Felipão ainda lamenta os 7 a 1 para a Alemanha

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

20170326132614366189uLuiz Felipe Scolari revela choro após 7 a 1 e fecha as portas aos clubes brasileiros.

A dura derrota por 7 a 1 para a Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo de 2014, acontecida no Brasil, e a passagem discreta pelo Grêmio logo após o mundial fizeram o técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão, transferir-se ao Guangzhou Evergrande, da China, local pelo qual está há quase dois anos. Em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada neste domingo, o treinador relevou que chorou depois da goleada no Mineirão e fechou as portas aos clubes brasileiros.

“Não [voltaria ao futebol brasileiro]. Tenho até outro tipo de proposta, de um clube grande da Europa para a próxima temporada. Mas quero ficar na China. Agora, pelo que eu iria brigar aqui no Brasil como treinador? O que acrescentaria ao meu currículo? Confusão. Mesmo que fôssemos campeões, apagaria o que aconteceu em 2014? Não”, afirmou o experiente comandante de 68 anos.

Outro ponto que chamou a atenção na entrevista foi quando falou sobre o resultado vexatório daquele 8 de julho de 2014. Ele voltou a frisar que não faria nada diferente, além de cravar que Neymar e Thiago Silva, ausentes na ocasião, fizeram falta ao time. No mais, relevou a frustração após a pior derrota do Brasil na história das Copas.

“Tu choras por muitas razões. Muitas vezes por felicidade, porque aconteceu alguma coisa muito boa na tua vida. Mas foi uma derrota frustrante, e que era para chorar até hoje. Mas você chora um dia, chora outro, ou não chora e sente um pouco mais. Passei muitos dias triste. Agora, a vida continua. Só levanta quem caiu e tem qualidades para levantar”, revelou.

Felipão está no clube chinês desde 2015 e coleciona seis títulos. Comandante de Paulinho, uma das peças do time titular de Tite na Seleção, Scolari teve, no final do ano passado, seu contrato renovado por mais dois anos após a conquista da Super Liga Chinesa.

 

Gazeta Press/Foto: Divulgação

Brasil defende língua portuguesa na ONU

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

ONU simboloA ministra de Direitos Humanos do Brasil, Luislinda Valois, discursou ontem (27) na 34ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça, defendendo a língua portuguesa e os direitos dos afrodescendentes. As informações são da ONU News, em Nova York.

“Inicialmente, cuidemos e mantenhamos a língua portuguesa. Ela também é universal” disse a ministra, numa apresentação de cerca de 12 minutos. A chefe da pasta de Direitos Humanos comentou sobre o combate à corrupção que está sendo feito pelo Brasil e o enfrentamento ao desemprego e à crise no sistema prisional. E disse que o país “está de volta” ao cenário internacional e tem robustez nas suas instituições.

“Temos enfrentado, de forma diligente, consciente, a crise no sistema prisional, a criminalidade e a violência urbana, o desemprego aviltante e a pior recessão de que se tem memória. Estamos recolocando o Brasil nos trilhos,” falou.

Foto: Divulgação

Trump acusa Obama de estar por trás de protestos e vazamentos contra ele

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

2016 11 10t180104z 1321981664 ht1ecba1e1d99 rtrmadp 3 usa election obama trumpPresidente disse em entrevista que Obama e 'sua gente' são responsáveis por manifestações e vazamentos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (28) em uma entrevista que seu antecessor Barack Obama está por trás dos vazamentos e dos protestos contra ele, apesar de ter reconhecido que tem um problema para transmitir sua mensagem.

Em uma entrevista ao programa matinal "Fox & Friends", Trump se referiu aos protestos contra legisladores republicanos e aos vazamentos de informações sobre sua equipe de governo: "Acredito que o presidente Obama está por trás delas, sua gente está, sem dúvida, por trás".

Trump afirmou que tem "algumas ideias" sobre quem estaria vazando informações à imprensa sobre o funcionamento da nova Casa Branca e de agências do governo e reiterou que ainda há "gente de outros governos, de outras administrações" no quadro de funcionários.

Trump também se referiu a uma informação da publicação "Politico" que assegurou que o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, revisou os telefones de funcionários para confirmar que os vazamentos não vinham de seu departamento.

"Sean é um bom ser humano. Eu teria feito isto de outra maneira, mas estou de acordo", comentou Trump.

O presidente americano reconheceu que sua "mensagem não é boa" e deu uma nota "C ou C+" (um aprovação no limite) para a mesma, mas considerou ter um A (extraordinário) em "esforço" e "conquistas".

"Quando vejo histórias de que Donald Trump não preencheu centenas de cargos (de funcionários públicos em agências-chave), isso é porque, em muitos casos, não queremos preencher esses cargos", afirmou o magnata.

O novo presidente, que tem pouco mais de um mês no cargo, prometeu reduzir o número de funcionários públicos, mas os veículos de imprensa e alguns analistas seguem surpreendidos por sua falta de pessoal de alto perfil em ministérios como os Departamentos de Estado e de Defesa.

Por Agencia EFE/Foto: Reuters/Kevin Lamarque

Multimilionário inglês quer doar sua empresa

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

94856825 milioAo invés de deixar fortuna de R$ 270 milhões para as filhas, John Elliott vai doá-la para a fundação que deverá administrar sua empresa e mantê-la no Reino Unido.
 
O empresário multimilionário John Elliott deixa poucas dúvidas em relação ao seu patriotismo econômico assim que se aproxima de sua fábrica no nordeste da Inglaterra a bordo de seu Jaguar.
"Olhe para esta área. Ela produziu o primeiro motor a vapor do mundo para uma locomotiva. E agora os japoneses, Hitachi, estão produzindo nossos trens", diz, com desdém, enquanto dirige.
O homem sem papas na língua, de 73 anos, é o fundador e chefe de fabricação e negócios da Ebac. Criada em 1972 para fabricar desumidificadores de ar, no ano passado a empresa começou a produzir a primeira máquina de lavar roupas projetada e construída no Reino Unido em 40 anos.
 
A sede da Ebac fica na cidade de Newton Aycliffe, a alguns quilômetros de onde Elliott nasceu - e ele garante que vai permanecer lá para sempre.
Ao invés de suas duas filhas herdarem o negócio e a fortuna de Elliot, avaliada em cerca de 70 milhões de libras (R$ 270 milhões) quando ele morrer, tudo irá para a Fundação Ebac.
"A fundação significa que a empresa nunca será vendida. Eu nunca senti que era minha para vender", diz o milionário.
Nos termos da fundação, a Ebac deve manter toda a produção em Newton Aycliffe e usar todo o lucro excedente ​​para ajudar grupos da comunidade, como o clube de futebol local.
 
Elliott, que ainda atua na empresa e é um dos quatro administradores atuais da fundação, diz que suas filhas, que também trabalham para o negócio, estão felizes com o arranjo.
Ele também está especialmente determinado a impedir a ida da Ebac para o exterior.
"Nós poderíamos ganhar mais dinheiro se começássemos a fabricar nossos produtos na Polônia", eu disse. "Mas, pessoalmente, eu preferia ter um lucro menor e ajudar a economia do Reino Unido a ter um lucro maior e desvalorizar a economia do Reino Unido."
'Baixa qualificação'
Com mais de 200 funcionários, a Ebac é um empregador considerável em uma área economicamente desfavorecida, mas as opiniões delinha producao ebac Elliott sobre sua força de trabalho pode assustar algumas pessoas.
"Eles não são muito ambiciosos, mas não são cidadãos de segunda classe, e há muitos deles no Reino Unido. São razoavelmente motivados, mas têm baixa qualificação", afirma.
Elliott, que era contra a implantação do salário mínimo porque via a prática como um freio na produtividade, acha errado que políticos britânicos pensem que todos deveriam ter ótimas notas na escola e conseguir muitas qualificações.
"A ideia errada era a de que deveríamos fazer com que todos no Reino Unido fossem muito, muito inteligentes para que não precisássemos fazer qualquer trabalho duro. (Em vez disso), metade das pessoas no Reino Unido - ou perto disso - quer trabalhar em fábricas como esta", afirma.
"É uma escolha deles. Eles não estão aqui à força. Se eles querem fazer um trabalho não qualificado ou semiqualificado e ganhar menos por isso, é a preferência delas."
Ele diz ainda que, apesar de o Reino Unido ainda ter uma indústria de manufaturados da qual possa se orgulhar, é decepcionante que muito disso agora esteja em mãos estrangeiras.
O próprio Elliott abandonou a escola aos 15 anos e nunca teve um diploma. "Meu maior arrependimento? Dois anos perdidos. Eu deveria ter parado aos 13", diz.
Brexit
Nascido e criado em uma cidadezinha de mineração de carvão, Elliott e seus dois irmãos foram criados pela mãe e pelos avós depois que seu pai morreu, quando ele tinha apenas seis meses de idade.
Depois de deixar a escola, ele se tornou aprendiz de engenharia elétrica e começou a trabalhar para empresas locais.
Sua grande chance veio em 1972, quando ele tinha 29 anos. Na época, um cliente pediu-lhe para criar um umidificador industrial e ele criou sua própria empresa para fazê-lo. E assim nasceu a Ebac (então conhecida como Elliott Brothers Air Control).
A empresa cresceu ao longo dos anos e hoje também faz desumidificadores de ar, refrigeradores de água e sistemas de ar-condicionado. Seu faturamento anual é de mais de 15 milhões de libras (R$ 58 milhões), com lucros superiores a 3 milhões de libras.
Elliot é um defensor entusiasta do Brexit - saída do Reino Unido da União Europeia -, que diz ser uma enorme oportunidade para o país.
"As pessoas imaginam que o Reino Unido não será capaz de vender mais nada para a Europa. Não, não, não. O resto do mundo negocia com a Europa, você só tem que lidar com as tarifas", afirma.
"Atualmente, vendemos para a França e para os Estados Unidos. Os EUA têm tarifas e isso é um inconveniente, mas não razão para romper os acordos. A melhor maneira de vender coisas é criar coisas que elas querem comprar."
Atualmente, as máquinas de lavar da Ebac são vendidas em apenas 20 locais no norte da Inglaterra, mas ele planeja aumentar a produção.
 
 
Por BBC/Fotos: BBC

Trump diz que “representa os EUA, não o mundo”

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

donald trump flag“Eu não estou representando o globo, estou representando o nosso país”. Com esta afirmação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, arrancou aplausos ao participar nesta sexta-feira (24), como orador, da 44ª Convenção Anual da Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em ingês), em Oxon Hill, Maryland . Na oportunidade, ele manteve a linha nacionalista, voltou a chamar a imprensa de inimiga e defendeu seu plano anti-imigração.

A convenção é considerada o evento mais importante para os republicanos e demais conservadores do país. Na convenção do ano passado, na época da pré-campanha eleitoral, Trump foi criticado, mas agora foi prestigiado ao ser escolhido como orador. Segundo a imprensa norte-americana, a última vez que um presidente foi convidado para a CPAC no primeiro ano de seu mandato foi em 1981, com Ronald Reagan.

No discurso, Trump reforçou as promessas de construir um muro no México e endurecer as diretrizes sobre deportação de imigrantes irregulares. Ele voltou a enfatizar o seu slogan de campanha Make America Great Again (Tornar a América Grande de Novo), mas pontuou que isso será para os “cidadãos do país em primeiro lugar”.

Sobre a imprensa, o presidente disse que alguns meios de comunicação se prestam ao papel de divulgadores de notícias falsas (fake news). E disse que há repórteres honestos, mas que muitos são mentirosos. “Eles são inimigos do povo”, comentou, referindo-se pela terceira vez publicamente à imprensa e aos jornalistas do país. Trump criticou ainda o uso do anonimato e falou que as fontes devem ser nomeadas ao serem usadas pela imprensa.

Com informações do EBC/Foto: Divulgação