratégia era afastar Dilma e, assim, estancar as investigações da Lava Jato.

Mais grave ainda, o senador peca por desonestidade intelectual ao afirmar que aqueles que criticam o golpe votaram em Temer. Senador, o povo brasileiro não votou em um vice-presidente para golpear, para arquitetar uma ruptura democrática, para trair sua companheira de chapa pelas costas e cassar os mais de 54 milhões de votos que conduziram Dilma Rousseff à presidência para que ela pudesse implementar o programa que saiu vitorioso das urnas em 2014.

Senador, o povo brasileiro não votou em um vice traidor, que se associou com a oposição de direita e extrema direita de Dilma para contrabandear um programa conservador e restritivo de direitos, o mesmo programa rejeitado pelas urnas em 2014 e derrotado por quatro vezes consecutivas nas últimas eleições.

Cristovam, seja honesto consigo mesmo e assuma que esse impeachment é um eufemismo para golpe, para um processo que pisoteia a Constituição e tem como objetivo final não a derrubada de Dilma, mas o ataque à soberania nacional, aos serviços públicos de saúde e educação, aos direitos sociais e trabalhistas.

Assuma que esse golpe vê a Constituição e os direitos que ela assegura como entraves para um modelo de crescimento econômico conservador, que pretende aprofundar as gritantes desigualdades ainda existentes em nosso país.

Assuma, enfim, tratar-se de um golpe que busca interromper a ousada tentativa de construir um Estado de Bem-Estar Social no Brasil, uma nação mais justa que contemple todos os brasileiros e brasileiras e não apenas uma elite, construída a partir de um inaceitável processo de exclusão social, que há séculos caracteriza o Brasil.

Curtas & Boas 17/08

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Curtas & Boas

Faleceu às 03:40h da madrugada desta quarta-feira (17), no Hospital Neurocárdio, em Petrolina, o ex-prefeito em duas oportunidades do município de Curaçá Aristóteles Loureiro, popular Tote.

As primeiras informações dão conta de que o ex-prefeito que já apresentava um quadro de saúde complicado devido ao Mal de Parkinson teria agravado nas últimas horas por problemas respiratórios e a sua morte foi declarada oficialmente por volta das 03:40h.

A família ainda não divulgou a programação do velório e sepultamento, que ocorrerá em sua cidade natal, Curaçá. 

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Na última segunda-feira (15), finalizou o prazo para registros de candidaturas. Em Petrolina foram oficializados 05 candidatos a prefeito e 271 nomes disputam uma cadeira na Casa Plínio Amorim. O eleitorado atual é de 183.819.

Dentre os 271, 82 são mulheres, representando 30,26% do total de registros, demonstrando que a participação feminina na política está ascendendo na cidade. Atualmente a câmara municipal de Petrolina tem somente duas vereadoras, Maria Elena Alencar (PSB) e Cristina Costa (PT).

De acordo com a Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/95), até 5% dos recursos devem ser aplicados na criação e na manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres. A Lei 9.504, de 1997, estabelece normas para as eleições, define que o número de vagas para cada partido ou coligação deve preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo.

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Os brasileiros que irão às urnas em outubro deste ano vão ter à disposição uma extensa lista de candidatos – são 247.338 candidatos a vereadores e 9.186 concorrentes a prefeito em todo o país. Alguns, porém, são velhos conhecidos dos eleitores.

Só em Casa Nova, são 4 candidatos a prefeito; em Juazeiro, mais 4; em Remanso, são 03; em Sobradinho 02 e por aí vai. Candidatos a vereadores o número é incalculável.

A campanha já começou em algumas cidades. Em Juazeiro o candidato do PC do B, Paulo Bomfim, inaugurou ontem à noite o seu comitê. Na mesma noite Joseph Bandeira do Solidariedade fez caminhada no Bairro João Paulo II e os outros não nos informaram a agenda.

Em Casa Nova está previsto para sexta-feira às 19:00h a inauguração do comitê do candidato do PMDB, Wilson Cota. Os demais também não nos informaram a agenda.

Em Sobradinho dois candidatos disputarão a eleição. Luiz Vicente do PSD e Tiziu do PT. Os dois são considerados fortes candidatos e a diferença de votos não deve ser muito grande para o vencedor.

Informamos aos candidatos a prefeitos das cidades do vale, que podem nos enviarem suas agendas de campanha.

A Direção 

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O Brasil está em festa. O pugilista baiano Robson Conceição dominou completamente o Francês Sofiane Oumiha, e venceu a luta decisiva da categoria Peso Ligeiro 60 Kg masculino por decisão unânime, garantindo a terceira medalha de ouro do Brasil na Olimpíada 2016 de forma imponente, no Riocentro

Ao derrotar o francês por decisão unânime, com 3 a 0 (30-27, 29-28 e 29-28), virou campeão olímpico. Colocou seu nome na história do boxe brasileiro ao conquistar a primeira medalha de ouro da modalidade em Jogos Olímpicos. Hoje, é o orgulho de Boa Vista. Orgulho de Salvador. Orgulho da Bahia. Orgulho do Brasil.

Robson Conceição foi soberano em sua campanha até a decisão. Além de conseguir um nocaute técnico na estreia, venceu seus outros oponentes por decisão unânime.

 

Curtas & Boas 18/07

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Juazeiro

A unidade que vinha sendo defendida pelas oposições em Juazeiro parece cada vez mais distante, exatamente porque com a proximidade da campanha que este ano está reservada para apenas 45 dias, os pré-candidatos estão cada vez mais firmes nas suas pretensões.

Na manhã desta segunda-feira (18), o pré-candidato a prefeito Joseph Bandeira do Solidariedade na companhia do advogado Wank Medrado que deve integrar a chapa como vice, e do presidente do PMDB em Juazeiro Osanah Setúval e do empresário Flávio Luiz foram recebidos em Salvador pelo Deputado Federal Lúcio Vieira Lima e pelo Ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima.

Na pauta: A sucessão municipal em Juazeiro. Segundo assessores do pré-candidato Joseph Bandeira, ambas as lideranças estaduais expressaram apoio irrestrito à chapa constituída por Bandeira e Wank.

Uma entrevista coletiva está marcada para esta terça-feira (19), às 15h, para anunciar o desfecho deste encontro e a composição da chapa formada pelo Solidariedade e PMDB.

Casa Nova

Em Casa Nova a situação política está bastante complicada. Nunca se viu tantos "pulos", cada um procurando o melhor pra si. Começou com os Vianas que resolveram romper com o prefeito Wilson Cota depois de fazer parte do governo durante três anos e meio; em seguida foi o vereador Leonardo Silva que se aliou aos Vianas confiante numa pré-candidatura do jovem Anízio Viana, que deixou a capital soteropolitana para vir tentar nesses 90 dias que se aproximam do pleito eleitorado, convencer o eleitorado que ele é o melhor nome para governar Casa Nova nos próximos 04 anos.

Por último, o PSC representado pelo pré-candidato a vereador Samuel, deixou a companheira Dagmar Nogueira, com quem conviveu politicamente por uma boa temporada, para se aliar ao prefeito Wilson Cota. 

Fala-se também que quem está de malas prontas para fazer a mesma coisa que o PSC fez, é o PEN, que dizem que esse, a ordem vem lá de cima... Comenta-se que o partido tem um “dedo” de Geddel.

A maior de todas as situações política de Casa Nova é a do ex-secretário de urbanismo, Mazola, que ao se tornar presidente do PRB, cuidou de filar todos os interessados a serem candidatos a vereadores e esqueceu-se de filiar o principal nome, o dele. Mazola não será candidato a vereador.... Santana perdeu a chance de ter uma grande voz ao seu favor.

De 20 de julho a 05 de agosto a população de Casa Nova deverá saber quem serão os candidatos a prefeito e a vereadores. Informações dão conta que o juiz da comarca local já avisou em reunião com os partidos, que não vai aceitar registros de candidaturas de quem não estiver em dias com a justiça. Portanto, acredita-se que mais surpresas deverão acontecer em Casa Nova até o dia 5 de agosto. Pode até acontecer de quem está pré-candidato a vereador ser candidato a prefeito.

 

Vamos aguardar!

 

 

Curtas e Boas 17/07

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Presos vereadores que recebiam diárias sem viajar

Oito vereadores fizeram acordo com o MP, vão responder em liberdade  e se comprometeram a devolver o dinheiro e renunciar ao mandato.

Uma pequena cidade, com pouco mais de 10 mil habitantes, em Minas Gerais, está sem nenhum vereador. Todos foram presos por desvio de dinheiro público.

A população de Centralina, no Triângulo Mineiro, não se conforma com a prisão dos vereadores. Não sobrou ninguém na Câmara Municipal da cidade. Os nove vereadores foram presos por suspeita de desvio de dinheiro público.

Segundo o Ministério Público, eles bolaram um esquema para receber diárias por viagens para Uberlândia, Brasília, Belo Horizonte, que não foram feitas. Sem sequer sair da cidade, conseguiam declarações falsas, apresentavam e pegavam o dinheiro. Por uma diária para a capital mineira, por exemplo, cada vereador recebia, por dia, R$ 700.

Alguns vereadores chegaram a receber quase R$ 30 mil por ano só com diárias. Somado, o desvio no esquema ultrapassa os R$ 200 mil.

"A própria forma como eles agiam, os documentos que eles apresentavam e essas compras muito longe da realidade demonstram que havia uma certeza absoluta uma convicção absoluta, de que nada seria feito", diz o promotor Daniel Marota Martinez.

Oito vereadores fizeram um acordo de colaboração com o Ministério Público e vão responder em liberdade. Eles se comprometeram a devolver o dinheiro e vão renunciar aos mandatos. Uma vereadora afirma que é inocente e será ouvida na segunda-feira (1º). Quatro suplentes já foram nomeados e outros cinco devem ser convocados na próxima semana.

OBS: Esse fato ocorreu em janeiro de 2016. É só para abrir os olhos de quem paga e quem recebe diárias sem viajar.

Curtas e Boas 15/07

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Juazeiro

O dia 15 de Julho é uma data significativa para a população juazeirense. Dia de comemorar o aniversário de 138 anos de emancipação política da cidade. Em mensagem publicada nas redes sociais e enviada à imprensa local, o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA), parabenizou a população.

"Cidade nutrida pela força das águas do São Francisco, pelo calor do sol que deixa marcas nas terras, pela fé que anima e dá coragem ao seu povo. Símbolo de crescimento, desenvolvimento e progresso no Norte da Bahia. Quero nesta semana de festa, desejar felicitações a cada cidadão juazeirenses", afirmou Daniel.

O parlamentar possui uma relação intensa com a cidade. Daniel foi o deputado mais votado nas eleições passadas na cidade. É um exímio defensor dos interesses de Juazeiro, tanto junto ao governo do estado da Bahia, quando junto ao governo federal. "Aproveito a oportunidade para reafirmar o nosso compromisso, como voz ativa à favor do município", destacou.

Juazeiro é uma das que mais crescem no estado. O município se destaca como um dos mais promissores do Norte da Bahia. "Almejamos que as conquistas sejam sempre em prol de todos. Está em nossas mãos, a construção do amanhã, na incessante busca do caminho correto por um município mais digno com os direitos cada vez mais concretizados", ressaltou o parlamentar, que também é presidente do PCdoB na Bahia.