
Próximo ao pleito de 2026, as eleições gerais para presidente, governador, deputados estadual e federal e senador, ficando de fora somente prefeitos e vereadores, já se desenham as futuras candidaturas aos cargos eletivos dos 26 estados e distrito federal, e também as vagas para o Congresso Nacional (câmara e senado). E os ritos eleitorais começam a tomar forma, mais por parte dos políticos do que por parte do eleitor, que mesmo sondado por pesquisas de intenção de voto, não se vê muito animado a participar de tal rito.
E o eleitor não está animado – e isso vem acontecendo desde as eleições anteriores – se deve ao fato da falta de credibilidade, e por que não dizer da falta de caráter mesmo de certos candidatos que se apresentam já “velhacos” da velha política que nunca se renova, e não estamos falando de idade, mas de falta de maturidade política e a incapacidade de se renovar, tanto politicamente quanto socialmente, falando a língua do povo, no meio do povo, e compartilhando com o povo as suas angústias, expectativas, e a crença num país que não seja do futuro, mas do presente.
Falar sobre isso, “país do presente” parece chover no molhado, mas pense bem, caro eleitor, já tivemos experiências caóticas que estavam nos levando a um passado sem volta, com atos antidemocráticos e contra a nação, e o futuro “que não é mais como era antigamente” (citando “Índios” da banda de Brasília Legião Urbana) é ali logo em frente, porque não é sabido acreditar num futuro a espera de acontecer, é preciso entender que o presente é o futuro em construção.
Mas, fora a teoria das metáforas, o nosso país que já passou por tantas crises, não se cansa de lutar contra o suicídio político, e graças ao seu povo que, embora assediado pelas redes sociais, e uma infinidade de parafernália digital, ainda é politizado, ainda estuda, pesquisa, lê, e não são somente os mais velhos na política que fazem isso, pelo contrário os mais jovens estão dando uma aula nesse quesito, isso por causa da militância cada vez mais forte, do engajamento dos artistas, da cultura revitalizada e abrangente, e um número maior de cabeças pensantes.
Um descrente qualquer vai dizer que não é verdade essa militância politizada dos mais jovens, e o que eles são mesmo é um bando de alienados sugados pela IA – Inteligência Artificial, e que em tempos sofríveis de fake news espalhadas pelas redes estão cada vez mais vulneráveis e acessíveis à desinformação. Pode até ser, mais as pesquisas mostram um cenário diferente e mais animador desse “retrato da juventude”, jovens que se reúnem em clubes de leitura, assistem filmes históricos sobre a realidade do país, seguem perfis literários e estão mais engajados na militância partidária.
Bem, os institutos de pesquisam também erram (para mais ou para menos) também em relação aos futuros candidatos que se encontram em pré-campanha, e falando em “pesquisas”, como as fontes se multiplicaram desde as últimas eleições, e muitos desses institutos são contratados pelos próprios candidatos e seus partidos ou por instituições outras interessadas em apoiar os seus escolhidos.
Os ritos eleitorais estão aí nas ruas e os seus pupilos políticos de olho em vocês, eleitores.
Prestem atenção!

