Mutirão de Cirurgias atende pacientes de Salvador

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

thumbnail Foto Elói Corrêa GOVBA 2Mutirão de Cirurgias atende pacientes da Região Metropolitana de Salvador

Até sexta-feira (4), o Mutirão de Cirurgias, promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), está fazendo a triagem dos pacientes, no município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). A primeira-dama e presidente das Voluntárias Sociais da Bahia (VSB), Aline Peixoto, uma das idealizadoras do programa, visitou o primeiro dia de atendimento, nesta quarta-feira (2), e aproveitou a oportunidade para conhecer o Centro Cirúrgico do Hospital Jorge Novis, onde os procedimentos do mutirão serão realizados.

Aline, que é enfermeira, afirmou que sempre quis ter a oportunidade de poder ajudar aos baianos que mais precisam. “O Mutirão de Cirurgias foi sonhado e planejado em cada detalhe. Estudamos as necessidades de cada cidade da Bahia. Na nossa luta para reduzir a fila de espera no Sistema Único de Saúde (SUS), já atendemos a população de mais de cem municípios e queremos realizar cerca de 20 mil cirurgias”.

Segundo o secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas, o mutirão já passou por quase 300 cidades em 24 etapas. “Nós já rodamos todas as regiões de saúde. Faltava a região metropolitana. Em quase um ano, já foram realizadas mais de nove mil cirurgias. Este grande sucesso tem o objetivo de diminuir o sofrimento de homens e mulheres que estavam esperando há mais de ano por uma cirurgia. Nosso objetivo é acabar com as filas de cirurgias eletivas e capacitar os hospitais de todas as regiões para que mantenham esse programa de forma regular, para que essas filas nunca mais apareçam”, explicou Vilas-Boas.

Especialidades

Estão sendo oferecidas cirurgias de vesícula, câncer de próstata, hérnia, útero, miomas e câncer de mama. A comerciante Rose Bispo foi diagnosticada com mioma. “Eu não estou conseguindo trabalhar, de vez em quando tenho sangramento, sinto dores. Já tenho o pedido para a cirurgia, estou fazendo os exames pré-operatórios. Minha vida vai melhorar muito, vai mudar depois da cirurgia. Vou poder voltar a fazer tudo o que eu quero”. 

Para ser atendido, o paciente já deve ter a indicação médica para a cirurgia e ter feito o cadastro na secretaria de saúde do município onde mora. O ex-militar Nivaldo dos Santos fez o eletrocardiograma e se prepara para uma cirurgia de vesícula. “Quero agradecer a essa parceria da Prefeitura com o Governo do Estado. Estou parado em casa porque sinto muita dor. Não consigo trabalhar, não consigo viajar. Agora a cirurgia está garantida”. 

Parceria 

Para a prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, a parceria do Governo do Estado com o governo municipal é fundamental para atender a toda a região metropolitana. “Fizemos a busca ativa por meio da regulação, que a gente tinha um cadastro anterior, utilizamos também nossos agentes comunitários de endemias, colocamos carros de som, fizemos uma grande divulgação para que as pessoas fossem alcançadas. O resultado está aí, nós temos muito mais gente do que o esperado”, ressaltou. 

É preciso também ficar atento para os exames que precisam ser levados já prontos. Segundo o coordenador do mutirão, Deleon Francisco, todas as pessoas de 14 a 65 anos precisam levar o cartão do SUS com os exames pré-operatórios de uréia, creatina, TPA, glicemia em jejum, hemograma com validade de seis meses. “Após a avaliação do cirurgião, a pessoa já sai daqui com a data, horário e local da cirurgia marcados”. 

Para os procedimentos, o Governo do Estado disponibiliza a equipe médica e toda a estrutura para as cirurgias, além do acompanhamento do paciente após a execução. Os atendimentos médicos serão realizados nos hospitais estaduais e nas unidades complementares de cada região da Bahia. Isso permite que o paciente tenha maior comodidade e não faça grandes deslocamentos. As prefeituras serão responsáveis por garantir o acesso dos pacientes às cidades onde serão realizados os procedimentos.

 

Foto: Elói Corrêa/GOVBA

Deputados federais e senadores se solidarizam com Rui

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

solidariedadedeputadosruiDeputados federais da base e os senadores Otto Alencar, Lídice da Mata e Roberto Muniz manifestaram solidariedade ao governador Rui Costa em virtude do boicote que o Governo do Estado tem sofrido com relação à liberação de recursos da União para obras importantes na Bahia, principalmente recuperação de estradas. Na avaliação dos parlamentares, o bloqueio de R$ 1,5 bilhão pelo Governo Federal junto ao Banco do Brasil e Banco Europeu é fruto de um movimento extremamente grave e mesquinho, liderado pelo DEM e PSDB. Também estiveram na pauta do encontro, realizado na Governadoria ao longo da tarde desta segunda-feira (31), investimentos internacionais que estão sendo captados pelo Governo do Estado e outras demandas da Bahia junto à União. 

O governador Rui Costa voltou a externar sua opinião sobre o melhor caminho para o país sair da crise econômica e política: "Não tenho dúvidas em defender eleições diretas. É o que a sociedade deseja. É o que o povo quer. Será uma chance história para a retomada da credibilidade", afirmou Rui. A votação da admissibilidade da denúncia contra o presidente Michel Temer, que acontece esta semana na Câmara dos Deputados, também entrou na pauta e ficou acordado que cada partido vai definir seu caminho. Foi unânime a opinião dos participantes que Temer e Rodrigo Maia são políticos que se igualam na forma como conduzem a política e a gestão do país. 

Participaram da reunião os deputados Afonso Florence, Alice Portugal, Antonio Brito, Bacelar, Bebeto Galvão, Caetano, Daniel Almeida, Félix Mendonça, João Bacelar, Jorge Solla, José Carlos Araújo, José Nunes, José Rocha, Marco Medrado, Nelson Pelegrino, Roberto Brito, Robinson Almeida, Ronaldo Carletto, Sérgio Brito, Valmir Assunção e Waldenor Pereira, além dos secretários Jaques Wagner, Fernando Torres e Josias Gomes. Os deputados Cacá Leão, Davidson Magalhães, Mário Negromonte e Paulo Magalhães estavam fora do estado e não puderam participar do encontro. O vice-governador João Leão realizou procedimentos médicos e também não pode estar presente.

Secom Bahia Fotos: Amanda Oliveira/GOVBA

Quarta turma do Partiu Estágio deve se apresentar até 8 de agosto

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

Partiu Estágio 2017Os estudantes universitários convocados para a quarta turma do Programa Partiu Estágio devem ficar atentos. O prazo para entrega de documentos e apresentação nos órgãos onde irão estagiar termina na próxima terça-feira, dia 8 de agosto. De acordo com a nova lista, 297 estudantes foram convocados pelo e-mail informado durante a inscrição. Desde o lançamento do projeto, em abril deste ano, já foram convocados 4.224 jovens para estagiarem no serviço público. A lista da quarta convocação está disponível no site da Secretaria da Administração – Saeb (www.saeb.ba.gov.br).

O programa é uma iniciativa da administração estadual baiana que garante acesso a oportunidades de estágio aos jovens universitários de instituições federais, estaduais e privadas da Bahia que ainda não conseguiram se inserir no mercado de trabalho. É prioritário para estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e para aqueles que tenham estudado todo o ensino médio em escola pública ou com bolsa integral na rede privada.

Para assegurar o estágio no Governo do Estado é preciso que o estudante apresente a documentação, como descrito em edital. Ainda de acordo com o edital, o estudante que não se apresentar no órgão ou entidade dentro do prazo estipulado perderá a vaga de estágio.

Confira abaixo a lista de documentos necessários:

- Comprovante de residência

- Original e cópia da Carteira de Identidade

- Original e cópia do Cadastro de Pessoa Física – CPF

- Original e cópia de carteira de identidade do representante legal ou do termo de guarda expedida por autoridade judicial, se for o caso

- Declaração da instituição de ensino informando o semestre letivo, o turno de estudo, o curso de formação e sua natureza presencial e a conclusão de, no mínimo, 50% do curso

- Comprovante de matrícula e frequência na instituição de ensino

- Declaração própria de que não exerce atividade remunerada em órgão público

- Original e cópia do título de eleitor, se for o caso

- Original e cópia do certificado de reservista, se for o caso

- Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS

- Comprovação de inscrição no CadÚnico, se for o caso

- Histórico escolar do Ensino Médio

- Declaração da escola em que cursou o ensino médio, como bolsista integral, se for o caso

- E-mail convocatório emitido pelo sistema

 

Assessoria de Comunicação Social

Pesquisa aponta que 80% da população quer que justiça apure denuncia contra Temer

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

temerA pesquisa do Ibope, encomendada pela Avaaz, consultou 1mil eleitores para saber o que eles esperam dos deputados na sessão marcada para esta quarta-feira. 81% disseram que o processo deve ser aberto.

A pesquisa foi feita por telefone, com leitores com idade a partir de 16 anos, entre os mais jovens, que tem de 16 a 24 anos, a vontade de tocar a investigação para frente é de quase 90% dos entrevistados e 70% dos que tem 55 anos ou mais também pensam assim.

A pesquisa reflete a forte expectativa da população sobre o que a Câmara vai decidir. Para 73% dos eleitores consultados, o deputado que votar contra a abertura do processo não merece ser reeleito em 2018.

Ou seja, assumir que é contra ou a favor de Temer vai ter impacto direto no resultado das eleições no ano que vem. O levantamento consiste em várias afirmações e as pessoas responderam se concordam, discordam, não sabem ou não querem responder.

A maioria disse que vai respeitar a decisão da Câmara, mas sem esconder que vai ficar indignada se os deputados derrubarem a denúncia. E mais, 79% das pessoas consultadas concordaram com a avaliação de que a denúncia é correta e o deputado que votar contra a abertura do processo é cúmplice, isso mesmo, “cúmplice, da corrupção”.

Com informações da CBN

Sergio Moro: "classe política brasileira não tem interesse em combater a corrupção"

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

juiz federal responsavel pelo operacao lava jato no parana 1417837O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, acredita que falta interesse da classe política brasileira em combater a corrupção. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o magistrado também rebateu as críticas sobre ter fixado benefícios para réus que ainda estão negociando delação premiada. "Lamentavelmente, eu vejo uma ausência de um discurso mais vigoroso por parte das autoridades políticas brasileiras em relação ao problema da corrupção. Fica a impressão de que essa é uma tarefa única e exclusiva de policiais, procuradores e juízes", afirmou Moro.

Moro também defendeu o levantamento do sigilo da interceptação telefônica da conversa entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a então presidente Dilma Rousseff, em 2016. Segundo ele, "as pessoas tinham direito de saber a respeito do conteúdo daqueles diálogos". O responsável pela sentença do ex-presidente Luiz Inácio da Lula Silva também quis esclarecer a questão de haver ou não provas que incriminassem o petista:

"Sobre a sentença do ex-presidente, tudo o que eu queria dizer já está na sentença, e não vou fazer comentários. Teoricamente, uma classificação do processo penal é a da prova direta e da prova indireta, que é a tal da prova indiciária. Para ficar num exemplo clássico: uma testemunha que viu um homicídio. É uma prova direta.Uma prova indireta é alguém que não viu o homicídio, mas viu alguém deixando o local do crime com uma arma fumegando. Ele não presenciou o fato, mas viu algo do qual se infere que a pessoa é culpada. Quando o juiz decide, avalia as provas diretas e as indiretas. Não é nada extraordinário em relação ao que acontece no cotidiano das varas criminais".

Questionado sobre as críticas do ministro Gilmar Mendes à Lava Jato (o ministro disse que a operação criou um "direito penal de Curitiba", com "normas que não têm a ver com a lei"), Moro afirmou que não faria réplica ao discurso de Mendes. "Não seria apropriado. Juízes têm entendimentos diferentes. Não obstante, nos casos aqui julgados, não há direito extraordinário. Na Lava Jato, para a interrupção do ciclo de crimes, era necessário tomar algumas medidas drásticas –entre elas, por exemplo, as prisões antes do julgamento. E as decisões têm sido, como regra, mantidas", justificou Moro.

Ao responder sobre o que pode representar uma ameaça à Lava Jato, o juiz federal considera que há uma "ausência de um discurso mais vigoroso por parte das autoridades políticas brasileiras em relação ao problema da corrupção".

"Fica a impressão de que essa é uma tarefa única e exclusivamente de policiais, procuradores e juízes. No Brasil, estamos mais preocupados em não retroceder, em evitar medidas legislativas que obstruam as apurações das responsabilidades, do que propriamente em proposições legislativas que diminuam a oportunidade de corrupção. Vejo no mundo político uma grande inércia", afirma.

ESCUTAS LULA E DILMA

A Folha questiona Moro sobre as escutas que envolveram os ex-presidentes Lula e Dilma. "O sr. escreveu que o conteúdo revelava tentativas de obstruir investigações. É possível entender que a medida de tornar público esse conteúdo tinha como objetivo proteger a Lava Jato?".

A reposta de Moro diz que a decisão sobre o levamento do sigilio foi pensando no direito das pessoas em saber a respeito do conteúdo.

"A escolha adotada desde o início desse processo era tornar tudo público, desde que isso não fosse prejudicial às investigações. O que aconteceu nesse caso [dos grampos de Dilma e Lula] não foi nada diferente dos demais. As pessoas tinham direito de saber a respeito do conteúdo daqueles diálogos. E por isso que foi tomada a decisão do levantamento do sigilo.Um efeito indireto ao dar publicidade para esses casos foi proteger as investigações contra interferências indevidas. Afinal de contas, são processos que envolvem pessoas poderosas, política e economicamente. Na prática, pode haver tentativas. Então, tornar tudo público também acaba funcionando como uma espécie de proteção contra qualquer obstrução à Justiça. E isso é muito importante. Foi seguida a Constituição. Dentro de uma democracia liberal como a nossa, é obrigatório que essas coisas sejam trazidas à luz do dia".

O CRIME COMPENSA?

Moro também foi questionado se o crime no Brasil compensaria, pois, na Lava Jato há mais de 150 acordos de delação premiada e muitos dos colaboradores ficarão presos por dois anos. Logo parte deles vai voltar às ruas.

"A colaboração de criminosos vem com um preço: ele não colabora senão pela obtenção de benefícios. Isso faz parte da natureza da colaboração. Muita gente não tem acordo nenhum, continua respondendo aos processos, alguns foram condenados, estão presos. Essas pessoas também vão sair da prisão um dia. Faz parte do sistema. O que acho que tem que ser comparado é que, no passado, como regra, o que havia era a impunidade. As pessoas nem sequer sofriam as consequências de seus crimes. Em muitos casos, nem sequer eram descobertas. A sensação de impunidade era ainda maior", respondeu o juiz.

Foto: Divulgação