Oito pessoas concentram mesma riqueza...

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

...que a metade mais pobre da população mundial, diz ONG britânica.

Oito pessoas no planeta possuem tanta riqueza quanto a metade mais pobre da população mundial, situação "indecente" que "exacerba as desigualdades", denuncia a ONG britânica Oxfam em um relatório publicado antes do Fórum Econômico Mundial, que começa na terça-feira (17) em Davos.

MTMyNDczNDI1MjgwMTQ1ODg2Bill Gates, fundador da Microsoft, lidera, com uma fortuna estimada em US$ 75 bilhões (veja a lista completa no final da reportagem).

"É indecente que tanta riqueza esteja concentrada nas mãos de uma minoria tão pequena, quando se sabe que uma em cada dez pessoas no mundo vive com menos de US$ 2", afirmou uma porta-voz da Oxfam, Manon Aubry.

O relatório, intitulado "Uma economia a serviço dos 99%", revela "como as grandes empresas e os indivíduos mais ricos exacerbam as desigualdades, ao explorar um sistema econômico desfalecente, sonegando impostos, reduzindo salários e aumentando os rendimentos para os acionistas".

A Oxfam, que tradicionalmente denuncia as crescentes desigualdades por ocasião do Fórum de Davos, adverte neste ano sobre "a pressão exercida sobre os salários em todo o mundo", assim como os benefícios fiscais das empresas ou o recurso a paraísos fiscais.

"As empresas otimizam seus lucros, especialmente aliviando o máximo possível sua carga fiscal, privando os Estados de recursos essenciais para financiar as políticas e os serviços necessários para diminuir as desigualdades", destaca o documento.

A ONG, que se baseia em "novas informações mais precisas sobre a divisão da riqueza no mundo", convoca os governos a reagir promovendo uma economia mais humana.

"Quando as autoridades políticas deixarem de estar obcecadas pelo PIB, se concentrarem no interesse de todos os cidadãos e não apenas de uma elite, será possível um futuro melhor para todas e todos", afirma Aubry.

No ano passado, a Oxfam havia denunciado que o patrimônio acumulado do 1% mais rico do mundo havia superado em 2015 os 99% restantes com um ano de antecedência em relação ao previsto.

Quem são os oito mais ricos

Bill Gates, americano, fundador da Microsoft: US$ 75 bilhões

Amancio Ortega, espanhol, fundador da Zara: US$ 67 bilhões

Warren Buffett, americano, CEO e e sócio da Berkshire Hathaway: US$ 60,8 billhões

Carlos Slim Helu, mexicano, dono do Grupo Carso: US$ 50 bilhões

Jeff Bezos, americano, presidente da Amazon: US$ 45,2 bilhões

Mark Zuckerberg, americano, fundador do Facebook: US$ 44,6 bilhões

Larry Ellison, americano, cofundador e CEO da Oracle: US$43,6 bilhões

Michael Bloomberg, americano, dono da Bloomberg LP: US$ 40 bilhões

 

G1/Foto: Divulgação

 

 

Brasileira poderá ser condenada à morte nas Filipinas.

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

filipinasA brasileira Yasmin Fernandes Silva, de 20 anos foi presa em outubro de 2016, com seis quilos de cocaína embutidos em um travesseiro, pode ser condenada à morte em Manila, capital das nas. A prisão acontece num momento em que o presidente daquele país, Rodrigo Duterte, aperta o cerco contra o narcotráfico e defende a volta da pena de morte para condenados por tráfico de drogas.

Yasmin embarcou num voo de São Paulo com parada em Dubai e, ao chegar em Manila, foi detida por agentes da imigração, que encontraram o travesseiro suspeito na bagagem. O governo brasileiro informou que a embaixada em Manila está acompanhando o caso desde outubro e que Yasmin está recebendo assistência consular, assim como apoio jurídico de um advogado local.

Países asiáticos são conhecidos por serem duros na punição aos presos por tráfico, inclusive a estrangeiros.

Em 2015, os brasileiros Marco Archer e Rodrigo Gularte foram executados na Indonésia após serem condenados pelo crime. Mesmo com os protestos do governo brasileiro, o Itamaraty não conseguiu evitar o cumprimento da sentença.

Com informações do G1/Foto: Divulgação

China liderará recuperação e desenvolvimento econômico mundial em 2017

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

lingotes aco103590O mais recente relatório “Perspetivas Econômicas Globais”, emitido pelo Banco Mundial no passado dia 10, aponta para uma possibilidade de crescimento da economia mundial de 2,7%. Para a China, o número aventado é de 6.5%.


Os especialistas preveem que a economia chinesa mantenha um ritmo de crescimento contínuo e sólido, continuando a servir de locomotiva na impulsão da economia global.

O relatório aponta que os mercados emergentes e os países em desenvolvimento registrarão uma média de crescimento na ordem dos 4.2%, contribuindo em 1,6 pontos percentuais para o crescimento da economia global.

“O crescimento econômico mundial de 2017 dependerá essencialmente dos novos mercados”, afirma o vice-diretor do Instituto de Investigação para o Desenvolvimento Nacional da Universidade de Pequim, Yu Miaojie, ao pronunciar-se à imprensa sobre o relatório.

O vice-diretor refere que os motores da economia global se dividem em dois polos: as economias dos países desenvolvidos e as homólogas dos países emergentes.

O polo das economias desenvolvidas contemplam os EUA, Europa, Japão, etc. Por seu turno, as economias em ascensão incluem a China, Rússia, Brasil, Índia, África do Sul, etc.

“A economia global está ainda repleta de incertezas. Um novo episódio ‘cisne negro’ pode ainda ocorrer”, afiançou Yu Miaojie, aludindo à margem de incerteza que ronda no futuro da Alemanha e França, devido às próximas eleições nestes países e à influência que estes acontecimentos podem ter no grande plano.

A economia europeia deverá manter a sua relativa estagnação este ano, e a economia americana indicia uma alteração da sua política econômica no sentido “contra-globalização”, que certamente irá ter implicações negativas no fluxo de livre comércio mundial.

Por outro lado, encabeçados pela China, os países em desenvolvimento, deverão protagonizar um novo ano marcado pela estabilidade e crescimento.

No que diz respeito à suprarreferida mudança da política comercial que deverá ocorrer nos EUA com a chegada de Donald Trump à Casa Branca, Yu refere que as barreiras comerciais a serem implementadas “irão levar ao isolamento nacional” da economia norte-americana.

A economia europeia, que está há muito tempo registrando uma sequência de anos economicamente menos produtivos, deverá ressentir-se da ocorrência de episódios como o Brexit e a onda de refugiados que rumaram à Alemanha. A economia japonesa, embora apresente sinais mais animadores, tem um crescimento previsto na ordem dos 0.6%. Como tal, não terá influência significativa no plano global.

Contrastando com este cenário, a economia chinesa irá manter a sua reforma em relação a oferta, ao mesmo tempo que dará seguimento ao estímulo do consumo interno e do número de importações para o novo ano.

Concomitantemente, mais empresas chinesas deverão aderir à competição internacional, expandindo a sua atividade e investimento além-fronteiras.

Tanto as importações como o investimento externo chineses serão fatores de peso na criação de mais empregos no plano internacional.

Iniciativas nas quais a China participa ativamente, tais como Um Cinturão, Uma Rota; Parceria Econômica Compreensiva Regional e Cooperação Sul-Sul, são cada vez mais seguidas de perto pela comunidade internacional e deverão continuar relevantes no ano de 2017.

 

Por Li Yan, Bai Yang, Diário do Povo/Foto: Divulgação

Cristiano Ronaldo foi eleito o melhor do mundo

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

ronaldomelhor do mundo 4 vez1Todos que trabalharam com Cristiano Ronaldo durante a sua carreira sabem: o português não aceita ficar em segundo. Muito menos se o primeiro for Lionel Messi. Mas nesta segunda-feira, não foi o caso. O português foi eleito o melhor do mundo pela quarta vez ao vencer o troféu da Fifa de melhor jogador do mundo de 2016.

A cerimônia aconteceu em Zurique, na Suíça, e deixou o líder do Real Madrid a apenas uma vitória de se igualar ao meia argentino Messi. Os dois rivais tiveram como coadjuvante Antoine Griezmann entre os finalistas do prêmio de melhor jogador do ano. O atacante francês do Atlético de Madrid "roubou" a vaga que foi de Neymar em 2015. Mas não conseguiu votos suficientes para surpreender a dupla.

O argentino, com cinco títulos individuais, ganhou todas as edições do troféu entre 2009 e 2012, além de ter vencido em 2015. Em um certo momento, craques do passado como Platini e Cruyff (que faleceu no ano passado) chegaram a alertar que Messi ganharia todos os prêmios possíveis enquanto jogasse. Não foram poucos os comentários tentando comparar o número 10 do Barcelona a Maradona ou Pelé.

Cristiano Ronaldo não disfarçava a sua irritação com a unanimidade que Messi gerava pelo mundo. Na época, um de seus principais defensores - o treinador brasileiro Luis Felipe Scolari - chegava a dizer que o português teria sido, "sem dúvida", o melhor do mundo por anos se sua carreira não tivesse coincidido com a do argentino. Foram diversas as declarações de Cristiano Ronaldo indicando que ele, mesmo não recebendo o troféu da Fifa, se considerava superior a Messi e que iria "provar" isso durante a sua carreira.

O português chegou à conquista primeiro e ficou com o troféu de melhor do mundo de 2008. Depois de ver o rival levar todos os prêmios por quatro anos, não escondeu as suas lágrimas de alívio ao vencer de novo em 2013 e romper a sequência do argentino. Em 2014, ele repetiria o feito e espera agora seu quarto título, o que o deixaria apenas um abaixo de Messi.

O português chegou à Zurique com credenciais: conquistou a Eurocopa, a Liga dos Campeões da Europa e o Mundial de Clubes da Fifa. Ele ainda foi o artilheiro da competição de clubes na Europa e faturou a Bola de Ouro, prêmio concedido pela revista France Football e que até o ano passado era feito em parceria com a Fifa. Cristiano Ronaldo passou a ser o jogador mais bem pago em 2016, com uma renda avaliada pela revista Forbes de US$ 88 milhões, US$ 7 milhões a mais que Messi, que "apenas" foi campeão espanhol pelo Barcelona.

CARREIRA - Para ambos, 2017 será decisivo. Messi completa 30 anos e, ao lado de Cristiano Ronaldo, busca uma forma de se redefinir em campo para permitir jogar por pelo menos mais cinco anos. O português vem garantindo a pessoas próximas a ele que está melhor preparado em termos físicos para enfrentar a última etapa de sua carreira em campo e que, portanto, pretende se igualar e mesmo superar Messi.

Ambos também têm sido alvo de frequentes ofertas milionárias, inclusive de chineses. Mas sabem que, para continuar entre os melhores, precisarão estar em equipes de ponta da Europa. Para a edição de 2017, a Fifa fez mudanças importantes na escolha dos vencedores. O acordo com a France Football terminou, o que significou que o termo "Bola de Ouro" já não poderia mais ser usado. A entidade, conforme o jornal O Estado de S.Paulo revelou com exclusividade em outubro, ainda abriu a votação para os torcedores, via internet. 

BRASILEIROS - O lateral-esquerdo Marcelo, do Real Madrid, e o lateral-direito da Juventos Daniel Alves entraram na seleção do ano, que ainda teve Manuel Neuer, Gerard Piqué, Sergio Ramos, Luka Modric, Toni Kroos, Andrés Iniesta, Messi, Luis Suárez e Cristiano Ronaldo.

TORCIDAS - A Fifa premiou com o troféu "Fifa Fan", os torcedores do Borussia Dortmund e Liverpool que entoaram juntos 'You'll never walk alone' no estádio. 

FAIR PLAY - Pela postura diante da tragédia com a Chapecoense, cedendo o título da Sulamericana ao clube brasileiro, o Atlético Nacional, da Colômbia, levou prêmio.

MELHOR TÉCNICO - Claudio Ranieri, do Leicester United. O treinador italiano conseguiu levar o azarão ao título inglês.

PRÊMIO PELA CARREIRA - Falcão, craque brasileiro do futsal.

PRÊMIO PUSKAS - Escolhido pelos internautas, o melhor gol do ano foi o marcado pelo malaio Mohd Faiz.

MELHOR JOGADORA - Carli Lloyd, norte-americana

MELHOR JOGADOR - Cristiano Ronaldo, português.

 

 

 Com informações do Estadão Conteúdo e SporTV/Foto: Diuvulgação

Papa diz estar preocupado após massacre

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

papa francisco manausApós expressar pesar sobre o massacre em presídio de Manaus, o Papa Francisco fez um apelo instituições prisionais sejam locais de reabilitação e reintegração social 

O Papa Francisco manifestou nesta quarta-feira (4) sua dor e preocupação após as 56 mortes durante uma rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) de Manaus, no Amazonas.  A rebelião foi a mais violenta desde o Massacre do Carandiru, em 1992.

"Quero expressar tristeza e preocupação com o que aconteceu. Convido-vos a rezar pelos mortos, pelas suas famílias, por todos os detidos na prisão e por aqueles que trabalham nele", disse o papa durante uma audiência-geral no Vaticano.

"Eu gostaria de renovar o meu apelo para instituições prisionais sejam locais de reabilitação e reintegração social e que as condições de vida dos detidos sejam dignas de seres humanos", disse o pontífice. O Papa Francisco já recebeu detidos no Vaticano e, em suas viagens ao exterior, muitas vezes visitou prisões.

Além dos mortos no Compaj, mais quatro presos foram mortos na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), na zona rural de Manaus, elevando para ao menos 60 o número de presos mortos esta semana no Amazonas.

Críticas internacionais

Entidades internacionais também criticaram a omissão das autoridades brasileiras, de acordo com o Bom Dia Brasil. O Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos cobrou uma investigação imediata e independente. A ONU afirma que os detidos estão sob custódia do estado e, por isso, as autoridades têm a responsabilidade sobre o que acontece com elas. A ONU fez um apelo para que os responsáveis respondam judicialmente.

Já Anistia Internacional atribuiu o massacre à negligência das autoridades e à superlotação dos presídios brasileiros. A ONG ainda lembrou que as condições da unidade prisional já tinham sido denunciadas pelo Conselho Nacional de Justiça, mas as medidas necessárias para corrigir o problema não foram tomadas.

Organismos internacionais cobram reação do Brasil ao massacre no AM

Motim

Durante uma rebelião de 17 horas, presos do Família do Norte (FDN) , braço do Comando Vermelho no Norte do país, invadiram uma ala em que ficavam detentos do Primeiro Comando da Capital (PCC). O resultado foram corpos esquartejados, decapitados, e com olhos, corações e vísceras arrancados, jogados em carrinhos de levar comida e queimados. Mais 112 presos fugiram antes da rendição dos detentos que pôs fim à rebelião – 54 já foram recapturados. As buscas pelos foragidos continua.

O processo de identificação de todos os corpos pode levar até um mês devido às condições dos corpos. A Polícia Civil confirmou que já foram identificados 36 corpos das vítimas do massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Desse número, 30 morreram degolados.

A rebelião foi a mais violenta no país desde o episódio conhecido como Massacre do Carandiru, em São Paulo, em 1992, que terminou com 111 presos mortos. Quase todos os mortos foram vítimas do confronto com a polícia, que invadiu a casa de detenção para retomar o local.

G1/(Foto: Filippo Monteforte / AFP)