Dermatologista alerta sobre período de aumento de potós que causam queimaduras de até 2º grau

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Especialista do IDOMED traz orientações sobre como se prevenir dos efeitos adversos causados pelo inseto.

O período mais quente do ano já começou e com as altas temperaturas surgem os alertas quanto à aparição frequente do potó, inseto que, em contato com a pele humana, pode causar queimaduras de até segundo grau. Infestações começam com o aumento do calor no Nordeste brasileiro. Isso porque o inseto tem preferência por locais quentes.

“Os potós aparecem mais no período mais quente e úmido do ano porque é a fase de reprodução e maior atividade deles. A umidade e o calor favorecem o crescimento das plantas e insetos dos quais eles se alimentam, aumentando também sua movimentação. Durante os meses mais frios ou secos, os potós tendem a ficar mais escondidos e com menos atividade”, explica Fernanda Ayres, médica dermatologista do Instituto de Educação Médica (IDOMED).

A especialista acrescenta ainda que os potós são insetos noturnos, atraídos por luzes. Não picam nem mordem: o contato com a pele acontece de forma acidental, porque diferente do que a maioria das pessoas acredita, o potó libera uma secreção tóxica que causa queimaduras ao ter contato com o corpo.

Fernanda Ayres reforça os cuidados que a população precisa ter nesse período, como verificar bem os lençóis e as roupas de cama antes de dormir. “É importante manter janelas e portas fechadas ou usar telas de proteção, principalmente à noite. Evitar deixar luzes acesas desnecessariamente, especialmente perto de janelas. Usar cortinas ou persianas nas janelas iluminadas, além de manter o ambiente limpo e sem frestas onde os potós possam se esconder”, informa a médica dermatologista.

Ainda segundo a especialista, caso haja contato com o inseto, a orientação é lavar o local com água e sabão e colocar compressas frias sobre a região afetada. “Lave imediatamente o local com água e sabão, sem esfregar. Pode-se aplicar compressas frias e pomadas anti-inflamatórias ou com corticoide leve (apenas com orientação médica). Em casos mais graves (grande área, infecção secundária, bolhas intensas) deve-se procurar um médico dermatologista”, orienta Ayres.

O inseto é capaz de provocar lesões que se assemelham a uma queimadura por fogo ou produto químico. A médica enfatiza também que não é recomendado esmagar o besouro ao vê-lo sobre a pele de alguém para que não haja a liberação do líquido que causa queimaduras.

“A queimadura é causada por uma substância tóxica chamada pederina, presente no corpo do inseto. Quando ele é esmagado contra a pele, essa substância entra em contato com a região e provoca uma dermatite irritativa, com vermelhidão, ardor, bolhas e até feridas que lembram queimaduras químicas”, esclarece Fernanda Ayres.

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