"Há corrupção no vaticano, mas estou em paz"

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

02 16O papa Francisco admitiu que existe corrupção no Vaticano, mas que aprendeu a encarar os problemas com “serenidade e viver em paz”, de acordo com uma reportagem publicada hoje (9) pelo jornal Corriere della Sera.”Existe corrupção no Vaticano, mas eu estou em paz”, disse ele em 25 de novembro de 2016, durante um encontro com representantes de ordens religiosas, e cujos detalhes foram narrados pelo padre Antonio Spadaro na nova edição da revista La Civiltà Cattolica. As informações são da agência de notícias Ansa.

“Qual é o segredo da minha serenidade? Não tomo remédios tranquilizantes. Os italianos sempre dão um belo conselho: para viver em paz, precisa um pouco de indiferença. Eu não tenho problema em dizer que estou vivendo uma experiência. Em Buenos Aires, era mais ansioso, mais preocupado. Hoje vivo uma profunda paz, não sei explicar”, contou.

De acordo com o papa, os cardeais e membros da cúria sabem dos problemas internos do Vaticano e “todos queriam reformas” no último conclave. “Nas congregações gerais antes do conclave que me elegeu, falavam dos problemas do Vaticano e todos queriam reformas”, disse. “Mas se há algum problema, eu escrevo um bilhete a São José e coloco embaixo de uma estátua no meu quarto, uma estátua de São José dormindo. Ele dorme em cima dos meus bilhetes e eu durmo tranquilo”, afirmou. 

Agência Brasil/Foto: Divulgação

Os 6 bilionários que perderam toda sua fortuna

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

elizabeth holmesElizabeth Holmes, da Theranos, não é a única que viu sua riqueza se esvair em poucos anos.

Um ano atrás, a empresa criada por Elizabeth Holmes já era 'um unicórnio', ou seja, entrava no seleto e raro clube das startups que, em pouco tempo, atingem uma avaliação de US$ 1 bilhão. De quebra, Holmes também tornou-se bilionária e subiu ao topo do ranking da revista Forbes entre as mulheres americanas que construíram sua própria fortuna. Em junho, contudo, a revista divulgou uma revisão surpreendente afirmando que reviu seus cálculos em relação à startup de Holmes, a Theranos, dizendo que ela vale muito menos do que era estimado no início de 2015. A Theranos, criada em 2003 com a promessa de oferecer exames de sangue melhores, mais rápido e com apenas uma gotinha, foi perdendo credibilidade após investigações federais. Era acusada de não ter de fato uma tecnologia inovadora.

Na prática, a Forbes disse que a empresa vale US$ 800 milhões e não os US$ 9 bilhões estimados. Por tabela, a fortuna de Holmes foi reduzida a zero, já que grande parte dela vinha das ações da empresa.  A ex-bilionária não é a única que perdeu dinheiro de modo tão rápido. Nos últimos anos, um número considerável de ricaços perdeu tudo - ou quase tudo. Alguns por corrupção, outros por serem confiantes (ou ingênuos) demais. A Forbes listou alguns casos, destacando o brasileiro Eike Batista

Eike Batista

O empresário Eike Batista (Foto: Reprodução/Facebook)

Ele já foi o sétimo homem mais rico do mundo em 2012 com uma fortuna estimada em US$ 30 bilhões. O otimismo em torno de Eike era tão grande que chegar ao topo do ranking dos bilionários não parecia um feito tão impossível. "Meu objetivo é desbancar o Bill Gates em cinco anos", afirmou Eike ao entrar no Top 10 dos bilionários. Mas ele perdeu quase tudo em apenas 12 meses. Ou melhor: US$ 19 bilhões, segundo a Forbes. As razões são conhecidas mas incluem o fato de Eike e do mercado terem super estimado o quanto, de fato, havia de petróleo nas áreas que seu grupo operava. Pagamentos de dívidas enormes arruinaram o caixa de suas empresas de energia e levaram à quase falência da companhia de petróleo - "o maior default corporativo de uma empresa da América Latina", de acordo com a Forbes. Muitos de seus trófeus, como a Lamborghini, o iate e carrões que decoravam sua sala foram confiscados pela Polícia Federal.

Michael Pearson
Michael Pearson : tática que levou a Valeant Pharmaceuticals a valorizar suas ações também levou à sua queda (Foto: Reprodução/NBC)

Michael Pearson presidiu a Valeant Pharmaceuticals em um período de extremo crescimento, ajudando as ações a se valorizarem mais de 1000% em 2015. Neste período, entrou para o clube dos bilionários. Sua estratégia era basicamente substituir a área de Pesquisa e Desenvolvimento por aquisições. A companhia conseguia aprovação de medicamentes e aumentava drasticamente os preços. Mas tudo começou a mudar em setembro de 2015, quando a empresa canadense começou a ser atacada por sua política de preços dos medicamentos. A polêmica foi tamanha que as ações da companhia caíram 90% - e a fortuna de Pearson, idem. Ele deixou a companhia em março deste ano.

Aubrey McClendon 
Aubrey McClendon (Foto: Reprodução/Twitter)

Membro de lista de bilionários da Forbes em 2011, com uma fortuna estimada em US$ 1,2 bilhão, Aubrey McClendon foi apontado naquele mesmo ano como o "bilionário mais imprudente dos EUA". Cinco anos depois, o cofundador e CEO da Chesapeake Energy, empresa pioneira no uso de nova tecnologia na indústria de gás natural, suicidou-se ao jogar seu carro em um barranco no dia 2 de março. A morte veio um dia após ele ser indiciado sob a acusação de conspirar em licitações de plataformas para concessões de petróleo e gás. 

Vijay Mallya
Vijay Mallya (Foto: Scott Heavey/Getty Images)

Vijay Mallya, apelidado de "Rei dos Bons Tempos" e barão das bebidas já foi um dos homens mais ricos da Índia. Também ficou famoso pelo seu envolvimento na Fórmula 1. Tudo começou a mudar, contudo, quando a extinta Kingfisher Airlines começou a acumular dívidas que chegaram a US$ 1 bilhão. Foi então que Mallya vendeu sua participação na empresa de bebidas United Spirits para a gigante Diageo em 2012. Forçado a deixar o cargo de CEO, Mallya deixou o país quando os bancos passaram a cobrá-lo pelas dívidas e ele era ameaçado de ir parar na prisão. O magnata fugiu e atualmente está em exílio em Londres.

Adolf Merckle
Adolf Merckle (Foto: Reprodução/Bild)

Adolf Merckle já foi o homem mais rico da Alemanha, com uma fortuna estimada em US$ 9 bilhões. A crise financeira de 2008, entretanto, atingiu duramente seus negócios. A holding VEM Group acumulou dívidas totais de US$ 6 bilhões em seus três braços: Phoenix Pharmahandel, Ratiopharm e HeidelbergCement. Para se salvar dos credores, Merckle apostou em medidas arriscadas que não deram certo. Ao ver sua fortuna esvaída, em janeiro de 2009, ele se jogou diante de um trem, deixando apenas um bilhete de despedida: "Me desculpem". 

Allen Stanford
Allen Stanford (Foto: Tom Shaw / Staff/Getty Images)

Sua história parecia promissora. O empresário americano Allen Stanford assumiu a empresa de serviços financeiros Stanford Financial Group, fundada por seu avô, em 1975. Em 35 anos, ele transformou o que era uma companhia familiar em uma empresa bilionária, expandindo-a do Texas para o restante do país. Stanford entrou no ranking da Forbes em 2008, com uma fortuna estimada em US$ 2,2 bilhões, mas gastou quase toda sua riqueza "curtindo a vida" (do jato particular até seus iates luxuosos). Tamanho luxo, contudo, foi bancado por ganhos ilícitos e práticas trabalhistas ilegais, e em 2009 ele foi condenado pelo Ministério Público Federal. Longe da boa vida que levava, Stanford agora encontra-se na prisão. 

Época Negócios

Líderes mundiais criticaram a decisão de Donald Trump.

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

trump homeland securityA decisão do governo dos Estados Unidos de restringir a entrada de imigrantes e refugiados vindos de sete países islâmicos dividiu as opiniões de líderes mundiais neste sábado (28). Ministros canadenses, alemães, franceses e turcos criticaram a decisão do presidente norte-americano, Donald Trump.

A restrição imposta por Trump, válida por 90 dias, atinge pessoas que tenham nascido no Iraque, Iêmen, Síria, Irã, Sudão, a Líbia e Somália. Além disso, o plano suspende o programa norte-americano de refugiados por 120 dias. Em retaliação, o Irã anunciou neste sábado que vai aplicar a reciprocidade e proibirá a entrada de americanos durante esse período.

O decreto firmado por Trump não bloquearia de forma imediata a entrada de refugiados, mas estabelece barreiras para a concessão de vistos, de acordo com a France Presse. No ano fiscal de 2016 (1º de outubro de 2015 a 30 de setembro de 2016), os Estados Unidos admitiram em seu território 84.994 refugiados, de diversas nacionalidades, incluindo 10 mil sírios. A intenção do novo governo é reduzir drasticamente este número, o que no caso dos sírios pode chegar a 50%.

Canadá

A manifestação mais contundente de repúdio ao decreto de Trump veio de um vizinho, o Canadá. Justin Trudeu, primeiro-ministro canadense, disparou uma série de mensagens no Twitter ressaltando a receptibilidade do país. "Para aqueles que fogem da perseguição, terror e guerra, os canadenses irão recebê-los, independentemente da sua fé", comentou. "Diversidade é a nossa força", completou.

França e Alemanha

chanceler da Alemanha, Angela Merkel, se pronunciou neste domingo (29).  Ela disse que "está convencida de que a guerra decidida contra o terrorismo não justifica que se coloque pessoas sob suspeita generalizada em função de uma determinada procedência ou religião", declarou o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert.

O Executivo de Berlim "estudará agora que consequências essas medidas têm para cidadãos alemães com dupla nacionalidade", acrescentou o porta-voz, segundo quem a própria Merkel expressou essa posição perante Trump na conversa realizada ontem entre os dois líderes.

Os ministros das Relações Exteriores da França e Alemanha afirmaram estar "preocupados" com as decisões de Trump e destacaram que "acolher refugiados que fogem da guerra é parte de nosso dever".

"Vamos entrar em contato com nosso colega [norte-americano] Rex Tillerson quando for nomeado para discutir ponto por ponto e ter uma relação clara", disse o chefe da chancelaria francesa, Jean-Marc Ayrault, após se reunir com o colega alemão, Sigmar Gabriel, em Paris. O nome de Tillerson como secretário de Estado ainda aguarda confirmação do Senado dos EUA.

"Acolher refugiados que fogem da guerra é parte de nosso dever. Devemos nos organizar para fazer isto de maneira equitativa, justa, solidária", disse Ayrault. "Precisamos de clareza, coerência e, se necessário, firmeza para defender nossas convicções, nossos valores, nossa visão de mundo, nossos interesses, franceses, alemães e europeus", disse o ministro francês.

Reino Unido
A primeira-ministra britânica, Theresa May, não condenou a decisão dos EUA. "Os Estados Unidos são responsáveis pela política americana sobre os refugiados. O Reino Unido é responsável pela política britânica sobre os refugiados", afirmou May em Ancara, na Turquia, onde participou de um encontro com o premiê turco, Binali Yildirim.

Turquia
Ele, por sua vez, criticou as recentes medidas de Trump para conter a entrada de imigrantes. "Não podemos resolver este problema dos refugiados erguendo muros", disse Yildirim, fazendo menção à decisão tomada por Trump de construir um muro na fronteira com o México.

República Tcheca
O porta-voz do presidente tcheco, Milos Zeman, elogiou a política anti-imigração de Donald Trump. "O presidente Trump protege seu país. Está preocupado com a segurança de seus concidadãos. É exatamente o que as elites europeias não fazem", tuitou Jiri Ovcacek, porta-voz do chefe de Estado tcheco.

"A segurança dos cidadãos tchecos é uma prioridade. Agora temos aliados nos Estados Unidos", acrescentou. O presidente tcheco é um duro crítico da imigração de refugiados muçulmanos para a Europa. Ele chegou a citar uma "invasão organizada" e julgou ser "impossível integrar os muçulmanos".

ONU
Em uma declaração conjunta em Genebra, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) fizeram um apelo para que os Estados Unidos prossigam com a tradição de receber refugiados.

"OIM e ACNUR esperam que os Estados Unidos continuem desempenhando seu papel importante de líder e prossigam com sua longa tradição de proteção aos que fogem dos conflitos e das perseguições", afirma o comunicado.

"Estamos profundamente convencidos de que os refugiados devem receber un tratamento equitativo e oportunidades de reassentamento, independente de sua religião, nacionalidade ou raça", completa a nota.

 

G1/ (Foto: AP Photo/Pablo Martinez Monsivais)

Diretora do FMI afirma que o combate...

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

...à desigualdade deve ser a prioridade dos países.
Foto Asscom HC1Durante o Fórum Mundial de Davos, que reuniu milhares de participantes de 100 países diferentes, incluindo empresários, além de chefes de Estado e de governo, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde defendeu que os países devem dar prioridade ao combate à desigualdade.
Para o líder do PT no Senado, Humberto Costa, a afirmação de Lagarde é muito importante e vem comprovar o que ele sempre falou. “A diretora do FMI está com a razão quando diz que um país precisa combater a desigualdade social para poder crescer. É o que sempre pregamos, investir em políticas sociais não é ‘dar esmolas’, é atuar em uma política que tem como objetivo acabar com essas desigualdades que sempre existiram no Brasil”, ratificou Humberto.
Christine Lagarde falou que a desigualdade social deveria estar no centro das atenções dos economistas e chefes de estado se eles quiserem um crescimento sustentável e, como consequência, uma classe média forte. "Nosso argumento é de que, se há excesso de desigualdade, isso é contraproducente para o crescimento sustentável ao qual os membros do G-20 aspiram", disse.
Humberto Costa disse que o governo não eleito de Temer vai na contramão do que Lagarde defende. “O golpista do Temer está fazendo exatamente ao contrário. Esse governo é de total arrocho à população mais pobre e tem como objetivo destruir qualquer tipo de avanço no combate às desigualdades. Aqui no Brasil, infelizmente, o foco é acabar com todos os direitos sociais adquiridos nos últimos anos”, lamentou o parlamentar.
Em 2013, em um relatório assinado por especialistas do FMI, apontou que políticas de controle de gastos públicos, como a PEC 55, resultam na geração de desemprego a curto prazo, o que contribui para a contração da classe médio e o aumento do fosso social entre ricos e pobres. “Esse estudo do FMI comprova que a chamada PEC da Maldade, já aprovada, tende a piorar, e muito, a desigualdade social. É muito mais que um pacote de aumento de impostos. O que teremos é mais desemprego, mais gente passando fome e um retrocesso sem tamanho com essa lei que impõe o limite de gastos. Em um curto espaço de tempo teremos mais miseráveis nas ruas no nosso País”, afirmou Humberto.
 
Natália Kozmhinsky 

Bahia é premiada durante Feira de Turismo em Madri

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

Promoção da Bahia na Fit Madri Foto SeturA importância da Bahia no cenário do turismo internacional foi reconhecida com o prêmio Silvia Zorzanello, entregue nesta quarta-feira (dia 18), durante a Feira Internacional de Turismo (Fitur), em Madri. Outorgada ao secretário do Turismo da Bahia, José Alves, representante do governador Rui Costa, a premiação é uma iniciativa do Grupo Excelências, da Espanha, que atua nos mercados de comunicação e turismo da Espanha, América e Caribe.
 
Desde que foi instituída, há seis anos, a premiação é feita por júri composto por sete personalidades de diferentes países com know-how em turismo, arte e gastronomia. Liderados pelo presidente do Grupo Excelências, os jurados fizeram sua escolha por meio de voto secreto.
 
O júri levou em conta a força do turismo baiano. Em 2016, foram pelo menos 600 mil visitantes estrangeiros e mais de 14 milhões de visitantes brasileiros. O fluxo turístico global contribui para o crescimento econômico do Estado, em 13 zonas turísticas. Vários municípios têm ocupação hoteleira entre 95% e 100%, durante a temporada de verão, como Porto Seguro, Mata de São João, Cairu e Lençóis, entre outros.
 
A Feira
Na 37ª edição, a Fitur é considerada uma das maiores feiras de turismo internacional. No ano passado, teve mais de 130 mil participantes. Reúne profissionais da indústria do turismo, que buscam trocar experiências, fazer negócios e apresentar novos produtos. A Bahia participa e faz a divulgação dos seus destinos turísticos no estande montado pela Embratur.


Fotos: Divulgação/Setur