
A Justiça do Rio de Janeiro condenou, nesta sexta-feira (7), a mulher que matou carbonizada a professora que namorou com sua filha de 14 anos. O crime aconteceu em 2023, quando Paula Custódio Vasconcelos, agora condenada a 64 anos de prisão, sequestrou e matou Vitória Romana Graça.
A acusada teria contado com a ajuda do seu irmão Edson Alves Viana Junior, que responde outro processo, e também da filha, que é ex-namorada da vítima e foi apreendida.
Conforme o Ministério Público do Rio de Janeiro, juntos eles sequestraram a professora, exigiram resgate, roubaram pertences e posteriormente Vitória foi estrangulada, tendo o corpo incendiado em seguida.
Ao justificar a condenação, a juíza Alessandra da Rocha Lima Roidis destacou o motivo torpe e surpreendente. Isso porque a acusada queria que o relacionamento continuasse, mesmo com a diferença de 12 anos de idade entre sua filha e a professora na época.
“O crime de homicídio foi cometido por motivo torpe, uma vez que a denunciada Paula não aceitava o fim do relacionamento amoroso entre a vítima e sua filha, […] já que, com o rompimento da relação, a denunciada Paula deduziu que a vítima iria parar de ajudar financeiramente a família”, diz a setença.
Além de homicídio, a mãe da adolescente foi condenada também por ocultação de cadáver, extorsão mediante sequestro, extorsão, roubo duplamente majorado e corrupção de menores. Paula não tem direito a responder em liberdade.
“A apenada não faz jus ao direito de apelar em liberdade, pois respondeu ao processo presa e assim deve permanecer, pois inexiste motivo que justifique a revogação da prisão neste momento, até mesmo porque a acusada pode querer se esquivar da aplicação da lei penal, agora mais certa do que antes desta sentença condenatória”, explica a magistrada.
Por Tiago Di Araújo/Foto: Reprodução / Redes Sociais

