Executivo volta atrás sobre dragagem e desestatização de trechos de rios após protestos de indígenas. Decreto buscava usar modal aquaviário como corredor logístico para exportação de produtos agropecuários

O governo federal revogou nesta terça-feira (24) o decreto que previa a inclusão de três hidrovias da Amazônia no PND (Programa Nacional de Desestatização). A decisão ocorreu após reunião entre ministros e lideranças de povos do Tapajós, Tocantins e Madeira na segunda-feira (23).
A medida foi anunciada um dia depois de o Planalto suspender uma licitação para a dragagem do rio Tapajós, após protestos de indígenas na sede da Cargill em Santarém (PA). Para lideranças, a concessão de trechos do corpo d’água para a passagem de embarcações do agronegócio pode afetar seu curso e pôr em risco comunidades e a biodiversidade da região.
Neste texto, o Nexo explica qual o histórico do caso e por que o governo decidiu revogar a concessão de hidrovias na Amazônia.
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