Ministério Público do Rio pede anulação de sessão

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

naom 5a0bfe37b2ff2O Ministério Público do Rio de Janeiro impetrou mandado de segurança pedindo que a sessão que libertou os deputados estaduais do PMDB Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi seja anulada na Assembleia Legistativa do Rio (Alerj). As informações são da coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

O MP pede, ainda, que seja realizada nova votação na Alerj. O pedido alega que o presidente em exercício da Casa, Wagner Montes, e a mesa diretora da Assembleia negligenciaram os "princípios mais basilares do Estado Democrático de Direito" ao vedarem o "livre acesso de cidadãos fluminenses às 'galerias' da Assembleia", de forma a "camuflar a sessão pública".

Para o MP, a decisão da 6ª Vara de Fazenda Pública da capital que obrigou a Alerj a permitir o acesso da população, divulgada na última sexta-feira (17) "não foi obedecida em claro menosprezo aos princípios da transparência e da publicidade". A ação é assinada pelo Subprocurador-Geral de Justiça de Assuntos Cíveis e Institucionais, Sérgio Roberto Ulhôa Pimentel, e pelo promotor Carlos Bernardo Alves Aarão Reis e pede que a nova sessão deve permitir "total acesso a todo e qualquer cidadão interessado".

 

Fonte: NMB

Máfia das Funerárias: áudios indicam rixas entre comerciantes

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

20171117230736260144uAs investigações sobre a Máfia das Funerárias, organização criminosa que explorava a dor de famílias em luto para faturar, apontam que ao menos 16 empresas do segmento, divididas em 10 regiões administrativas do Distrito Federal, tentaram obter informações privilegiadas do Instituto de Medicina Legal (IML) sobre os corpos que chegavam à unidade. A segunda fase da Operação Caronte, deflagrada ontem, indica um elo entre a quadrilha desmantelada em 26 de outubro e novos envolvidos. Até então, quatro empresas eram investigadas — uma delas já havia encerrado as atividades e outra não tinha registro jurídico. Durante as diligências, policiais apreenderam 36 rádios-escuta, aparelhos utilizados pelos papa-defuntos para a interceptação de áudios entre a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros.
Como mostraram reportagens publicadas pelo Correio, integrantes das associações criminosas capturavam o sistema de comunicação das corporações para obter informações sobre casos de mortes naturais em que o IML deveria recolher os corpos para declaração do óbito. Com os dados em mãos, os criminosos chegavam às casas das famílias antes, passavam-se por funcionários públicos e tentavam convencer aqueles que perderam um parente a contratar o serviço da funerária. Pelo envolvimento no conchavo, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) denunciou 12 pessoas, alvos da primeira fase da Caronte, por delitos como organização criminosa, uso de falsa identidade, utilização ilegal de telecomunicações, crime contra as relações de consumo, corrupção ativa e corrupção passiva. A denúncia foi aceita pela Justiça em 9 de novembro e o processo tramita na 5ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT).
Na nova fase da Operação, houve o cumprimento de 11 mandados de condução coercitiva e 21 de busca e apreensão. Os autos do inquérito, sob responsabilidade da Polícia Civil, corroboram a tese de que eram inúmeras as funerárias a integrar o esquema (veja fac-símile). Áudios interceptados com autorização judicial apontam, inclusive, indícios de rixas entre os comerciantes.
Em uma das escutas, Claúdio Filho conta ao agente funerário e comparsa Augusto Cesar Ribeiro que foi abordado por concorrentes ao chegar à casa de uma das famílias vítimas do conluio. “Ele parou o carro na minha frente, desceu e falou: ‘Oh, vocês estão arrumando problema comigo. Já é o quinto serviço que vocês estão me atravessando’”, narra.  Ele é filho de Cláudio Maciel, apontado como líder do esquema, ambos presos na primeira fase da operação.
Cláudio Filho, então, afirma que não pôde reagir no momento, mas pretende revidar: “Eu não vou deixar isso quieto, não. Eu vou mandar os caras irem lá na funerária dele. Vou mandar os caras darem uma pisa nesse comédia”, diz a Augusto. O rapaz emenda: “Eu vou até comprar um canivete pra mim. Se eu ver (sic), vou arregaçar ele na facada”.
 
Em outro diálogo, Cláudio fala ao pai sobre o mesmo episódio e diz que o proprietário da funerária estaria “causando discórdia”. “Vou botar os caras para dar um pau nele. Ele acha que está mexendo com moleque, é? Eu tô trabalhando. Tô trabalhando. Não estou roubando”, diz. O rapaz complementa: “Ele me ameaçou. Eu quero que ele me ameace novamente. Senão eu vou quebrá-lo na porrada”.

Desrespeito

Com o avanço das investigações, aumentam as suspeitas de que a falta de respeito com a dor de família chegava a patamares extremos. A Polícia Civil apura como os corpos eram conservados em funerárias clandestinas, que, segundo investigadores, funcionavam até em quintais de casas. Relatos de testemunhas indicam que as condições dos locais assemelhavam-se às de açougues. “Corpos ficavam pendurados, de cabeça para baixo, para que não ficassem tão pálidos”, descreve Marcos Paulo Loures, diretor-adjunto da Divisão de Assuntos Internos da Corregedoria-Geral da PCDF.
A situação é tão grave que parte de corpos pode ter contaminado as águas da cidade. “Vísceras e sangue podem ter escoado pela rede comum de esgoto nessas funerárias”, alerta Loures. Não há, porém, confirmação oficial. Autoridades ainda não indicaram nomes de empresas que tenham atingido tal ponto de insalubridade. Ainda assim, Marcos Paulo Loures afirma que “as investigações continuam”.

Cartel

A Operação Caronte, agora, investigará a possibilidade de existir um cartel entre os estabelecimentos. “Funerárias credenciadas subcontratavam outras totalmente irregulares e, assim, podiam cobrar mais alto e impedir a livre concorrência”, relata Marcelo Zago, diretor da Divisão de Assuntos Internos da Corregedoria da Polícia Civil.
Autoridades destacam, como exemplo da situação, o uso de carros não licenciados para o transporte de corpos. Vídeo divulgado por policiais mostra o momento em que homens transferem, no meio da rua, um caixão de um veículo para o outro. Os investigadores acreditam que o procedimento mitigava os custos com o transbordo do cadáver, especialmente quando a empresa não tinha automóvel apto ao procedimento e precisava contratar uma funerária credenciada.
Na operação de ontem, a Polícia Civil apreendeu um veículo funerário não habilitado para o uso. Segundo os investigadores, os funcionários da empresa usavam o carro para o transporte de caixões. Ainda assim, afirma a corporação, o mau uso renderá, por enquanto, apenas procedimentos administrativos com as autoridades de trânsito.

Memória

Mercado da morte

O ser mitológico grego Caronte deu nome à operação que desmascarou um grupo que ludibriava parentes e falsificava atestados de óbito. “Caronte recebia moedas em troca de levar os mortos ao outro mundo. Os envolvidos (na Máfia) cobravam valores exorbitantes para transportar os corpos”, comparou Marcelo Zago, da Corregedoria da Polícia Civil. Segundo as investigações da primeira fase, o preço dos serviços funerários chegavam a R$ 6 mil, a depender da condição financeira dos familiares. Os métodos de abordagem eram, quase sempre, emocionais, e com a alegação de que havia profissionais habilitados a atestar a causa mortis, como funcionários do IML ou do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO). Transcrições de escutas obtidas pelo Correio revelam que os papa-defuntos telefonavam para os parentes poucos momentos depois da morte. Para convencê-los, os acusados diziam que o processo oficial no IML seria mais lento ou “invasivo”. O valor cobrado incluiria tanto a liberação do corpo quanto os procedimentos funerários. O serviço do IML, porém, é gratuito.

Ford introduziu tecnologias que refinam no Novo EcoSport

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

NOVO FORD ECOSPORT: COMO FUNCIONA A GRADE COM CONTROLE ATIVO, EXCLUSIVA NA CATEGORIA

thumbnail EcoSport GradeControleAtivo 2A Ford introduziu no Novo EcoSport tecnologias que refinam o desempenho do utilitário esportivo e o motorista sente ao dirigir, mas nem todos conhecem por serem inéditas na categoria. A grade dianteira com controle ativo é uma delas. Disponível em todas as versões da linha, esse recurso avançado melhora a eficiência aerodinâmica e aumenta a economia de combustível do veículo.

A grade com controle ativo tem a capacidade de mudar de configuração, abrindo ou fechando automaticamente suas aletas em função de três parâmetros: a velocidade do veículo, a temperatura da água de arrefecimento do motor e a temperatura da cabine. Essas variáveis são combinadas por meio de algoritmos, que comandam o movimento da grade por um sistema eletromecânico. 

Na partida, a grade permanece fechada para diminuir o tempo de aquecimento do motor. Quando o motor atinge a temperatura ideal, a passagem do ar é aberta para sua refrigeração. Em alta velocidade, a grade volta a se fechar para reduzir a turbulência de ar e o arrasto aerodinâmico. “Tecnicamente, a grade com controle ativo faz com que o fluxo de ar em alta velocidade tenha um escoamento laminar, ou seja, suba e passe por cima da carroceria sem turbulência, diminuindo a resistência”, explica André Oliveira, chefe de Engenharia Veicular da Ford.

Esse recurso exclusivo equipa tanto as versões com motor 1.5 Flex, de 137 cv, como as 2.0, de 176 cv, e contribui para o Novo EcoSport ser o SUV compacto com a melhor aerodinâmica da categoria (coeficiente de 0,35 Cx). Além de aumentar em cerca de 1% a economia de combustível, a grade com controle ativo melhora a eficiência do sistema de climatização. A carroceria do Novo EcoSport teve o seu design refinado também em outros detalhes, como os retrovisores e antena, além da melhoria dos defletores de ar já existentes e do formato da nova frente, que foi bastante otimizada para reduzir a resistência à passagem do ar. Todos esses avanços são resultado de um extenso projeto aerodinâmico que envolveu 1 milhão de horas de fluidodinâmica computacional e 260 horas de desenvolvimento em túnel de vento.

Ruth Câmara de Oliveira

TJ-BA julga caso Colombiano e Catarina nesta terça (21)

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

750 2017111522731923O Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA) marcou para terça-feira (21/11), a partir das 13h30, o julgamento de recursos do processo que apura o assassinato do casal Paulo Colombiano e Catarina Galindo, que aconteceu em Salvador, em 2010.  A 2ª Turma da 1ª Câmara Criminal, presidida pela desembargadora Rita de Cássia Nunes, vai apreciar os recursos da defesa e da acusação.

A defesa contesta a autoria dos crimes, já reconhecida em primeira instância e atribuída ao empresário e oficial aposentado da PM Claudomiro César Ferreira Santana, apontado como mandante, e a seus funcionários Daílton de Jesus, Edilson Araújo e Wagner Souza, que seriam os executores. A acusação contesta a exclusão de responsabilidade de um acusado, o irmão de Claudomiro, o médico Cássio Antônio.

Os dois irmãos eram proprietários da MasterMed, empresa do ramo de plano de saúde que tinha um contrato com o Sindicato dos Rodoviários, onde Paulo Colombiano era tesoureiro. Para os familiares, as mortes foram planejadas por Claudomiro e Cássio depois de saberem que Colombiano havia descoberto uma fraude milionária no contrato de prestação de serviços ao sindicato.

Há mais de sete anos aguardando a condenação judicial, familiares e amigos de Colombiano e Catarina vão acompanhar o julgamento dos recursos no Tribunal de Justiça e cobrar, mais uma vez, celeridade no processo. A expectativa deles é que todos os cinco acusados sejam levados a júri popular.

O relator do processo em segunda instância é o desembargador Pedro Augusto Guerra. Além dele e da presidenta Rita de Cássia, que é a revisora, também vai apreciar os recursos o desembargador Abelardo da Matta Neto.

 

Erikson Walla

Comunicação PCdoB-BA

Bahia ganha 270 quilômetros de redes de transmissão eólica

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

thumbnail Foto Manu Dias GOVBA 2Referência em energias limpas, a Bahia ganhou uma importante estrutura para o setor, com a oficialização das entregas da Concessionária Odoyá Transmissora de Energia S.A., na noite da última terça-feira (14). O evento, realizado no Hotel De Ville, no bairro de Itapuã, em Salvador, teve a presença do governador Rui Costa e de diversas autoridades, entre elas o cônsul geral da Espanha, Gonzalo Fournier.

A solenidade representou a instalação de mais de 270 quilômetros de linhas de transmissão e quatro subestações. Na ocasião, Rui destacou a participação do Governo do Estado na promoção do desenvolvimento e atração de novas empresas do segmento de energia eólica e solar. “Estamos trabalhando, inclusive, para tornar a Bahia o centro de referência de energia solar, já que, entre todos os estados brasileiros, é o que oferece maior potencial em intensidade e extensão, tanto para energia eólica como energia solar”, ressaltou.
Pertencente ao grupo espanhol Cymi e à gestora de fundos canadense Brookfield, a concessionária está instalada em 13 cidades do estado baiano e é especializada na construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica. Juazeiro, Morro do Chapéu e Sapeaçu são algumas das cidades em que a Odoyá está presente e detém instalações de grande porte.
As novas estruturas foram dotadas de energia em agosto, permitindo a ampliação da oferta de transmissão de energia. O objetivo da iniciativa é conectar os parques eólicos da Bahia ao Sistema Elétrico Interligado Nacional. "A energia já era gerada e ficava concentrada nos parques, sem ser consumida completamente, pois não tinha quem as levasse. Agora, boa parte do território pode ser beneficiada com essas ligações", lembra o diretor técnico de Concessões da Concessionária Odoyá, Marcelo Vargas.
Os secretários estaduais de Meio Ambiente, Geraldo Reis, de Turismo, José Alves, de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, e de Cultura, Arany Santana, também participaram do evento.
 

Secom /Foto: Manu Dias/GOVBA