Pesquisador defende que a Caatinga seja patrimônio nacional

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

Professor Humberto BarbosaO professor Humberto Barbosa, do Instituto de Ciências Atmosféricas (Icat) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) é um dos pesquisadores a defender que o bioma Caatinga seja elevado a patrimônio nacional. Ele participou, recentemente, da sessão pública promovida pela Câmara Federal para discutir a proposta, que tramita no Congresso Nacional com esse fim e que também conta com o apoio do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF).

Para o pesquisador, a matéria deveria ter sido encampada pela Constituição de 1988. “Foi uma omissão da Constituição Federal de 1988, que deixou esse bioma fora da composição do patrimônio nacional. A PEC tem a proposta de corrigir essa lacuna”, esclarece. “Com a aprovação, a Caatinga passará a ser patrimônio público nacional e, com isso, será possível fortalecer as políticas de conservação”, completou. Humberto Barbosa se refere à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 504/2010, aprovada no Senado e que ainda aguarda a aprovação pela Câmara dos Deputados.

O professor Humberto Barbosa explica que a aprovação da matéria é fundamental para possibilitar a criação de unidades de conservação, bem como a restauração de áreas degradadas. Ele ressalta, ainda, que o cenário se torna ainda mais imperioso, devido às mudanças climáticas e os consecutivos anos de seca. “É preciso o apoio da bancada de parlamentares dos estados que compõem o Semiárido brasileiro. Que eles abracem a causa e pautem esse tema tão importante para o país, sobretudo, pelo fato de a Caatinga estar diretamente ligada com a condição da saúde da bacia hidrográfica do Rio São Francisco, que hoje exerce um papel essencial diante do contexto de secas prolongadas e projeções de mudanças climáticas, garantindo a segurança alimentar e hídrica dos cerca de 27 milhões de habitantes que vivem na região”, conclui.

BIOMA AMEAÇADO

Segundo o pesquisador Humberto Barbosa, a Caatinga é um dos biomas mais ameaçados do Brasil pela desertificação, seca, desmatamento e, atualmente, apenas 1% dela está contida em Unidades de Conservação. “Apesar da sua importância e grandiosidade, ainda é pouco conhecida e explorada de forma sustentável pela ciência. Há poucas informações sobre o potencial e a distribuição da sua biodiversidade. Sem esquecer que é um bioma pouco assistido por programas de monitoramento”, aponta.

Delane Barros Ascom CBHSF Com informações da Ascom Ufal

Dilma disse que Lula nunca interferiu no seu governo

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

IMAGEM NOTICIA 5384Em depoimento à Justiça Federal, a ex-presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feirab (22) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva "jamais interferiu" no seu governo, nem mesmo em suas atribuições como ministra-chefe da Casa Civil. Ela disse ainda que "não tem conhecimento" de que Lula tenha solicitado vantagens indevidas. "Ele é absolutamente respeitoso", defendeu. Por meio de videoconferência, Dilma foi ouvida como testemunha na ação que investiga negociações irregulares que levaram à compra de 36 caças suecos do modelo Gripen pelo governo brasileiro e à prorrogação de incentivos fiscais destinados a montadoras de veículos por meio da Medida Provisória 627. Na audiência, Dilma afirmou ainda que o processo de transição com a gestão de Lula foi "extremamente respeitoso". Sobre a compra dos caças, Lula teria dito apenas que ele não decidiria sobre a questão em seu governo e que isto ficaria para o mandato da petista. Segundo ela, a escolha pelos caças suecos ocorreu principalmente pela possibilidade de o Brasil participar do processo de desenvolvimento do projeto.

Questionada se Lula ou o Instituto Lula alguma vez intermediaram algum encontro com o agora primeiro-ministro sueco Kjell Stefan Löfven, Dilma respondeu que suas relações foram "poucas com o instituto" e que o ex-presidente "jamais intermediou esse tipo de relação". "Ele jamais interferiu em encontros que diziam respeito à minha área de atuação", destacou. Dilma lembrou que a Medida Provisória 627 marcou o seu rompimento com a base aliada do governo petista, com as chamadas "pautas-bomba". Na época, ela vetou diversos "jabutis" (temas estranhos à matéria) incluídos por parlamentares ao texto. A ex-presidente justificou que não vetou o artigo que beneficiava o setor automobilístico porque era o único ponto "neutro", que não teria impacto momentâneo na economia. "Posso vetar várias, mas não posso vetar todas, poque seria um desrespeito com o Legislativo", disse. "Não se tratava de nenhuma renúncia fiscal, e sim de prorrogar uma isenção que já vinha anteriormente. Não havia arrecadação derivada dessa medida, tratava-se de uma prorrogação. A parte mais grave da MP foram as novas medidas de isenção que eles introduziram. A Fazenda era contra qualquer isenção fiscal, agora, quando chega na hora de votar, lembre que meus vetos passaram a ser submetidos à apreciação do Congresso", disse. Em dois momentos, Dilma fez questão de responder aos questionamentos da Procuradoria da República, mesmo quando o juiz e advogados de defesa interferiram para dizer que ela já tinha se manifestado sobre a pergunta.

O caso é investigado no âmbito da Operação Zelotes, na qual são réus Lula e seu filho, o empresário Luis Cláudio. Ambos foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa em dezembro de 2016. Na denúncia, a Procuradoria da República afirma que Lula, já na condição de ex-presidente, "integrou um esquema que vendia a promessa de que ele poderia interferir junto ao governo para beneficiar as empresas MMC, grupo Caoa e SAAB, clientes da empresa Marcondes e Mautoni Empreendimentos e Diplomacia LTDA (M&M)". Em troca, afirma o MPF, o casal de lobistas Mauro Marcondes e Cristina Mautoni, donos da M&M, repassaram a Luis Cláudio pouco mais de R$ 2,5 milhões. Outras duas testemunhas do MPF foram ouvidas nesta quinta-feira sobre o caso: Luiz Alberto dos Santos, consultor legislativo que trabalhou na Casa Civil entre 2003 e 2014, e Bengt Janér, representante da Saab no Brasil.

BN - Foto: agência PT

Senador baiano quer que os bancos funcionem aos sábados até o meio-dia.

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

foto WaldemirBarreto AgSenadoO sucesso da movimentação dos bancos aos sábados, durante o período de saque do FGTS, levou o senador Roberto Muniz (PP-BA) a provocar no Senado a revogação de uma Lei e de resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), que proíbe o funcionamento dos estabelecimentos de crédito nesse dia da semana.

Para fazer frente às regras, em vigor desde a década de 60, o senador baiano apresentou, nesta quinta-feira (22), um Projeto de Lei que permite ao banco determinar se quer ou não instituir o expediente aos sábados. "Mais de cinquenta anos se passaram e o ordenamento merece atualização para adequação à nova realidade – muito mais dinâmica e com diretos trabalhistas já mais bem definidos e eficazes", argumenta.

Para Roberto Muniz, a iniciativa traria uma tranquilidade ao usuário para fazer sua pesquisa e análise do melhor crédito, de modo responsável, o que é bom para o consumidor e para o mercado. "A competitividade do setor aumentará e os benefícios da livre concorrência operarão", afirma. Ele cita o exemplo de países que adotam a prática, como Estados Unidos, Inglaterra, França e Austrália, onde muitas agências funcionam aos sábados, geralmente até o meio-dia.

O texto do projeto traz ainda a defesa de especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental, como Ricardo Medeiros de Castro: "Impedir que estabelecimentos venham a funcionar em alguns dias da semana, por determinação legal, não parece ser um incentivo econômico adequado. Caso os estabelecimentos, por si mesmos, queiram fechar no final de semana, tal é uma decisão que deve ser própria do estabelecimento (e não imposta pelo poder público)".

Confira a íntegra do projeto aqui

Ascom Senador Roberto Muniz

PSB inicia campanha pedindo ‘Diretas já’ em vídeo

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

Miguel Fernando Filho Fernando Bezerra Paulo CâmaraO Partido Socialista Brasileiro (PSB) inicia nesta quinta-feira (22) o programa partidário em rede nacional de rádio e televisão. O vídeo, que dura 10 minutos, pede a renúncia do presidente Michel Temer (PMDB) e defende a realização de eleição direta no País.

O programa será exibido no momento em que o partido está em conflito interno, já que existe a divisão entre os que apoiam o governo do peemedebista e os que são contrários à aliança. De um lado está a ala do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, que faz oposição junto a integrantes da bancada socialista como Tadeu Alencar e Danilo Cabral, aliados do governador de Pernambuco, Paulo Câmara. Durante a tramitação da reforma trabalhista na Câmara, esse grupo levou o partido a fechar questão contra as propostas de Temer.

Do outro está ala do senador Fernando Bezerra Coelho e do ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, favorável às reformas. “A política brasileira enfrenta sua maior crise. Escândalos sucessivos deixam a sociedade perplexa e descrente. Mas a única saída é a própria política”, afirma o partido no programa, que completa 70 anos em agosto. No programa, apesar do racha, o PSB reafirma a posição contrária às reformas trabalhista e previdenciária, seguindo a deliberação da Executiva Nacional do partido, que esteve reunida há um mês.

O grupo de FBC trabalha para a mudança do presidente e tenta fazer com que o vice-governador de São Paulo, Márcio França, seu aliado e mais favorável ao governo, assume a vaga de Siqueira.

Embora tenha Fernando Filho no primeiro escalão, o PSB também defendeu a renúncia de Temer. “Fomos a favor das eleições diretas em 1984 para acabar com a ditadura. Agora somos a favor das ‘Diretas Já’ para impedir que as interferências do poder econômico continuem valendo mais do que a vontade da população e ditando os rumos do país”, diz o programa. “O PSB tem lado e, em nossa visão programática, a cidadania plena é direito de todos os brasileiros.”

 

Fonte Blog do Jamildo

Grave acidente deixou 21 mortos e 22 feridos na BR 101

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

es1 z9IcXOkGrave acidente envolvendo duas ambulâncias, uma carreta e um ônibus deixou 21 mortos em Guarapari.

No início da manhã de hoje (22) um grave acidente envolvendo duas ambulâncias, uma carreta e um ônibus deixou 21 mortos e 22 feridos no km 343 da BR-101, em Guarapari, na Grande Vitória.

A última atualização sobre as vítimas foi divulgada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), às 13h12. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o número de mortos pode ser maior, porque as equipes ainda estão trabalhando no local.

O ônibus é da viação Águia Branca e seguia de São Paulo para Vitória com mais de 30 passageiros. As ambulâncias eram dos municípios de Alfredo Chaves e Jerônimo Monteiro. O caminhão transportava rochas. A polícia suspeita que a carreta tenha causado o acidente.

O motorista da ambulância Fiat Doblô, da Secretaria de Saúde de Jerônimo Monteiro, no Sul do Estado, identificado como Alicinaldo Zampili Vargas, 36 anos, está entre as vítimas. No veículo estavam outras seis pessoas que ficaram ilesas.

Com informações do G1(Foto: Jefferson Rocio/ Futura Press/ Estadão Conteúdo)