
O espetáculo tem estreia em Juazeiro nos dias 18 e 20 de setembro no CCJG.
Após mais de dez anos afastados da cena teatral de Juazeiro os atores Celso Abude, Elson Campos e Agamenon Alves, da Cia teatral Nego D’Água, se reencontram na montagem do espetáculo “O Cego e o Louco” que chega ao palco do Centro de Cultura João Gilberto (CCJG) em Juazeiro nos dias 18 e 20 de setembro, às 20:00 horas.
Da obra de Cláudia Barral e direção de Agamenon Alves, o drama “O Cego e o Louco” traz uma temática ainda atual e a percepção da inclusão social de pessoas com deficiência visual na sociedade.
De acordo com Agamenon Alves, a peça mostra também o que acontece com muita gente ainda nos dias de hoje. “Fala da deficiência visual que para as famílias de parente que é cego você vai ver a importância que é levar esse espetáculo para o público, que vai de 16 a 90 anos”, disse o diretor, acrescentando a relevância do tema para uma reflexão. “Sair do teatro com essa reflexão pra trazer de volta a união da família, essa é a importância do nosso espetáculo”.
Para o diretor, reencontrar com amigos nessa montagem depois de mais de dez anos, trabalhar com eles, está sendo valoroso para o teatro que fazemos aqui em Juazeiro. “Quando Celso e Elson me convidaram para dirigir esse espetáculo, quando eu vi esse texto me identifiquei pelo fato de que eu tenho parente que tem deficiência visual, e quando eu entrei no palco com eles eu percebi o quanto é importante trabalhar com atores engajados, e esses atores estão de parabéns”, pontuou.
O convite aos amigos para encenar “O Cego e o Louco”, marcando o seu retorno ao palco do CCJG em Juazeiro partiu do ator Celso Abude, longe da cidade por mais de dez anos, e agora feliz com esse espetáculo. “Elson Campos foi quem me apresentou esse espetáculo e quando eu li me apaixonei pelo conteúdo. Ele aborda vários temas como a questão do irmão cego e do outro irmão louco, o convívio de duas pessoas que vivem um grande dilema, e esse espetáculo ele também é um desafio para mim porque estou retornando aos palcos depois de 20 anos, e a gente está muito feliz com esse espetáculo”, concluiu.
Para o ator e comediante Elson Campos o retorno aos palcos vem de uma longa pausa em encenações públicas, e agora com esse espetáculo podendo reencontrar velhos amigos do teatro, é de uma satisfação enorme. “Eu e Celso Abude fizemos teatro na década de 90, com Os Adoráveis Comediantes, hoje eu estou retornando ao teatro, dez anos sem pisar no palco”, lembrou Elson.
O ator recorda também a primeira vez que tentou montar o espetáculo “O Cego e o Louco”, e a autora não permitiu por conta de sua pouca idade, o que o frustrou no passado.
“Eu tinha vontade de montar essa peça há muito tempo, eu conheci “O Cego e o Louco” eu tinha cerca de 22 anos e eu entrei em contato com a autora Cláudia Barral e eu pedi autorização para montar o espetáculo, e ela disse que eu era muito novo para montar esse espetáculo, e eu fiquei com esse espetáculo guardado, e agora aos 48 anos eu apresentei o texto a Celso Abude e ele se apaixonou e aí estamos com essa montagem”, finalizou.
Paulo Carvalho/Da Redação

