Delação da Odebrecht trava discussão...

Postado por Luiz Washington . Publicado em Nacional

...sobre novo modelo de anistia a citados na Lava Jato.

Efeito colateral A delação da Odebrecht fez com que líderes de partidos ligados ao governo decidissem suspender discussão sobre uma “leniência parlamentar”. Há meses deputados e senadores estudam propor norma que livraria de ação criminal o congressista que confessasse a prática de caixa dois. As sanções se limitariam a multa e inelegibilidade. Foi tão grande o desgaste provocado pela empreiteira, porém, que os próprios políticos concluíram não haver espaço para algo que cheire a anistia.

Palavra de ordem Na base do governo, impera o entendimento de que todo o foco do Congresso deve se voltar para a discussão das reformas e de medidas para tirar a economia do atoleiro.

Olhai além Só com um ambiente de menos insatisfação social, dizem parlamentares, haverá alguma chance de deputados e senadores voltarem a falar em projetos que tenham como foco principal o próprio futuro político. Antes disso, dizem, seria suicídio coletivo.

Data venia Os critérios adotados pelo ministro Edson Fachin para a divulgação dos depoimentos de delatores da Odebrecht foram alvo de forte questionamento dentro do próprio STF.

Data venia 2 O fato de advogados de pessoas implicadas não terem conseguido cópia das acusações até a noite desta segunda (17), enquanto a imprensa acessa todo o conteúdo deste a última semana, foi veementemente criticado.

Expostos Além das críticas a Fachin, também há a reclamações sobre Rodrigo Janot não ter feito um “pente-fino” nos pedidos de investigação enviados ao STF. No Congresso, o discurso é de que ele agiu para expor os políticos.

Veja só Deputados citam como exemplo o caso de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), acusado de receber R$ 700 mil em caixa 2 na eleição de 2010. Com 74 anos, seus eventuais crimes devem prescrever.

Truco O imposto sindical é hoje umas das principais moedas de troca do governo para obter o apoio de sindicalistas à reforma da Previdência.

O jogo A tendência no Planalto é não mexer na contribuição. Ainda assim, deixa aberta a possibilidade de votar regime de urgência para a reforma trabalhista, caso as centrais não cedam às mudanças na aposentadoria.

Vai ter regra O ministro Torquato Jardim (Transparência) e o coordenador da Câmara de Combate à Corrupção, Marcelo Muscogliati, decidiram criar comissão para definir os critérios que serão usados no cálculo das multas impostas a empresas que causaram dano ao erário.

Cada um na sua Hoje, quatro órgãos estabelecem os valores com base em entendimentos diversos. “É preciso colaboração entre as instituições que cuidam da leniência”, disse Jardim.

Ao palanque No dia seguinte ao depoimento a Sergio Moro, o ex-presidente Lula participará de ato do MST. Fará a abertura da 2ª edição da Feira da Reforma Agrária, em SP. Geraldo Alckmin, que cedeu espaço para o evento, foi convidado, mas não deve ir no mesmo dia que o petista.

Barrado no baile Líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) teve que esperar autorização da segurança para entrar no Alvorada, neste domingo (16).

Vida dura Jucá era aguardado em reunião com o presidente Michel Temer, mas estava dirigindo o próprio carro e a ordem era parar veículos sem placa oficial. O mesmo aconteceu com o líder na Câmara, André Moura (PSC-SE).

Visita à Folha Cauê Macris (PSDB-SP), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, visitou a Folha nesta segunda-feira (17). Estava acompanhado de Matheus Perez Granato, diretor de Comunicação da Assembleia, e de Cleber Mata, coordenador de Comunicação.


TIROTEIO

Se Doria resolver levar chocolates suíços aos colegas do PSDB em Curitiba, os comerciantes não vão sentir saudades da Páscoa.

DE MARCO AURÉLIO DE CARVALHO, coordenador do setorial jurídico do PT, ironizando fala do prefeito de SP de que levaria chocolate para Lula na prisão.


CONTRAPONTO

Polícia para quem precisa

No último dia 10, o deputado Alberto Fraga (DEM-DF), que é coronel da reserva da PM, assumiu a presidência de uma sessão extraordinária da Câmara.

Em seguida, parlamentares da chamada “bancada da bala” fizeram discursos. Quando chegou sua vez de falar, Esperidião Amin (PP-SC) provocou:

— Presidente, houve um certo frenesi com a presença de vossa excelência na presidência, coincidindo com a fala do Delegado Edson Moreira (PR-MG); do Capitão Augusto (PR-SP) e, ainda por cima, com a chegada do Major Olimpio (SD-SP) no plenário. Chegou a haver certo frisson aqui. Um estresse!

 

Por Painel

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