Deputado devolve os 35 mil que ‘faltavam’ na mala

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

rocha louresFlagrado em imagens correndo com uma mala recheada com 500.000 reais em propina, o deputado federal afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) informou nesta quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) que depositou, em uma conta judicial do STF, 35.000 reais. O valor é exatamente a cifra que estava faltando quando a defesa do parlamentar procurou a Polícia Federal, na segunda-feira, para devolver todo o conteúdo da mala.
Segundo as apurações da Procuradoria-Geral da República (PGR), a quantia de 500.000 reais representava a primeira parcela da propina a ser paga pela JBS. Conforme a delação de Joesley, a empresa enfrentava problemas no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) envolvendo uma disputa entre a empresa e a Petrobras no fornecimento de gás para uma termelétrica em Cuiabá, que pertencia à holding, e queria pagar para que o Executivo defendesse seus interesses no órgão antitruste.
Na noite desta segunda-feira, a defesa de Rocha Loures devolveu a mala de propina aos policiais federais, mas, conforme documento da PF, na sacola de dinheiro devolvida às 21h20 havia 9.300 cédulas de 50 reais, o que totaliza 465.000 reais. Trinta e cinco mil reais simplesmente haviam sumido.
Em ações monitoradas pela PF e que embasam o inquérito em que o presidente Michel Temer é investigado, o deputado foi gravado tratando da propina com o diretor de relações institucionais da JBS, Ricardo Saud, e depois recebendo o dinheiro numa pizzaria de São Paulo no dia 24 de abril. Nas imagens, ele aparece saindo do restaurante às pressas arrastando a mala de rodinhas e a colocando no porta-malas de um táxi — ele havia entrado no estabelecimento de mãos vazias.
O vídeo foi feito depois de Joesley ter gravado Temer em uma reunião fora da agenda oficial no Palácio do Jaburu. No encontro, o presidente indicou Loures como seu interlocutor para tratar de assuntos de interesse do empresário no governo federal. O deputado, que era suplente até março deste ano, trabalhava como assessor do presidente desde 2011. Naquele mês, deixou o Planalto para assumir a cadeira na Câmara deixada por Osmar Serraglio (PMDB-PR), nomeado ministro da Justiça.
 
Por Laryssa Borges/Foto: Divulgação

Homem agrediu namorada após ouvi-la cantar...

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

marilia mendonca...música de Marília Mendonça      
 
 
Um jovem de 23 anos foi acusado de agressão à companheira, de 18 anos, após chegar em casa e ouvi-la cantar a música "Ai que saudade do meu ex", da cantora sertaneja Marília Mendonça. O caso aconteceu em Jerônimo Monteiro, na região Sul do Espírito Santo. Segundo a Polícia Civil, o homem se sentiu ofendido pela música cantada pela jovem e a agrediu com um pedaço de madeira. Ele foi enquadrado na Lei Maria da Penha e responde em liberdade pelo crime, ocorrido no fim do mês de abril. O casal morava junto há dois anos.
De acordo com o depoimento da jovem à Polícia Civil, uma amiga revelou a ela que havia visto o rapaz com uma outra mulher na garupa de sua moto. A vítima, então, foi até a casa da moça para saber o motivo da carona. Depois, retornou para casa e colocou a música para tocar. Segundo ela, o rapaz, então, teria chegado em casa pela madrugada e, ao ouvi-la cantar o refrão "Ai que saudade do meu ex. Ele que era homem de verdade", entrou na residência e começou a discutir com a jovem.
Ainda segundo a vítima, em um determinado momento da discussão, ele perguntou se não seria "homem de verdade", como diz a música e pegou um pedaço de madeira, atingindo a jovem nas costas. Ele ainda desferiu socos e chutes contra ela. De acordo com a Polícia, a vítima ainda arremessou uma pedra na direção do agressor, mas não conseguiu acertá-lo.
A jovem foi levada para uma unidade hospitalar na região e foi liberada com escoriações, mas não teve feridas graves. O homem vai responder em liberdade pela agressão.
 
Extra/Foto: Reprodução/Instagram

Temer revoga decreto que autorizou...

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

...Forças Armadas na Esplanada

Temer 1Militares ocuparam ruas de Brasília após protesto de centrais sindicais terminar em vandalismo. Ministro anunciou que o presidente mandou AGU acionar na Justiça responsáveis pelas depredações.

O presidente Michel Temer revogou nesta quinta-feira (25), por meio de uma edição extraordinária do "Diário Oficial da União", o decreto que autorizou o uso de tropas das Forças Armadas na Esplanada dos Ministérios.

No decreto que revogou o ato anterior, o presidente afirma que, "considerando a cessação dos atos de depredação e violência e o consequente restabelecimento da Lei e da Ordem no Distrito Federal, em especial na Esplanada dos Ministérios", ele decidiu retirar os militares das ruas de Brasília.

O decreto publicado nesta quinta-feira tem apenas dois artigos:

  • Art. 1º Fica revogado o Decreto de 24 de maio de 2017, que autoriza o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem no Distrito Federal;
  • Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 25 de maio de 2017; 196º da Independência e 129º da República.

A decisão se deu menos de 24 horas após a assinatura do decreto que determinou o envio de tropas das Forças Armadas para o Distrito Federal. Na manhã desta quinta, Temer se reuniu, no Palácio do Planalto, com ministros de seu núcleo político e de defesa para avaliar a eventual saída dos militares da Esplanada.

Participaram da reunião com o presidente da República os ministros Raul Jungmann (Defesa), Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral), Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional).

Ações judiciais

Após a publicação da edição extra do "Diário Oficial", os ministros da Defesa e do GSI concederam uma coletiva no Planalto para explicar a decisão de retirar as tropas do centro de Brasília.

Raul Jungmann afirmou aos jornalistas que, ao avaliar que a ordem havia sido "restaurada" na capital federal, Michel Temer determinou a suspensão da operação de garantia da lei e da ordem.

O ministro da Defesa também comunicou que o presidente da República ordenou que a Advocacia-Geral da União acione perícias em todos os imóveis federais da Esplanada dos Ministérios nos quais foram registrados atos de vandalismo para que sejam ajuizadas ações judiciais – cíveis e criminais – contra os autores dos atos de violência.

"A desordem não será tolerada. Não serão toleradas essas manifestações que descambem para o vandalismo e para a violência", enfatizou.

Segundo Jungmann, de 2010 a 2017, foram realizadas no país 29 ações de garantia da lei e da ordem, nas quais as Forças Armadas são enviadas às ruas.

Envio das tropas

ministeriodotrabalhoMichel Temer havia assinado nesta quarta (24) o decreto de garantia da lei e da ordem no Distrito Federal que autorizou o uso de tropas militares na segurança de prédios públicos federais.

A decisão foi motivada pelos tumultos e atos de vandalismo registrados nesta quarta, na área central de Brasília, durante a manifestação organizada por centrais sindicais para reivindicar que Temer deixe o comando do Palácio do Planalto e também para protestar contra as reformas nas regras previdenciárias e trabalhistas propostas pelo peemedebista (assista ao vídeo abaixo).

FOTOSVeja imagens da manifestação em Brasília contra governo Temer

O protesto, que havia iniciado de forma pacífica e reuniu 35 mil pessoas, segundo a Polícia Militar do DF, terminou com 7 presos, 49 feridos e prédios públicos queimados e depredados.

Jungmann informou nesta quarta que seriam usados 1,5 mil militares para cumprir o decreto presidencial – 1,3 mil do Exército e 200 fuzileiros navais.

Presidente da Câmara

Em meio à entrevista, o titular da Defesa foi indagado sobre o fato de ele ter atribuído ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), o pedido para que os militares fossem enviados à Esplanada. Na véspera, foi o próprio Jungmann quem informou que havia sido determinado o uso das tropas para atender a uma solicitação do parlamentar do DEM.

A presença de tropas do Exército nas ruas da capital federal gerou polêmica, especialmente, no Congresso Nacional. Assim que foi anunciado o envio dos militares para a área central de Brasília, deputados da oposição questionaram duramente o presidente da Câmara no plenário da Casa.

O notícia causou discussões e tumulto durante a sessão da Câmara. Maia, porém, disse que havia pedido a Temer o emprego da Força Nacional, e não das Forças Armadas.

Aos jornalistas, Jungmann disse nesta quinta-feira que houve um "mal-entendido".

"Houve um mal-entendido da comunicação. A decisão foi do presidente da República, ouvindo Defesa e GSI. Era absolutamente necessário que ocorresse, e o senhor Rodrigo Maia não tem responsabilidade sobre a decisão", justificou o ministro.

"Esse conflito [de versões] está devidamente esclarecido. A responsabilidade foi nossa", acrescentou.

Oposição

exercito brasiliaInconformados com a autorização para as Forças Armadas policiarem o centro de Brasília, parlamentares da oposição chegaram a apresentar projetos na Câmara e no Senado com o objetivo de derrubar o decreto editado nesta quarta pelo presidente da República.

Além disso, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) mandado de segurança contra o ato da Presidência da República.

Na ação, o parlamentar pedi que a Suprema Corte derrubasse o decreto, argumentando que a medida só cabia “quando esgotados todos os meios normais para o reestabelecimento da lei e da ordem”.

O mandado de segurança, que perdeu o objeto com a revogação do ato anterior do presidente da República, será analisado pelo ministro Dias Toffoli.

Rollemberg

No mesmo dia em que Michel Temer deu aval para os militares ocuparem a Esplanada dos Ministérios, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), divulgou uma nota na qual classificou de "medida extrema" o decreto presidencial. Rollemberg ressaltou no comunicado que a decisão do Planalto não teve "anuência" do governo do DF.

Responsável pela segurança institucional do Palácio do Planalto, o general Sérgio Etchegoyen contradisse o governador. Na versão do ministro do GSI, a conversa com o governo do Distrito Federal foi "absolutamente harmônica" quanto ao uso do Exército para reforçar a segurança na região central de Brasília.

"Não vou criar uma querela com o senhor governador do Distrito Federal. A conversa conosco foi absolutamente harmônica. Não vamos imaginar que há uma briga com a polícia do DF", destacou.

 

Fonte: Gustavo Aguiar, G1, Brasília

 

 

 

"A Bahia não se deixará asfixiar pela crise".

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

Foto Manu Dias GOVBA"A Bahia não ficará de joelhos e não se deixará asfixiar pela crise. Nós continuaremos de pé e sendo admirados no país inteiro". A frase do governador Rui Costa foi um dos destaques do discurso realizado nesta quarta-feira (24), durante a formalização de parceria com 126 municípios baianos para a recuperação de 3 mil quilômetros de rodovias. "Muitos se perguntam como é que eu estou conseguindo fazer tanto com tão pouco e tão rápido. Não há segredo, apenas muito trabalho. Juntos nós vamos superar as dificuldades e haveremos de orgulhar muito o povo da Bahia", afirmou.

Ainda no evento, realizado em Salvador, Rui propôs uma reunião com todos os governadores do País para discutir uma solução destinada a tirar o Brasil da crise. "Quem ama o Brasil, quem de fato está na política por amor às pessoas, não pode ter apego ao cargo. Se a eleição for antecipada, eu topo abreviar o meu mandato porque acima dos meus interesses políticos estão os interesses do povo baiano e brasileiro", acrescentou. 

 

 

 

 

Fonte: Secom/Bahia

Foto: Manu Dias/GOVBA

Bancada de Oposição quer explicação de Paulo Câmara

Escrito por Luiz Washington . Publicado em Nacional

Paulo Câmara e Geraldo JúlioEm nota divulgada nesta segunda-feira (22) a Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) cobra explicações do governador Paulo Câmara (PSB) e do prefeito Geraldo Júlio (PSB) sobre as declarações do executivo da JBS, Ricardo Saud.

As declarações envolvem o PSB pernambucano, Saud afirma ter sido procurado por Paulo Câmara e pelo prefeito Geraldo Júlio para tratar de doações da empresa para a campanha de 2014 e que teriam liberado R$ 1 milhão para a campanha do governador.

“Saud fala, inclusive, em ter recebido, na sede da empresa, ao lado do empresário Joesley Batista, o governador do Estado e o prefeito do Recife. Li atentamente as notas divulgadas por Paulo e Geraldo e, no entanto, em nenhum momento vi nenhuma referência ao encontro. De fato, houve ou não esse encontro com o delator? E se houve, e não foi tratado nada relacionado à campanha, o que o governador de Pernambuco e o prefeito da Capital foram tratar na sede da empresa”, questionou, Silvio Costa Filho (PRB).Os parlamentares lembraram ainda que essa não foi a primeira vez que o PSB pernambucano e seus quadros são citados em delações ou envolvidos em operações da Polícia Federal.

O PSB de Pernambuco, segundo a nota, já foi citado nas delações de Marcelo Odebrecht e outros executivos da construtora, além de terem sido alvo de sete operações da Polícia Federal. Foram cinco no âmbito da Lava-Jato (Vórtex, Filhotes, Vidas Secas, Politeia e Catilinárias) e duas que tratam especificamente de questões locais (a Fair Play, que investiga irregularidade na construção da Arena Pernambuco, e Turbulência, que apura um suposto esquema de corrupção que teria movimentado cerca de R$ 600 milhões desde 2010).

Foto: Divulgação