Trump acusa Obama de estar por trás de protestos e vazamentos contra ele

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

2016 11 10t180104z 1321981664 ht1ecba1e1d99 rtrmadp 3 usa election obama trumpPresidente disse em entrevista que Obama e 'sua gente' são responsáveis por manifestações e vazamentos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (28) em uma entrevista que seu antecessor Barack Obama está por trás dos vazamentos e dos protestos contra ele, apesar de ter reconhecido que tem um problema para transmitir sua mensagem.

Em uma entrevista ao programa matinal "Fox & Friends", Trump se referiu aos protestos contra legisladores republicanos e aos vazamentos de informações sobre sua equipe de governo: "Acredito que o presidente Obama está por trás delas, sua gente está, sem dúvida, por trás".

Trump afirmou que tem "algumas ideias" sobre quem estaria vazando informações à imprensa sobre o funcionamento da nova Casa Branca e de agências do governo e reiterou que ainda há "gente de outros governos, de outras administrações" no quadro de funcionários.

Trump também se referiu a uma informação da publicação "Politico" que assegurou que o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, revisou os telefones de funcionários para confirmar que os vazamentos não vinham de seu departamento.

"Sean é um bom ser humano. Eu teria feito isto de outra maneira, mas estou de acordo", comentou Trump.

O presidente americano reconheceu que sua "mensagem não é boa" e deu uma nota "C ou C+" (um aprovação no limite) para a mesma, mas considerou ter um A (extraordinário) em "esforço" e "conquistas".

"Quando vejo histórias de que Donald Trump não preencheu centenas de cargos (de funcionários públicos em agências-chave), isso é porque, em muitos casos, não queremos preencher esses cargos", afirmou o magnata.

O novo presidente, que tem pouco mais de um mês no cargo, prometeu reduzir o número de funcionários públicos, mas os veículos de imprensa e alguns analistas seguem surpreendidos por sua falta de pessoal de alto perfil em ministérios como os Departamentos de Estado e de Defesa.

Por Agencia EFE/Foto: Reuters/Kevin Lamarque

Multimilionário inglês quer doar sua empresa

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

94856825 milioAo invés de deixar fortuna de R$ 270 milhões para as filhas, John Elliott vai doá-la para a fundação que deverá administrar sua empresa e mantê-la no Reino Unido.
 
O empresário multimilionário John Elliott deixa poucas dúvidas em relação ao seu patriotismo econômico assim que se aproxima de sua fábrica no nordeste da Inglaterra a bordo de seu Jaguar.
"Olhe para esta área. Ela produziu o primeiro motor a vapor do mundo para uma locomotiva. E agora os japoneses, Hitachi, estão produzindo nossos trens", diz, com desdém, enquanto dirige.
O homem sem papas na língua, de 73 anos, é o fundador e chefe de fabricação e negócios da Ebac. Criada em 1972 para fabricar desumidificadores de ar, no ano passado a empresa começou a produzir a primeira máquina de lavar roupas projetada e construída no Reino Unido em 40 anos.
 
A sede da Ebac fica na cidade de Newton Aycliffe, a alguns quilômetros de onde Elliott nasceu - e ele garante que vai permanecer lá para sempre.
Ao invés de suas duas filhas herdarem o negócio e a fortuna de Elliot, avaliada em cerca de 70 milhões de libras (R$ 270 milhões) quando ele morrer, tudo irá para a Fundação Ebac.
"A fundação significa que a empresa nunca será vendida. Eu nunca senti que era minha para vender", diz o milionário.
Nos termos da fundação, a Ebac deve manter toda a produção em Newton Aycliffe e usar todo o lucro excedente ​​para ajudar grupos da comunidade, como o clube de futebol local.
 
Elliott, que ainda atua na empresa e é um dos quatro administradores atuais da fundação, diz que suas filhas, que também trabalham para o negócio, estão felizes com o arranjo.
Ele também está especialmente determinado a impedir a ida da Ebac para o exterior.
"Nós poderíamos ganhar mais dinheiro se começássemos a fabricar nossos produtos na Polônia", eu disse. "Mas, pessoalmente, eu preferia ter um lucro menor e ajudar a economia do Reino Unido a ter um lucro maior e desvalorizar a economia do Reino Unido."
'Baixa qualificação'
Com mais de 200 funcionários, a Ebac é um empregador considerável em uma área economicamente desfavorecida, mas as opiniões delinha producao ebac Elliott sobre sua força de trabalho pode assustar algumas pessoas.
"Eles não são muito ambiciosos, mas não são cidadãos de segunda classe, e há muitos deles no Reino Unido. São razoavelmente motivados, mas têm baixa qualificação", afirma.
Elliott, que era contra a implantação do salário mínimo porque via a prática como um freio na produtividade, acha errado que políticos britânicos pensem que todos deveriam ter ótimas notas na escola e conseguir muitas qualificações.
"A ideia errada era a de que deveríamos fazer com que todos no Reino Unido fossem muito, muito inteligentes para que não precisássemos fazer qualquer trabalho duro. (Em vez disso), metade das pessoas no Reino Unido - ou perto disso - quer trabalhar em fábricas como esta", afirma.
"É uma escolha deles. Eles não estão aqui à força. Se eles querem fazer um trabalho não qualificado ou semiqualificado e ganhar menos por isso, é a preferência delas."
Ele diz ainda que, apesar de o Reino Unido ainda ter uma indústria de manufaturados da qual possa se orgulhar, é decepcionante que muito disso agora esteja em mãos estrangeiras.
O próprio Elliott abandonou a escola aos 15 anos e nunca teve um diploma. "Meu maior arrependimento? Dois anos perdidos. Eu deveria ter parado aos 13", diz.
Brexit
Nascido e criado em uma cidadezinha de mineração de carvão, Elliott e seus dois irmãos foram criados pela mãe e pelos avós depois que seu pai morreu, quando ele tinha apenas seis meses de idade.
Depois de deixar a escola, ele se tornou aprendiz de engenharia elétrica e começou a trabalhar para empresas locais.
Sua grande chance veio em 1972, quando ele tinha 29 anos. Na época, um cliente pediu-lhe para criar um umidificador industrial e ele criou sua própria empresa para fazê-lo. E assim nasceu a Ebac (então conhecida como Elliott Brothers Air Control).
A empresa cresceu ao longo dos anos e hoje também faz desumidificadores de ar, refrigeradores de água e sistemas de ar-condicionado. Seu faturamento anual é de mais de 15 milhões de libras (R$ 58 milhões), com lucros superiores a 3 milhões de libras.
Elliot é um defensor entusiasta do Brexit - saída do Reino Unido da União Europeia -, que diz ser uma enorme oportunidade para o país.
"As pessoas imaginam que o Reino Unido não será capaz de vender mais nada para a Europa. Não, não, não. O resto do mundo negocia com a Europa, você só tem que lidar com as tarifas", afirma.
"Atualmente, vendemos para a França e para os Estados Unidos. Os EUA têm tarifas e isso é um inconveniente, mas não razão para romper os acordos. A melhor maneira de vender coisas é criar coisas que elas querem comprar."
Atualmente, as máquinas de lavar da Ebac são vendidas em apenas 20 locais no norte da Inglaterra, mas ele planeja aumentar a produção.
 
 
Por BBC/Fotos: BBC

Trump diz que “representa os EUA, não o mundo”

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

donald trump flag“Eu não estou representando o globo, estou representando o nosso país”. Com esta afirmação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, arrancou aplausos ao participar nesta sexta-feira (24), como orador, da 44ª Convenção Anual da Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em ingês), em Oxon Hill, Maryland . Na oportunidade, ele manteve a linha nacionalista, voltou a chamar a imprensa de inimiga e defendeu seu plano anti-imigração.

A convenção é considerada o evento mais importante para os republicanos e demais conservadores do país. Na convenção do ano passado, na época da pré-campanha eleitoral, Trump foi criticado, mas agora foi prestigiado ao ser escolhido como orador. Segundo a imprensa norte-americana, a última vez que um presidente foi convidado para a CPAC no primeiro ano de seu mandato foi em 1981, com Ronald Reagan.

No discurso, Trump reforçou as promessas de construir um muro no México e endurecer as diretrizes sobre deportação de imigrantes irregulares. Ele voltou a enfatizar o seu slogan de campanha Make America Great Again (Tornar a América Grande de Novo), mas pontuou que isso será para os “cidadãos do país em primeiro lugar”.

Sobre a imprensa, o presidente disse que alguns meios de comunicação se prestam ao papel de divulgadores de notícias falsas (fake news). E disse que há repórteres honestos, mas que muitos são mentirosos. “Eles são inimigos do povo”, comentou, referindo-se pela terceira vez publicamente à imprensa e aos jornalistas do país. Trump criticou ainda o uso do anonimato e falou que as fontes devem ser nomeadas ao serem usadas pela imprensa.

Com informações do EBC/Foto: Divulgação

"Há corrupção no vaticano, mas estou em paz"

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

02 16O papa Francisco admitiu que existe corrupção no Vaticano, mas que aprendeu a encarar os problemas com “serenidade e viver em paz”, de acordo com uma reportagem publicada hoje (9) pelo jornal Corriere della Sera.”Existe corrupção no Vaticano, mas eu estou em paz”, disse ele em 25 de novembro de 2016, durante um encontro com representantes de ordens religiosas, e cujos detalhes foram narrados pelo padre Antonio Spadaro na nova edição da revista La Civiltà Cattolica. As informações são da agência de notícias Ansa.

“Qual é o segredo da minha serenidade? Não tomo remédios tranquilizantes. Os italianos sempre dão um belo conselho: para viver em paz, precisa um pouco de indiferença. Eu não tenho problema em dizer que estou vivendo uma experiência. Em Buenos Aires, era mais ansioso, mais preocupado. Hoje vivo uma profunda paz, não sei explicar”, contou.

De acordo com o papa, os cardeais e membros da cúria sabem dos problemas internos do Vaticano e “todos queriam reformas” no último conclave. “Nas congregações gerais antes do conclave que me elegeu, falavam dos problemas do Vaticano e todos queriam reformas”, disse. “Mas se há algum problema, eu escrevo um bilhete a São José e coloco embaixo de uma estátua no meu quarto, uma estátua de São José dormindo. Ele dorme em cima dos meus bilhetes e eu durmo tranquilo”, afirmou. 

Agência Brasil/Foto: Divulgação

Os 6 bilionários que perderam toda sua fortuna

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

elizabeth holmesElizabeth Holmes, da Theranos, não é a única que viu sua riqueza se esvair em poucos anos.

Um ano atrás, a empresa criada por Elizabeth Holmes já era 'um unicórnio', ou seja, entrava no seleto e raro clube das startups que, em pouco tempo, atingem uma avaliação de US$ 1 bilhão. De quebra, Holmes também tornou-se bilionária e subiu ao topo do ranking da revista Forbes entre as mulheres americanas que construíram sua própria fortuna. Em junho, contudo, a revista divulgou uma revisão surpreendente afirmando que reviu seus cálculos em relação à startup de Holmes, a Theranos, dizendo que ela vale muito menos do que era estimado no início de 2015. A Theranos, criada em 2003 com a promessa de oferecer exames de sangue melhores, mais rápido e com apenas uma gotinha, foi perdendo credibilidade após investigações federais. Era acusada de não ter de fato uma tecnologia inovadora.

Na prática, a Forbes disse que a empresa vale US$ 800 milhões e não os US$ 9 bilhões estimados. Por tabela, a fortuna de Holmes foi reduzida a zero, já que grande parte dela vinha das ações da empresa.  A ex-bilionária não é a única que perdeu dinheiro de modo tão rápido. Nos últimos anos, um número considerável de ricaços perdeu tudo - ou quase tudo. Alguns por corrupção, outros por serem confiantes (ou ingênuos) demais. A Forbes listou alguns casos, destacando o brasileiro Eike Batista

Eike Batista

O empresário Eike Batista (Foto: Reprodução/Facebook)

Ele já foi o sétimo homem mais rico do mundo em 2012 com uma fortuna estimada em US$ 30 bilhões. O otimismo em torno de Eike era tão grande que chegar ao topo do ranking dos bilionários não parecia um feito tão impossível. "Meu objetivo é desbancar o Bill Gates em cinco anos", afirmou Eike ao entrar no Top 10 dos bilionários. Mas ele perdeu quase tudo em apenas 12 meses. Ou melhor: US$ 19 bilhões, segundo a Forbes. As razões são conhecidas mas incluem o fato de Eike e do mercado terem super estimado o quanto, de fato, havia de petróleo nas áreas que seu grupo operava. Pagamentos de dívidas enormes arruinaram o caixa de suas empresas de energia e levaram à quase falência da companhia de petróleo - "o maior default corporativo de uma empresa da América Latina", de acordo com a Forbes. Muitos de seus trófeus, como a Lamborghini, o iate e carrões que decoravam sua sala foram confiscados pela Polícia Federal.

Michael Pearson
Michael Pearson : tática que levou a Valeant Pharmaceuticals a valorizar suas ações também levou à sua queda (Foto: Reprodução/NBC)

Michael Pearson presidiu a Valeant Pharmaceuticals em um período de extremo crescimento, ajudando as ações a se valorizarem mais de 1000% em 2015. Neste período, entrou para o clube dos bilionários. Sua estratégia era basicamente substituir a área de Pesquisa e Desenvolvimento por aquisições. A companhia conseguia aprovação de medicamentes e aumentava drasticamente os preços. Mas tudo começou a mudar em setembro de 2015, quando a empresa canadense começou a ser atacada por sua política de preços dos medicamentos. A polêmica foi tamanha que as ações da companhia caíram 90% - e a fortuna de Pearson, idem. Ele deixou a companhia em março deste ano.

Aubrey McClendon 
Aubrey McClendon (Foto: Reprodução/Twitter)

Membro de lista de bilionários da Forbes em 2011, com uma fortuna estimada em US$ 1,2 bilhão, Aubrey McClendon foi apontado naquele mesmo ano como o "bilionário mais imprudente dos EUA". Cinco anos depois, o cofundador e CEO da Chesapeake Energy, empresa pioneira no uso de nova tecnologia na indústria de gás natural, suicidou-se ao jogar seu carro em um barranco no dia 2 de março. A morte veio um dia após ele ser indiciado sob a acusação de conspirar em licitações de plataformas para concessões de petróleo e gás. 

Vijay Mallya
Vijay Mallya (Foto: Scott Heavey/Getty Images)

Vijay Mallya, apelidado de "Rei dos Bons Tempos" e barão das bebidas já foi um dos homens mais ricos da Índia. Também ficou famoso pelo seu envolvimento na Fórmula 1. Tudo começou a mudar, contudo, quando a extinta Kingfisher Airlines começou a acumular dívidas que chegaram a US$ 1 bilhão. Foi então que Mallya vendeu sua participação na empresa de bebidas United Spirits para a gigante Diageo em 2012. Forçado a deixar o cargo de CEO, Mallya deixou o país quando os bancos passaram a cobrá-lo pelas dívidas e ele era ameaçado de ir parar na prisão. O magnata fugiu e atualmente está em exílio em Londres.

Adolf Merckle
Adolf Merckle (Foto: Reprodução/Bild)

Adolf Merckle já foi o homem mais rico da Alemanha, com uma fortuna estimada em US$ 9 bilhões. A crise financeira de 2008, entretanto, atingiu duramente seus negócios. A holding VEM Group acumulou dívidas totais de US$ 6 bilhões em seus três braços: Phoenix Pharmahandel, Ratiopharm e HeidelbergCement. Para se salvar dos credores, Merckle apostou em medidas arriscadas que não deram certo. Ao ver sua fortuna esvaída, em janeiro de 2009, ele se jogou diante de um trem, deixando apenas um bilhete de despedida: "Me desculpem". 

Allen Stanford
Allen Stanford (Foto: Tom Shaw / Staff/Getty Images)

Sua história parecia promissora. O empresário americano Allen Stanford assumiu a empresa de serviços financeiros Stanford Financial Group, fundada por seu avô, em 1975. Em 35 anos, ele transformou o que era uma companhia familiar em uma empresa bilionária, expandindo-a do Texas para o restante do país. Stanford entrou no ranking da Forbes em 2008, com uma fortuna estimada em US$ 2,2 bilhões, mas gastou quase toda sua riqueza "curtindo a vida" (do jato particular até seus iates luxuosos). Tamanho luxo, contudo, foi bancado por ganhos ilícitos e práticas trabalhistas ilegais, e em 2009 ele foi condenado pelo Ministério Público Federal. Longe da boa vida que levava, Stanford agora encontra-se na prisão. 

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