Filhos e enteados de Jucá são alvos da PF

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

20170928085324329135oDesvios de R$ 32 milhões dos cofres públicos são investigados pela Polícia Federal (PF) em uma operação em conjunto com a Receita Federal, que ocorre, nesta manhã de quinta-feira (28/9), em Boa Vista (RR), Belo Horizonte (MG) e em Brasília. Intitulada "Anel de Giges" a ação mira uma organização criminosa acusada também de peculato e lavagem de dinheiro. No total, são 17 mandados judiciais, sendo nove de busca a apreensão e oito de condução coercitiva, quando a pessoa é levada à força para depor. Fillhos e enteados do líder do governo no Senado e presidente nacional do PMDB, Romero Jucá (RR) estão entre os alvos.

Segundo a Polícia Federal, a origem dos desvios é no superfaturamento na aquisição da “Fazenda Recreio”, localizada em Boa Vista e na construção do empreendimento Vila Jardim, do projeto Minha Casa Minha Vida no bairro Cidade Satélite. São investigadas as transações decorrentes da venda da “Fazenda Recreio” para a construção do empreendimento Vila Jardim, bem como pela fiscalização e aprovação do empreendimento na Caixa Econômica Federal. 
Os investigados estão sendo conduzidos coercitivamente à Polícia Federal, interrogados e indiciados pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa que preveem penas de até 30 anos de reclusão. As investigações continuam, com análise do material apreendido e apuração do envolvimento de outros integrantes nas práticas criminosas. 
 
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Câmara conclui votação da PEC que acaba com as coligações

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

O texto seguirá para o Senado, onde tem de ser analisado na próxima semana para que possa valer para 2018.

cxamatraA Câmara concluiu nesta quarta-feira, 27, a votação da proposta que acaba com as coligações em eleições proporcionais a partir de 2020 e estabelece uma cláusula de desempenho para que os partidos tenham acesso ao Fundo Partidário e ao tempo para propaganda em rádio e TV. 
No último momento, os deputados aprovaram um destaque e retiraram do texto a possibilidade de os partidos formarem federações. Na prática, isso acaba com a permissão para qualquer tipo de união entre diferentes siglas para disputar as eleições de deputados e vereadores.
O texto seguirá para o Senado, onde tem de ser analisado na próxima semana para que possa valer para 2018. Antes disso, a Câmara ainda terá que alterar o texto com as novas modificações, o que deve acontecer nesta quinta-feira, 28. Pelo texto aprovado na Câmara, a única medida que terá impacto nas eleições do ano que vem será a cláusula de desempenho (também chamada de cláusula de barreira), já que o fim das coligações valerá somente a partir de 2020.
 
O patamar da cláusula vai aumentar progressivamente até atingir 3% em 2030. Em 2018, será de 1,5% dos votos válidos a deputado federal, distribuídos em pelo menos um terço dos Estados. A Proposta de Emenda à Constituição, que teve origem no Senado, é de autoria dos senadores Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e Aécio Neves (PSDB-MG), afastado das funções parlamentares esta semana pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Na Câmara, a PEC foi relatada pela deputada Shéridan (PSDB-RR). Ao final da votação, ela comemorou o resultado. "Disse no início que essa talvez não fosse a reforma dos sonhos, mas vai ser uma mudança de grande magnitude, que começará a sanear disfunções do nosso sistema", afirmou.
No Senado, os parlamentares ainda poderão fazer mudanças ao texto. Não está descartada, por exemplo, que a Casa aprove o fim das coligações já para 2018, como previa a proposta inicial da Câmara, e endureça as regras da cláusula de barreira.
 
Correiobraziliense

Governo arrecada R$ 12,13 bilhões com leilão de quatro usinas hidrelétricas

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

As usinas eram operadas pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que teve o contrato de concessão vencido.
 
20170927113926436767e 1O governo federal conseguiu arrecadar R$ 12,13 bilhões com o leilão de quatro usinas hidrelétricas. O maior negócio foi com a empresa chinesa, que arrematou R$ 7,18 bilhões com a usina de São Simão. O grupo foi  o único a fazer a proposta.
 
A Engie pagou R$ 2,171 bilhões pela usina de Jaguara e R$ 1,36 bilhão pela de Miranda. A Enel ficou com a usina de Volta Grande por R$ 1,42 bilhão.
As usinas eram operadas pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que teve o contrato de concessão vencido. A empresa tentou, via Justiça, evitar os leilões, mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli negou o último pedido.
As vendas ajudam o governo federal fechar as contas públicas na meta fiscal prevista, de um déficit de até R$ 159 bilhões. Além dos leilões das usinas, ocorre a 14ª rodada de licitação para exploração do Petróleo e Gás Natural, no Rio de Janeiro. O bônus acumulado de venda é de R$ 23,1 milhões. O governo quer arrecadar, pelo menos, R$ 1 bilhão. 
 
O presidente Michel Temer usou as redes sociais para declarar que o país resgatou “definitivamente” a confiança do mundo, com o leilão das usinas da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). “Leilão das usinas rendeu R$ 12,13 bilhões, acima da expectativa do mercado”, enalteceu o chefe do Palácio do Planalto.
 
Do lado de fora, manifestantes protestavam contra os leilões. Segundo os movimentos sindicais, o governo está vendendo patrimônio nacional para estrangeiros, permitindo o aumento das contas de luz. 
O governo, porém, alega que precisa cumprir a meta fiscal, que é de um rombo de até R$ 159 bilhões. No último resultado fiscal, as contas públicas acumulavam déficit de mais de R$ 180 bilhões em 12 meses, finalizados em julho. 
 
correiobraziliense/Foto divulgação

 

Deputado pede a de Minas e Energia que recue sobre a privatização da Chesf

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

37307687382 08ee6cefdf zEm apelo ao ministro Fernando Filho (Minas e Energia), o presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Chesf, Danilo Cabral (PSB), pediu que o governo, assim como aconteceu com a extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), reveja a privatização da Eletrobrás, especialmente da Companhia Hidrelétrica do São Francisco.

"Que o recuo no caso da Renca, fruto da ausência de diálogo, sirva de exemplo no debate da Chesf. Se não dialogar, a força do povo vai fazer você recuar novamente. Não manche sua biografia colocando sua digital na venda do São Francisco", declarou Danilo Cabral durante audiência pública realizada nesta terça-feira (26) na Câmara dos Deputados, com a presença do ministro. 

Para o parlamentar, a revogação do decreto da Renca, publicada no Diário Oficial da União hoje, é a síntese do que pode ocorrer com a proposta de venda do sistema energético do País. "É consenso entre os parlamentares que esse debate precisa ser aprofundado, que o governo precisa dialogar com a sociedade. Não se vende um patrimônio nacional dessa forma, sem a participação dos brasileiros", criticou. 

Danilo Cabral ressaltou que o debate sobre a privatização da Eletrobrás é suprapartidário, inclusive com a posição contrária à proposta de integrantes da base governista. Ele lembrou que a Frente Parlamentar em Defesa da Chesf conta com a participação de mais de 200 deputados, todos buscando atender os interesses do Brasil e lutando pela soberania do País. E destacou que a mobilização popular contra a venda da Companhia está crescendo, com eventos e ações em todos os estados, inclusive com apoio dos nove governadores do Nordeste que já se posicionaram contra o governo. 

Ascom Dep. Danilo Cabral

HGRS lança programa de transplantes de órgãos

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

doeeBaianos que precisam de transplantes de rim e fígado podem ficar mais perto de casa para receber o órgão. Mais conforto para os pacientes e mais avanços para a saúde da Bahia. Na manhã desta quarta-feira (27), o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), localizado no bairro do Cabula, em Salvador, lançou o programa de transplantes de órgãos da unidade, que deve realizar, ainda este ano, a primeira cirurgia em paciente renal, e, até 2018, em pessoas com deficiências hepáticas. 

Maior hospital público do Norte e Nordeste, o HGRS é o segundo da rede estadual de saúde a realizar transplantes, depois do Hospital Ana Nery, que faz de rim e pulmão. A cerimônia de lançamento aconteceu no Auditório Central da unidade, com a presença dos profissionais da unidade e de pacientes transplantados.

Mesmo com as cirurgias começando até o final deste ano, o atendimento ambulatorial para pacientes transplantados em outras unidades já começou. De acordo com o diretor-médico do hospital e idealizador do programa, André Durães, equipes já estão preparadas para os transplantes de rins, e a unidade passa por um processo de habilitação para o transplante de fígado, e, posteriormente, de córnea, todos realizados por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). 

“Esse hospital é extremamente estratégico para a rede SUS na Bahia e, diante da necessidade de avançar na área dos transplantes, unimos profissionais qualificados e vamos realizar os procedimentos aqui. Vários pacientes precisavam se deslocar para outros estados, para tratamento fora do domicílio. Agora, os pacientes renais, por exemplo, poderão receber o órgão, serem atendidos no ambulatório para transplantados aqui. Também abriremos vagas para outras pessoas que precisam de hemodiálise. Isso vai ofertar muita qualidade de vida para essas pessoas”, explicou o diretor-médico do HGRS.  .

Segundo o subsecretário estadual da Saúde, Adil Duarte, as ações do programa de transplantes são inéditas e vão continuar se intensificando. “Estamos criando aqui o ambiente propício para atender a uma demanda que o estado tinha, e conseguimos com a infraestrutura e profissionais do Hospital Roberto Santos. Agora, esperamos que o número de doadores dentro do nosso estado também cresça para que as cirurgias que são realizadas por outros estados brasileiros possam acontecer em solo baiano”. 

Doação de órgãos na Bahia


Atualmente, cerca de dois mil baianos estão na fila esperando por um transplante de órgão, a maioria por córneas e rins, seguidos por fígado e pulmão. De acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), mais de 60% das famílias baianas ainda não permitem a doação de órgãos, e 10% das doações realizadas no estado são de pessoas vivas. A recusa pela falta de informação por parte dos familiares, crenças religiosas e desconhecimento do desejo de ser doador estão entre os fatores mais recorrentes apontados pelos familiares na Bahia.
 
Para a coordenadora da Central de Transplantes do Estado da Bahia, América Carolina Sodré, a decisão de doadores e familiares pode mudar não só os indivíduos, mas famílias inteiras. “O transplante pode trazer a vida de volta para essas pessoas, que ganham mais longevidade, mais qualidade de vida, têm suas rotinas recuperadas, seu convívio familiar reconquistado e voltam para a sociedade saudáveis, capazes e produtivos”.

A professora Renildes Abreu, que recebeu um coração, fala sobre o significado da doação. “Eu era doadora e passei a receptora. Depois de seis anos com problemas cardíacos, eu recebi uma vida nova, principalmente no coração. É uma esperança para quem está na fila. Espero que, ao ver pessoas como eu e meus amigos que recebemos corações, elas se conscientizem e doem também”.
 
Foto: Elói Corrêa/GOVBA