
Para o ex-ministro Geddel Vieira Lima, o MDB, partido que lidera na Bahia, já conquistou o seu espaço na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT), na medida em que ocupa a posição atualmente com Geraldo Júnior. Ele afirmou que as demais siglas da base é que estão preocupadas em correr atrás para ocupar o mesmo espaço em 2026.
“Eu vou lhe dizer: essas precipitações (sobre 2026) são naturais mais no campo da imprensa do que no nosso. Eu já lhe disse: o MDB está na chapa, já tem o vice-governador. Quem quer tirar o MDB são os outros partidos. Os outros que têm de correr atrás. Somos da posição de que em time que está ganhando não se mexe”, afirmou Geddel ao Política Livre.
As declarações do ex-ministro foram dadas durante o encontro organizado pelo MDB com prefeitos eleitos pela legenda este ano. Na ocasião, ele salientou que a sigla vai manter a indicação de Geraldo Júnior para a chapa de Jerônimo à reeleição. Na avaliação de Geddel, a derrota do vice-governador em Salvador, no pleito deste ano, não gera “impedimentos e nem constrangimentos.”. “São duas eleições totalmente diferentes, meu Deus”.
O ex-ministro frisou que o MDB, que elegeu ou reelegeu 32 prefeitos este ano, chegará mais unido a 2026, “fortalecendo a reeleição de Jerônimo”. “As dissidências que tivemos em 2022, que respeitamos, ocorreram mais pelo fato de que tínhamos uma posição que foi rompida e não dava simplesmente para dizer para todos virem conosco. Agora já há o tempo para entender qual é a posição da direção partidária e a necessidade de se aproximar do governo, como é a vontade majoritária do partido”.
Um dos prefeitos eleitos do MDB que já sinalizou, no evento de hoje, o interesse em ingressar na base de Jerônimo foi Eduardo Hagge, de Itapetinga. Ele foi apoiado por ACM Neto (União) e o atual gestor da cidade, Rodrigo Hagge (MDB), está no grupo da oposição.
Ontem, o site já havia antecipado que um dos principais objetivos do evento de hoje, apesar do caráter técnico, seria o de enviar uma mensagem de união do MDB em torno do governador. A estratégia mira também tentar assegurar o espaço da legenda na chapa majoritária. Jerônimo participou do encontro e fez afagos a Geddel e ao partido aliado.
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