Possível cobrança de IPVA para bicicletas gera polêmica

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A possível cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para bicicletas tem movimentado os bastidores políticos e gerado debate entre ciclistas, especialistas em mobilidade urbana e representantes do setor tributário. A discussão ganhou fôlego após reportagem do portal O Antagonista divulgar que a proposta estaria sendo considerada como forma de ampliar a base de arrecadação estadual, diante do aumento no uso de bicicletas, especialmente nas grandes cidades.

Atualmente o IPVA é aplicado apenas a veículos automotores, ou seja, que possuem motor próprio para locomoção, como carros, motos e caminhões. Bicicletas convencionais, por não se enquadrarem nessa categoria, estão fora da cobrança. No entanto, a crescente popularização das bicicletas elétricas e o avanço do mercado de bikes de alto custo têm sido usados como argumento por alguns legisladores para equiparar a tributação ao de veículos de luxo.

A proposta, porém, tem sido alvo de críticas. Especialistas apontam que a medida poderia desestimular o uso de bicicletas, impactando negativamente políticas públicas voltadas à mobilidade sustentável. Além disso, o custo adicional afetaria diretamente trabalhadores e estudantes que dependem do modal para se locomover, sobretudo nas periferias urbanas. Ambientalistas também alertam que a medida pode representar um retrocesso, ao incentivar a permanência de veículos poluentes nas ruas e desencorajar práticas saudáveis e menos agressivas ao meio ambiente.

Por enquanto, não há qualquer lei federal que obrigue o pagamento de IPVA sobre bicicletas no país. Ainda assim, o debate deve seguir nos próximos meses, colocando em pauta o equilíbrio entre arrecadação fiscal, justiça tributária e sustentabilidade urbana.

(Fonte: Bnews)

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