Líderes mundiais criticaram a decisão de Donald Trump.

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

trump homeland securityA decisão do governo dos Estados Unidos de restringir a entrada de imigrantes e refugiados vindos de sete países islâmicos dividiu as opiniões de líderes mundiais neste sábado (28). Ministros canadenses, alemães, franceses e turcos criticaram a decisão do presidente norte-americano, Donald Trump.

A restrição imposta por Trump, válida por 90 dias, atinge pessoas que tenham nascido no Iraque, Iêmen, Síria, Irã, Sudão, a Líbia e Somália. Além disso, o plano suspende o programa norte-americano de refugiados por 120 dias. Em retaliação, o Irã anunciou neste sábado que vai aplicar a reciprocidade e proibirá a entrada de americanos durante esse período.

O decreto firmado por Trump não bloquearia de forma imediata a entrada de refugiados, mas estabelece barreiras para a concessão de vistos, de acordo com a France Presse. No ano fiscal de 2016 (1º de outubro de 2015 a 30 de setembro de 2016), os Estados Unidos admitiram em seu território 84.994 refugiados, de diversas nacionalidades, incluindo 10 mil sírios. A intenção do novo governo é reduzir drasticamente este número, o que no caso dos sírios pode chegar a 50%.

Canadá

A manifestação mais contundente de repúdio ao decreto de Trump veio de um vizinho, o Canadá. Justin Trudeu, primeiro-ministro canadense, disparou uma série de mensagens no Twitter ressaltando a receptibilidade do país. "Para aqueles que fogem da perseguição, terror e guerra, os canadenses irão recebê-los, independentemente da sua fé", comentou. "Diversidade é a nossa força", completou.

França e Alemanha

chanceler da Alemanha, Angela Merkel, se pronunciou neste domingo (29).  Ela disse que "está convencida de que a guerra decidida contra o terrorismo não justifica que se coloque pessoas sob suspeita generalizada em função de uma determinada procedência ou religião", declarou o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert.

O Executivo de Berlim "estudará agora que consequências essas medidas têm para cidadãos alemães com dupla nacionalidade", acrescentou o porta-voz, segundo quem a própria Merkel expressou essa posição perante Trump na conversa realizada ontem entre os dois líderes.

Os ministros das Relações Exteriores da França e Alemanha afirmaram estar "preocupados" com as decisões de Trump e destacaram que "acolher refugiados que fogem da guerra é parte de nosso dever".

"Vamos entrar em contato com nosso colega [norte-americano] Rex Tillerson quando for nomeado para discutir ponto por ponto e ter uma relação clara", disse o chefe da chancelaria francesa, Jean-Marc Ayrault, após se reunir com o colega alemão, Sigmar Gabriel, em Paris. O nome de Tillerson como secretário de Estado ainda aguarda confirmação do Senado dos EUA.

"Acolher refugiados que fogem da guerra é parte de nosso dever. Devemos nos organizar para fazer isto de maneira equitativa, justa, solidária", disse Ayrault. "Precisamos de clareza, coerência e, se necessário, firmeza para defender nossas convicções, nossos valores, nossa visão de mundo, nossos interesses, franceses, alemães e europeus", disse o ministro francês.

Reino Unido
A primeira-ministra britânica, Theresa May, não condenou a decisão dos EUA. "Os Estados Unidos são responsáveis pela política americana sobre os refugiados. O Reino Unido é responsável pela política britânica sobre os refugiados", afirmou May em Ancara, na Turquia, onde participou de um encontro com o premiê turco, Binali Yildirim.

Turquia
Ele, por sua vez, criticou as recentes medidas de Trump para conter a entrada de imigrantes. "Não podemos resolver este problema dos refugiados erguendo muros", disse Yildirim, fazendo menção à decisão tomada por Trump de construir um muro na fronteira com o México.

República Tcheca
O porta-voz do presidente tcheco, Milos Zeman, elogiou a política anti-imigração de Donald Trump. "O presidente Trump protege seu país. Está preocupado com a segurança de seus concidadãos. É exatamente o que as elites europeias não fazem", tuitou Jiri Ovcacek, porta-voz do chefe de Estado tcheco.

"A segurança dos cidadãos tchecos é uma prioridade. Agora temos aliados nos Estados Unidos", acrescentou. O presidente tcheco é um duro crítico da imigração de refugiados muçulmanos para a Europa. Ele chegou a citar uma "invasão organizada" e julgou ser "impossível integrar os muçulmanos".

ONU
Em uma declaração conjunta em Genebra, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) fizeram um apelo para que os Estados Unidos prossigam com a tradição de receber refugiados.

"OIM e ACNUR esperam que os Estados Unidos continuem desempenhando seu papel importante de líder e prossigam com sua longa tradição de proteção aos que fogem dos conflitos e das perseguições", afirma o comunicado.

"Estamos profundamente convencidos de que os refugiados devem receber un tratamento equitativo e oportunidades de reassentamento, independente de sua religião, nacionalidade ou raça", completa a nota.

 

G1/ (Foto: AP Photo/Pablo Martinez Monsivais)

Diretora do FMI afirma que o combate...

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

...à desigualdade deve ser a prioridade dos países.
Foto Asscom HC1Durante o Fórum Mundial de Davos, que reuniu milhares de participantes de 100 países diferentes, incluindo empresários, além de chefes de Estado e de governo, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde defendeu que os países devem dar prioridade ao combate à desigualdade.
Para o líder do PT no Senado, Humberto Costa, a afirmação de Lagarde é muito importante e vem comprovar o que ele sempre falou. “A diretora do FMI está com a razão quando diz que um país precisa combater a desigualdade social para poder crescer. É o que sempre pregamos, investir em políticas sociais não é ‘dar esmolas’, é atuar em uma política que tem como objetivo acabar com essas desigualdades que sempre existiram no Brasil”, ratificou Humberto.
Christine Lagarde falou que a desigualdade social deveria estar no centro das atenções dos economistas e chefes de estado se eles quiserem um crescimento sustentável e, como consequência, uma classe média forte. "Nosso argumento é de que, se há excesso de desigualdade, isso é contraproducente para o crescimento sustentável ao qual os membros do G-20 aspiram", disse.
Humberto Costa disse que o governo não eleito de Temer vai na contramão do que Lagarde defende. “O golpista do Temer está fazendo exatamente ao contrário. Esse governo é de total arrocho à população mais pobre e tem como objetivo destruir qualquer tipo de avanço no combate às desigualdades. Aqui no Brasil, infelizmente, o foco é acabar com todos os direitos sociais adquiridos nos últimos anos”, lamentou o parlamentar.
Em 2013, em um relatório assinado por especialistas do FMI, apontou que políticas de controle de gastos públicos, como a PEC 55, resultam na geração de desemprego a curto prazo, o que contribui para a contração da classe médio e o aumento do fosso social entre ricos e pobres. “Esse estudo do FMI comprova que a chamada PEC da Maldade, já aprovada, tende a piorar, e muito, a desigualdade social. É muito mais que um pacote de aumento de impostos. O que teremos é mais desemprego, mais gente passando fome e um retrocesso sem tamanho com essa lei que impõe o limite de gastos. Em um curto espaço de tempo teremos mais miseráveis nas ruas no nosso País”, afirmou Humberto.
 
Natália Kozmhinsky 

Bahia é premiada durante Feira de Turismo em Madri

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

Promoção da Bahia na Fit Madri Foto SeturA importância da Bahia no cenário do turismo internacional foi reconhecida com o prêmio Silvia Zorzanello, entregue nesta quarta-feira (dia 18), durante a Feira Internacional de Turismo (Fitur), em Madri. Outorgada ao secretário do Turismo da Bahia, José Alves, representante do governador Rui Costa, a premiação é uma iniciativa do Grupo Excelências, da Espanha, que atua nos mercados de comunicação e turismo da Espanha, América e Caribe.
 
Desde que foi instituída, há seis anos, a premiação é feita por júri composto por sete personalidades de diferentes países com know-how em turismo, arte e gastronomia. Liderados pelo presidente do Grupo Excelências, os jurados fizeram sua escolha por meio de voto secreto.
 
O júri levou em conta a força do turismo baiano. Em 2016, foram pelo menos 600 mil visitantes estrangeiros e mais de 14 milhões de visitantes brasileiros. O fluxo turístico global contribui para o crescimento econômico do Estado, em 13 zonas turísticas. Vários municípios têm ocupação hoteleira entre 95% e 100%, durante a temporada de verão, como Porto Seguro, Mata de São João, Cairu e Lençóis, entre outros.
 
A Feira
Na 37ª edição, a Fitur é considerada uma das maiores feiras de turismo internacional. No ano passado, teve mais de 130 mil participantes. Reúne profissionais da indústria do turismo, que buscam trocar experiências, fazer negócios e apresentar novos produtos. A Bahia participa e faz a divulgação dos seus destinos turísticos no estande montado pela Embratur.


Fotos: Divulgação/Setur

Oito pessoas concentram mesma riqueza...

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

...que a metade mais pobre da população mundial, diz ONG britânica.

Oito pessoas no planeta possuem tanta riqueza quanto a metade mais pobre da população mundial, situação "indecente" que "exacerba as desigualdades", denuncia a ONG britânica Oxfam em um relatório publicado antes do Fórum Econômico Mundial, que começa na terça-feira (17) em Davos.

MTMyNDczNDI1MjgwMTQ1ODg2Bill Gates, fundador da Microsoft, lidera, com uma fortuna estimada em US$ 75 bilhões (veja a lista completa no final da reportagem).

"É indecente que tanta riqueza esteja concentrada nas mãos de uma minoria tão pequena, quando se sabe que uma em cada dez pessoas no mundo vive com menos de US$ 2", afirmou uma porta-voz da Oxfam, Manon Aubry.

O relatório, intitulado "Uma economia a serviço dos 99%", revela "como as grandes empresas e os indivíduos mais ricos exacerbam as desigualdades, ao explorar um sistema econômico desfalecente, sonegando impostos, reduzindo salários e aumentando os rendimentos para os acionistas".

A Oxfam, que tradicionalmente denuncia as crescentes desigualdades por ocasião do Fórum de Davos, adverte neste ano sobre "a pressão exercida sobre os salários em todo o mundo", assim como os benefícios fiscais das empresas ou o recurso a paraísos fiscais.

"As empresas otimizam seus lucros, especialmente aliviando o máximo possível sua carga fiscal, privando os Estados de recursos essenciais para financiar as políticas e os serviços necessários para diminuir as desigualdades", destaca o documento.

A ONG, que se baseia em "novas informações mais precisas sobre a divisão da riqueza no mundo", convoca os governos a reagir promovendo uma economia mais humana.

"Quando as autoridades políticas deixarem de estar obcecadas pelo PIB, se concentrarem no interesse de todos os cidadãos e não apenas de uma elite, será possível um futuro melhor para todas e todos", afirma Aubry.

No ano passado, a Oxfam havia denunciado que o patrimônio acumulado do 1% mais rico do mundo havia superado em 2015 os 99% restantes com um ano de antecedência em relação ao previsto.

Quem são os oito mais ricos

Bill Gates, americano, fundador da Microsoft: US$ 75 bilhões

Amancio Ortega, espanhol, fundador da Zara: US$ 67 bilhões

Warren Buffett, americano, CEO e e sócio da Berkshire Hathaway: US$ 60,8 billhões

Carlos Slim Helu, mexicano, dono do Grupo Carso: US$ 50 bilhões

Jeff Bezos, americano, presidente da Amazon: US$ 45,2 bilhões

Mark Zuckerberg, americano, fundador do Facebook: US$ 44,6 bilhões

Larry Ellison, americano, cofundador e CEO da Oracle: US$43,6 bilhões

Michael Bloomberg, americano, dono da Bloomberg LP: US$ 40 bilhões

 

G1/Foto: Divulgação

 

 

Brasileira poderá ser condenada à morte nas Filipinas.

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

filipinasA brasileira Yasmin Fernandes Silva, de 20 anos foi presa em outubro de 2016, com seis quilos de cocaína embutidos em um travesseiro, pode ser condenada à morte em Manila, capital das nas. A prisão acontece num momento em que o presidente daquele país, Rodrigo Duterte, aperta o cerco contra o narcotráfico e defende a volta da pena de morte para condenados por tráfico de drogas.

Yasmin embarcou num voo de São Paulo com parada em Dubai e, ao chegar em Manila, foi detida por agentes da imigração, que encontraram o travesseiro suspeito na bagagem. O governo brasileiro informou que a embaixada em Manila está acompanhando o caso desde outubro e que Yasmin está recebendo assistência consular, assim como apoio jurídico de um advogado local.

Países asiáticos são conhecidos por serem duros na punição aos presos por tráfico, inclusive a estrangeiros.

Em 2015, os brasileiros Marco Archer e Rodrigo Gularte foram executados na Indonésia após serem condenados pelo crime. Mesmo com os protestos do governo brasileiro, o Itamaraty não conseguiu evitar o cumprimento da sentença.

Com informações do G1/Foto: Divulgação