Eu decido, tu decides, nós decidimos!

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Mês passado, ao fazer uma simples pesquisa nas minhas redes sociais sobre qual seria o assunto mais urgente a ser tratado/apresentado na minha próxima live no Instagram, o resultado mencionou a ‘dificuldade das pessoas em tomar decisões’.

Essas indecisões podem ocorrer em diversas áreas da nossa vida, como escolher uma carreira promissora, formar uma família harmoniosa, cuidar da saúde, administrar as finanças, romper um relacionamento tóxico ou buscar ajuda amiga. 

Na realidade estamos tomando decisões a todo momento, e a cada escolha há uma consequência, positiva ou negativa: aquela que traz crescimento pleno e aquela que nos faz padecer amargamente. Cada um carrega a sua cruz de cada dia.

Isso pode soar estranho, mas estou dizendo com profundo respeito e atenção às peculiaridades de cada ser humano. Então, qual é a decisão mais desafiadora que você está enfrentando neste exato instante, minha amiga e meu amigo? 

Primeiramente, para que o nosso entendimento seja mais amplo, é importante saber a origem da palavra decisão. Segundo o Dicionário Etimológico Houaiss da Língua Portuguesa, vem do latim decidere ‘cair para um lado’ — é comparada a uma balança que se inclina com o peso que colocamos.  

– Genivaldo, meu filho, preciso ir à casa de sua irmã Geruza. Tenho que vê-la, porque faz muito tempo que não a vejo e estou morrendo de saudade dela. Vamos, o Parque Residencial é longe demais para irmos a pé. Pega a moto de Ludugero e vamos logo!

– Bom dia, mãe. Mas qual o motivo de vocês estarem aqui me incomodando a essa hora? Trouxe algum dinheiro, mãe? Vai fazer aquele empréstimo de trezentos mil reais para mim? Se não tiver nada a oferecer, pode ir logo saindo de mansinho da minha casa.

– Filha, por que você sempre me trata assim? Uma vez você me disse que se eu morresse você não sentiria um pingo de falta. Por que essa indiferença Geruza ingrata?

– Não quero nem saber, mãe. Caia fora da minha casa, sua velha! Sai, sai!

– Está bem, minha filha. Não se preocupe, estamos saindo. Preciso tomar uma decisão como mãe e dar um corretivo em você. Onde está a sua honra comigo?

Esse pequeno recorte mostra as diferentes faces da decisão executada em família. Aqui, vale recordar o que disse Abraham Lincoln: “quase sempre a maior ou menor felicidade depende do grau de decisão de ser feliz”. Isso é incrível, porque você decide!

É por isso que Anthony Robbins, sustentando essa ideia, deixou registrado que “é nos momentos de decisão que o seu destino é traçado”. Somos o resultado de todas as decisões que tomamos, boas ou ruins. Quando são escolhas acertadas, o universo flui a nosso favor; mas, quando não acertamos, o resultado é amargo e precisamos aprender com isso para seguir em frente.

Se um dia cair, não permaneça caído no abismo da indecisão; levante-se e decida. Lembre-se de que tudo tem o seu propósito, e para Albert Einstein “toda decisão acertada é proveniente de experiência. E toda experiência é proveniente de uma decisão não acertada”.

– Olá, boa tarde! Sou a professora Maricota, coordenadora desta escola. Hoje, na abertura do ano letivo de 2026, teremos a honra de ouvir o nosso novo professor de matemática.

– Boa tarde a todas e a todos. Para inspirar nosso ano, parafraseio Émile Coué: ‘Todos os dias, sob todos os aspectos, vou cada vez melhor!’

– Gratidão, professor novato. Vamos ouvir agora o nosso próximo palestrante. O professor ‘Inveja-Pura’.

– Bem, primeiramente, quero discordar desse professor e de sua fala de autoajuda. Não vejo pontos positivos nas palavras dele. Coordenadora Maricota, a senhora concorda comigo?

– Em partes, professor ‘Inveja-Pura’. Uma coisa é ser sincero demais, outra é ser cruel e maligno. Essa ideia de crítica construtiva que adoece as pessoas é um crime bárbaro. Onde tem nobreza nisso?

Nesse ponto da nossa conversa, vale citar o que Paulo Coelho escreveu em seu livro Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei: “Todos os dias Deus nos dá um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. O instante mágico é o momento em que um ‘sim’ ou um ‘não’ pode mudar toda a nossa existência”.

Tomar uma decisão complexa pode mudar as nossas vidas. Para melhor ou para pior. É com esse pensamento que Napoleão Bonaparte explica que “nada é mais difícil e, portanto, tão precioso, do que ser capaz de decidir”. Seja qual for a sua escolha, não tome uma decisão precipitada. Respire fundo, bem fundo…

Não se esqueça, queridos amigos, que ninguém pode tomar decisões importantes por você. Como nos relembra Machado de Assis: “A vida é cheia de obrigações que a nossa vontade aceita ou transfere a outrem; e essa transferência é uma das condições sociais”.

Portanto, queridas amigas e queridos amigos, decidir é um direito de todos nós. Que vocês tenham excelentes escolhas em 2026! Mas, se estiverem em dúvida, não decidam. Isso pode ser muito perigoso.

(Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Provérbios 3:5). 

Professor Josiel Bezerra