
Sim, eles podiam vencer, mas não quiseram! Preferiram ferir o que tanto idolatram A verdade desumana, o caos instalado, a vergonha E agora pensam no que fizeram Será que adianta?
Não entenderam a frase, muito menos o verso Cuspiram na própria identidade Tramaram até contra o universo Será que adiantou?
Assassinou em outra América, a sua! Assinou a sentença de morte sem saber Entendeu que não era assim já tarde Enquanto continua cuspindo vaidade!
O medo por vezes acompanha, é um covarde!
Atira tanto contra os outros atrás das telas Desconfio que seja uma aquarela E nem sabe mais quais cores defender Se eu pudesse te dar um conselho, o faria Esqueça os dogmas, outra América e sua geografia Tente uma salvação mais digna que você Refugie-se na poesia!
Paulo Carvalho é jornalista, poeta e escritor.

