Já há previsão de chuva nas cabeceiras do Rio

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

muita chuva pela frente1O período úmido na bacia do rio São Francisco começa a ser monitorado a partir de agora, mas os registros ainda são incipientes, conforme dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). As informações foram transmitidas na manhã desta segunda-feira (2 de outubro), durante reunião promovida pela Agência Nacional de Águas (ANA) para avaliar as condições hidrológicas na bacia do chamado rio da integração nacional.

De acordo com a avaliação hidrológica, a precipitação prevista para esta primeira semana de outubro ainda é de poucas chuvas na região do Alto São Francisco, considerada como sendo a região “produtora” de água para a bacia.

Diante do cenário, as previsões ainda permanecem de maneira restritiva. Com isso, a vazão praticada em Sobradinho, na Bahia, continua sendo de 580 metros cúbicos por segundo (m³/s) e de 550 m³/s em Xingó, entre Alagoas e Sergipe. A partir da segunda-feira da próxima semana, esse patamar será reduzido em Sobradinho para o mesmo nível de vazão em Xingó, ou seja, 550 m³/s.

Durante a reunião, a equipe técnica da Secretaria de Meio Ambiente de Sergipe e da companhia de abastecimento do Estado (Deso) confirmaram que até o final do mês o conjunto de bombas flutuantes começa a operar na captação para atendimento da população sergipana. A empresa de abastecimento comunicou, durante reuniões anteriores, a dificuldade em captar água para atender a população, devido à intrusão salina provocada pela baixa vazão do rio.

Diante da narrativa, o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Anivaldo Miranda, havia anunciado a disposição em contribuir com a Deso para a aquisição do conjunto de bombas. O esforço não foi necessário, pois a companhia conseguiu o empréstimo do equipamento junto ao governo do estado de São Paulo.

Durante a reunião, o diretor técnico da Peixe Vivo, agência de bacia do Comitê, Alberto Simon, anunciou a realização do próximo Encontro de Afluentes do São Francisco, marcado para quinta e sexta-feira próximos, em Salvador (BA). A reunião da ANA é realizada todas as segundas-feiras e transmitida por videoconferência para todos os estados inseridos na bacia do Velho Chico. A iniciativa atende a uma demanda apresentada pelo CBHSF e implementada pela agência federal.

Por Delane Barros

Venda de veículos no Brasil cresce 7,8% no ano

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

Crescimento acumulado está muito próximo da projeção para o ano da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
 
Aproveite o seu carro novo e cuide dele com todo o cuidadoO mercado brasileiro de veículos novos segue em recuperação e acumula no ano crescimento de 7,8% em relação a 2016. Até quinta-feira, faltando um dia útil para terminar o mês, as vendas acumuladas superavam 1,6 milhão de unidades, incluindo automóveis, caminhões e ônibus.
Neste mês, até o dia 28, foram vendidos 184,1 mil veículos, 32% a mais em relação a setembro do ano passado, segundo dados preliminares do mercado. No comparativo com agosto, os negócios estão 3,5% melhores, mas, como o mês passado teve mais dias úteis, o resultado final deve ficar negativo, embora a média de vendas diárias deva ser superior.
O crescimento acumulado está muito próximo da projeção para o ano da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). No mês passado, a entidade revisou de 4% para 7,3% a expectativa de alta para o ano, com um total de 2,2 milhões de veículos. Para atingir a previsão, o setor terá de vender em média 195 mil veículos ao mês no último trimestre.
"O Brasil voltou", disse no início da semana o presidente da Toyota América do Sul, Steve St. Angelo, ao anunciar investimentos de R$ 1 bilhão na produção de um novo carro da marca no País, o Yaris, que chegará ao mercado em meados de 2018
Recentemente confirmaram investimentos a General Motors (R$ 4,5 bilhões até 2020 em três fábricas) e a Volkswagen (R$ 2,6 bilhões até 2019 na unidade do ABC paulista).
Nas últimas semanas também ocorreram vários anúncios de contratações e de fim de medidas de corte de produção, como lay-off (suspensão de contratos) e redução de jornada. Neste ano, as montadoras voltaram a contratar, após três anos de corte de mão de obra. Foram abertas até agosto 5,1 mil vagas.
 
Caminhões
O setor de caminhões, um dos mais afetados pela crise, também começa a dar sinais de recuperação, embora no acumulado do ano o resultado ainda seja quase 9% inferior ao de 2016, com 35 mil unidades vendidas até quinta-feira. Foram vendidos neste mês 4 234 caminhões, volume 13% maior que o de agosto, e praticamente estável em relação ao mesmo mês de 2016.
Empresas do segmento ainda operam com elevada ociosidade, como a Mercedes-Benz. Ontem, a montadora abriu mais um programa de demissão voluntária (PDV) na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) direcionado aos funcionários que já estão aposentados. A empresa não revelou metas e nem quais são os benefício para quem aderir.
Por outro lado, a concorrente MAN Latin America acaba de anunciar a abertura de 300 vagas na fábrica de Resende (RJ) para iniciar a produção de uma nova linha global de caminhões. A empresa também voltou a operar cinco dias por semana, trouxe de volta pessoal que estava em lay-off e convocou funcionários para horas extras.
 
correiobraziliense
 

Arany Santana ocupa a vaga de Jorge Portugal

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

thumbnail Arany Santana Elói Corrêa GOVBAO governador Rui Costa informou na tarde desta sexta-feira (29) que a Secretaria de Cultura do Estado será comandada por Arany Santana, ex diretora do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI). A cerimônia de posse será na próxima segunda-feira (1º), às 14h, no Salão de Atos da Governadoria.

Arany ocupa a vaga deixada por Jorge Portugal que entregou carta ao governador pedindo exoneração do cargo na última quinta-feira (28).

Professora, atriz e ex-diretora do Ilê Aiyê, Arany Santana diz que dar continuidade ao trabalho implementado nesta gestão é motivo de honra. “A cultura teve avanços na Bahia principalmente com o projeto de interiorização, com as Escolas Culturais. Como educadora, acho um dos projetos mais importantes junto às escolas públicas. Vamos continuar garantindo um trabalho de qualidade junto a artistas e grupos sociais”, declarou a nova secretária.

 

Secom/Foto: Divulgação  

Avaliação negativa do governo Temer vai para 77% em setembro, diz CNI/Ibope

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

Este é quarto trimestre consecutivo de piora na popularidade de Temer. A avaliação positiva caiu de 5% para 3%, no mesmo período.
 
20170928103141265112oEm meio a crise política e escândalos envolvendo representantes do governo, a popularidade do Presidente da República Michel Temer continua caindo.  O número de pessoas que consideram o governo “ruim” ou “péssimo” subiu para 77% em setembro. No último levantamento, divulgado há cerca de dois meses, a avaliação negativa do presidente era de 70%. Os resultados são os piores já registrados pela pesquisa feita pelo Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que acumula dados desde o governo Sarney, em 1986.
Este é quarto trimestre consecutivo de piora na popularidade de Temer. A avaliação positiva caiu de 5% para 3%, no mesmo período.  A quantidade de pessoas que não confiam no presidente também aumentou de 87% para 92%. Apenas 6% da população dizem confiar em Temer, em julho era 10%.
 
Com relação à maneira de governar, a desaprovação subiu de 83% para 89%, enquanto o de aprovação oscilou de 11% para 7%. Nesse quesito, o maior crescimento na desaprovação ocorreu entre as pessoas com renda familiar de mais de cinco salários mínimos (de 75% para 86%).
As perspectivas com relação ao restante do governo Temer também piorou. Em julho, 65% pensavam que o governo permaneceria ruim ou péssimo, agora 72% da população acham isso. Os que acreditavam que o governo seria ótimo ou bom diminuiu de 9% para 6% em setembro. Entre os que classificam como regular, a avaliação baixou de 22% para 17%.
Para o gerente executivo de pesquisa e competitividade da CNI, Renato da Fonseca, a população ainda não consegue ver recuperação na economia e que a percepção é que o país ainda está em crise. “A recuperação é lenta e não adianta a pessoa ver no noticiário que o desemprego diminuiu e a inflação está sob controle, se tem alguém em casa sem emprego e ela ainda não consegue comprar como antes. A avaliação do governo tem uma relação próxima com o bem estar da população. Se no ano que vem, a população perceber a retomada da atividade, a avaliação pode melhorar”, apontou. 
O levantamento foi realizado entre 15 e 20 de setembro e ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios do país. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou menos dos resultados. 
Meio Ambiente 
Excluindo as notícias sobre corrupção, a polêmica liberação para exploração mineral na Reserva Nacional de Cobre e Associados, que repercutiu nas redes sociais por dias, foi o fato mais lembrado pela população. A indignação da população com a medida refletiu nos dados. O aumento da desaprovação com relação às  políticas e ações de meio ambiente subiu de 70% para 79%.  
O número de notícias sobre o governo Temer que saíram na imprensa nas últimas semanas também cresceu, como considera 68% dos entrevistados. Questionados sobre o assunto, 23% citaram, espontaneamente, notícias sobre corrupção no governo, sem especificar. No total, 44% dos entrevistados mencionaram matérias relacionadas à corrupção, sendo que 9% citaram notícias que envolviam diretamente o presidente. 
Dilma
Em comparação com o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, a parcela da população que considera que o governo Temer pior do que o da petista cresceu de 52% para 59%. Para 31%, os governos são iguais, ante 35%, na pesquisa anterior. A avaliação de que o governo é melhor do que a gestão anterior caiu de 11% para 8%, entre julho e setembro. 
 
correiobraziliense/Fato: Divulgação
 
 

Projeto de estudantes brasileiros chegará à Nasa no ano que vem

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

Já estão participando 300 estudantes do colégio e 45 de outras duas escolas - uma pública e outra privada, ligada a uma instituição filantrópica. Juntos, em grupos mistos, eles vão criar 75 projetos até o fim de outubro.
 
20170927084318873944iQuando viaja à noite de carro, Iuna Joo, de 12 anos, mantém os olhos fixos no céu estrelado. Apaixonada por Astronomia, pensou em uma profissão quando enxergou Saturno e a Lua pela primeira vez por um telescópio. "Meu sonho é ser astronauta, e pensei que nunca aconteceria."
Iuna chorou quando soube que participaria de um programa em parceria com a Nasa, a agência espacial americana. Aluna do colégio Dante Alighieri, na região central de São Paulo, a adolescente vai propor projetos de pesquisa com potencial para serem enviados à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), comandada e operada por 15 países. 
A escola foi selecionada para o "Student Spaceflight Experiments Program" (SSEP), iniciativa do governo americano que estimula experimentos educacionais sobre o tema. Já estão participando 300 estudantes do colégio e 45 de outras duas escolas - uma pública e outra privada, ligada a uma instituição filantrópica. Juntos, em grupos mistos, eles vão criar 75 projetos até o fim de outubro.
Na primeira reunião, a turma do 7º ano do Dante já discutiu cultivo de alimentos no espaço, armazenamento de gases e o comportamento do concreto em outra atmosfera - para construir casas em Marte. Já Iuna quer saber como o sistema digestivo humano reage à falta de gravidade. "Fico muito nervosa quando penso nisso, porque é algo muito grande para mim, e acho que nunca vou esquecer esse momento."
Dos 75 projetos desenvolvidos, três serão escolhidos, por uma banca de avaliadores externos e pesquisadores universitários, para serem enviados à Nasa. Depois, a agência espacial vai eleger o projeto que será levado para a ISS. A proposta vencedora vai ao espaço no ano que vem.
A bordo da ISS, será executada por um astronauta e, depois de quatro a seis semanas, será trazida de volta à Terra para análise dos resultados.

Protagonismo

Os alunos têm autonomia para colocar ideias em prática. "Os professores orientam e dão suporte, mas são os estudantes que definem o que querem e como vão fazer. O projeto é todo deles", explica Sandra Tonidandel, coordenadora pedagógica do Dante. Ela destaca a parceria com outros colégios. "Os alunos compartilham ideias, criatividade e a emoção de fazer ciência." 
Para Sofia Reis, de 12 anos, aluna do Projeto Âncora, em Cotia, na Grande São Paulo, participar da experiência é uma oportunidade. "Estamos sendo apoiados por várias pessoas e isso incentiva a continuar estudando." O contato com alunos de outras realidades, afirma, só agrega. "Conhecemos gente nova, que tem outras ideias e pensa diferente. Vamos adaptando para algo que todos concordem." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
 
Correiobraziliense/Foto: Divulgação