Diretora do FMI afirma que o combate...

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

...à desigualdade deve ser a prioridade dos países.
Foto Asscom HC1Durante o Fórum Mundial de Davos, que reuniu milhares de participantes de 100 países diferentes, incluindo empresários, além de chefes de Estado e de governo, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde defendeu que os países devem dar prioridade ao combate à desigualdade.
Para o líder do PT no Senado, Humberto Costa, a afirmação de Lagarde é muito importante e vem comprovar o que ele sempre falou. “A diretora do FMI está com a razão quando diz que um país precisa combater a desigualdade social para poder crescer. É o que sempre pregamos, investir em políticas sociais não é ‘dar esmolas’, é atuar em uma política que tem como objetivo acabar com essas desigualdades que sempre existiram no Brasil”, ratificou Humberto.
Christine Lagarde falou que a desigualdade social deveria estar no centro das atenções dos economistas e chefes de estado se eles quiserem um crescimento sustentável e, como consequência, uma classe média forte. "Nosso argumento é de que, se há excesso de desigualdade, isso é contraproducente para o crescimento sustentável ao qual os membros do G-20 aspiram", disse.
Humberto Costa disse que o governo não eleito de Temer vai na contramão do que Lagarde defende. “O golpista do Temer está fazendo exatamente ao contrário. Esse governo é de total arrocho à população mais pobre e tem como objetivo destruir qualquer tipo de avanço no combate às desigualdades. Aqui no Brasil, infelizmente, o foco é acabar com todos os direitos sociais adquiridos nos últimos anos”, lamentou o parlamentar.
Em 2013, em um relatório assinado por especialistas do FMI, apontou que políticas de controle de gastos públicos, como a PEC 55, resultam na geração de desemprego a curto prazo, o que contribui para a contração da classe médio e o aumento do fosso social entre ricos e pobres. “Esse estudo do FMI comprova que a chamada PEC da Maldade, já aprovada, tende a piorar, e muito, a desigualdade social. É muito mais que um pacote de aumento de impostos. O que teremos é mais desemprego, mais gente passando fome e um retrocesso sem tamanho com essa lei que impõe o limite de gastos. Em um curto espaço de tempo teremos mais miseráveis nas ruas no nosso País”, afirmou Humberto.
 
Natália Kozmhinsky 

Bahia é premiada durante Feira de Turismo em Madri

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Promoção da Bahia na Fit Madri Foto SeturA importância da Bahia no cenário do turismo internacional foi reconhecida com o prêmio Silvia Zorzanello, entregue nesta quarta-feira (dia 18), durante a Feira Internacional de Turismo (Fitur), em Madri. Outorgada ao secretário do Turismo da Bahia, José Alves, representante do governador Rui Costa, a premiação é uma iniciativa do Grupo Excelências, da Espanha, que atua nos mercados de comunicação e turismo da Espanha, América e Caribe.
 
Desde que foi instituída, há seis anos, a premiação é feita por júri composto por sete personalidades de diferentes países com know-how em turismo, arte e gastronomia. Liderados pelo presidente do Grupo Excelências, os jurados fizeram sua escolha por meio de voto secreto.
 
O júri levou em conta a força do turismo baiano. Em 2016, foram pelo menos 600 mil visitantes estrangeiros e mais de 14 milhões de visitantes brasileiros. O fluxo turístico global contribui para o crescimento econômico do Estado, em 13 zonas turísticas. Vários municípios têm ocupação hoteleira entre 95% e 100%, durante a temporada de verão, como Porto Seguro, Mata de São João, Cairu e Lençóis, entre outros.
 
A Feira
Na 37ª edição, a Fitur é considerada uma das maiores feiras de turismo internacional. No ano passado, teve mais de 130 mil participantes. Reúne profissionais da indústria do turismo, que buscam trocar experiências, fazer negócios e apresentar novos produtos. A Bahia participa e faz a divulgação dos seus destinos turísticos no estande montado pela Embratur.


Fotos: Divulgação/Setur

Oito pessoas concentram mesma riqueza...

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

...que a metade mais pobre da população mundial, diz ONG britânica.

Oito pessoas no planeta possuem tanta riqueza quanto a metade mais pobre da população mundial, situação "indecente" que "exacerba as desigualdades", denuncia a ONG britânica Oxfam em um relatório publicado antes do Fórum Econômico Mundial, que começa na terça-feira (17) em Davos.

MTMyNDczNDI1MjgwMTQ1ODg2Bill Gates, fundador da Microsoft, lidera, com uma fortuna estimada em US$ 75 bilhões (veja a lista completa no final da reportagem).

"É indecente que tanta riqueza esteja concentrada nas mãos de uma minoria tão pequena, quando se sabe que uma em cada dez pessoas no mundo vive com menos de US$ 2", afirmou uma porta-voz da Oxfam, Manon Aubry.

O relatório, intitulado "Uma economia a serviço dos 99%", revela "como as grandes empresas e os indivíduos mais ricos exacerbam as desigualdades, ao explorar um sistema econômico desfalecente, sonegando impostos, reduzindo salários e aumentando os rendimentos para os acionistas".

A Oxfam, que tradicionalmente denuncia as crescentes desigualdades por ocasião do Fórum de Davos, adverte neste ano sobre "a pressão exercida sobre os salários em todo o mundo", assim como os benefícios fiscais das empresas ou o recurso a paraísos fiscais.

"As empresas otimizam seus lucros, especialmente aliviando o máximo possível sua carga fiscal, privando os Estados de recursos essenciais para financiar as políticas e os serviços necessários para diminuir as desigualdades", destaca o documento.

A ONG, que se baseia em "novas informações mais precisas sobre a divisão da riqueza no mundo", convoca os governos a reagir promovendo uma economia mais humana.

"Quando as autoridades políticas deixarem de estar obcecadas pelo PIB, se concentrarem no interesse de todos os cidadãos e não apenas de uma elite, será possível um futuro melhor para todas e todos", afirma Aubry.

No ano passado, a Oxfam havia denunciado que o patrimônio acumulado do 1% mais rico do mundo havia superado em 2015 os 99% restantes com um ano de antecedência em relação ao previsto.

Quem são os oito mais ricos

Bill Gates, americano, fundador da Microsoft: US$ 75 bilhões

Amancio Ortega, espanhol, fundador da Zara: US$ 67 bilhões

Warren Buffett, americano, CEO e e sócio da Berkshire Hathaway: US$ 60,8 billhões

Carlos Slim Helu, mexicano, dono do Grupo Carso: US$ 50 bilhões

Jeff Bezos, americano, presidente da Amazon: US$ 45,2 bilhões

Mark Zuckerberg, americano, fundador do Facebook: US$ 44,6 bilhões

Larry Ellison, americano, cofundador e CEO da Oracle: US$43,6 bilhões

Michael Bloomberg, americano, dono da Bloomberg LP: US$ 40 bilhões

 

G1/Foto: Divulgação

 

 

Brasileira poderá ser condenada à morte nas Filipinas.

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

filipinasA brasileira Yasmin Fernandes Silva, de 20 anos foi presa em outubro de 2016, com seis quilos de cocaína embutidos em um travesseiro, pode ser condenada à morte em Manila, capital das nas. A prisão acontece num momento em que o presidente daquele país, Rodrigo Duterte, aperta o cerco contra o narcotráfico e defende a volta da pena de morte para condenados por tráfico de drogas.

Yasmin embarcou num voo de São Paulo com parada em Dubai e, ao chegar em Manila, foi detida por agentes da imigração, que encontraram o travesseiro suspeito na bagagem. O governo brasileiro informou que a embaixada em Manila está acompanhando o caso desde outubro e que Yasmin está recebendo assistência consular, assim como apoio jurídico de um advogado local.

Países asiáticos são conhecidos por serem duros na punição aos presos por tráfico, inclusive a estrangeiros.

Em 2015, os brasileiros Marco Archer e Rodrigo Gularte foram executados na Indonésia após serem condenados pelo crime. Mesmo com os protestos do governo brasileiro, o Itamaraty não conseguiu evitar o cumprimento da sentença.

Com informações do G1/Foto: Divulgação

China liderará recuperação e desenvolvimento econômico mundial em 2017

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Internacional

lingotes aco103590O mais recente relatório “Perspetivas Econômicas Globais”, emitido pelo Banco Mundial no passado dia 10, aponta para uma possibilidade de crescimento da economia mundial de 2,7%. Para a China, o número aventado é de 6.5%.


Os especialistas preveem que a economia chinesa mantenha um ritmo de crescimento contínuo e sólido, continuando a servir de locomotiva na impulsão da economia global.

O relatório aponta que os mercados emergentes e os países em desenvolvimento registrarão uma média de crescimento na ordem dos 4.2%, contribuindo em 1,6 pontos percentuais para o crescimento da economia global.

“O crescimento econômico mundial de 2017 dependerá essencialmente dos novos mercados”, afirma o vice-diretor do Instituto de Investigação para o Desenvolvimento Nacional da Universidade de Pequim, Yu Miaojie, ao pronunciar-se à imprensa sobre o relatório.

O vice-diretor refere que os motores da economia global se dividem em dois polos: as economias dos países desenvolvidos e as homólogas dos países emergentes.

O polo das economias desenvolvidas contemplam os EUA, Europa, Japão, etc. Por seu turno, as economias em ascensão incluem a China, Rússia, Brasil, Índia, África do Sul, etc.

“A economia global está ainda repleta de incertezas. Um novo episódio ‘cisne negro’ pode ainda ocorrer”, afiançou Yu Miaojie, aludindo à margem de incerteza que ronda no futuro da Alemanha e França, devido às próximas eleições nestes países e à influência que estes acontecimentos podem ter no grande plano.

A economia europeia deverá manter a sua relativa estagnação este ano, e a economia americana indicia uma alteração da sua política econômica no sentido “contra-globalização”, que certamente irá ter implicações negativas no fluxo de livre comércio mundial.

Por outro lado, encabeçados pela China, os países em desenvolvimento, deverão protagonizar um novo ano marcado pela estabilidade e crescimento.

No que diz respeito à suprarreferida mudança da política comercial que deverá ocorrer nos EUA com a chegada de Donald Trump à Casa Branca, Yu refere que as barreiras comerciais a serem implementadas “irão levar ao isolamento nacional” da economia norte-americana.

A economia europeia, que está há muito tempo registrando uma sequência de anos economicamente menos produtivos, deverá ressentir-se da ocorrência de episódios como o Brexit e a onda de refugiados que rumaram à Alemanha. A economia japonesa, embora apresente sinais mais animadores, tem um crescimento previsto na ordem dos 0.6%. Como tal, não terá influência significativa no plano global.

Contrastando com este cenário, a economia chinesa irá manter a sua reforma em relação a oferta, ao mesmo tempo que dará seguimento ao estímulo do consumo interno e do número de importações para o novo ano.

Concomitantemente, mais empresas chinesas deverão aderir à competição internacional, expandindo a sua atividade e investimento além-fronteiras.

Tanto as importações como o investimento externo chineses serão fatores de peso na criação de mais empregos no plano internacional.

Iniciativas nas quais a China participa ativamente, tais como Um Cinturão, Uma Rota; Parceria Econômica Compreensiva Regional e Cooperação Sul-Sul, são cada vez mais seguidas de perto pela comunidade internacional e deverão continuar relevantes no ano de 2017.

 

Por Li Yan, Bai Yang, Diário do Povo/Foto: Divulgação