Roberto Carlos diz que Federação PT, PCdoB e PV projeta eleger até 20 deputados estaduais na Bahia em 2026

Cidades Juazeiro

O deputado estadual Roberto Carlos (PV) afirmou que a federação formada por PT, PCdoB e PV (Brasil da Esperança) projeta eleger entre 15 e 20 parlamentares para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nas eleições de 2026. A declaração foi dada nesta quarta-feira (11), ao comentar as avaliações internas dos partidos sobre a formação da chapa proporcional.

Segundo o parlamentar, o cenário eleitoral tem se tornado mais complexo desde o fim das coligações proporcionais, o que, na avaliação dele, dificulta estimativas mais precisas sobre o desempenho das legendas. A declaração foi feita na manhã desta quarta-feira (11) durante conversa com jornalistas.

“Toda eleição é muito complexa. Até mesmo porque no momento que acabou as coligações, ficaram mais difíceis você fazer um prognóstico de qual o coeficiente eleitoral, qual é o partido melhor para ser eleito. Mas na Federação entre o PT, PCdoB e PV, há uma quantidade boa de candidatos. Isso pode facilitar os deputados, essa federação eleger, no mínimo, que nós estamos discutindo isso, no mínimo de 15 e pode chegar até 20 deputados estaduais. Quer dizer, com muitos candidatos do PT, do PCdoB e do PV, a gente pode fazer o maior número de partidos”, afirmou. As informações são do Bahia Notícias/Mauricio Leiro / Gabriel Lopes.

Ele acrescentou que as projeções levam em conta estimativas internas sobre o coeficiente eleitoral, embora ressalte que os cálculos ainda não são definitivos. “Claro que a gente tem discutido que o mínimo dessa coligação é 50 mil votos para eleger o último deputado. Mas não é uma coisa científica, não é uma coisa concreta. A gente fala, mas sem muita base, porque os números em matemática não se discutem”, disse.

Durante a entrevista, Roberto Carlos também comentou especulações sobre uma possível saída do PV para retornar ao PDT, legenda à qual foi filiado por mais de três décadas. O deputado descartou a mudança e afirmou que pretende permanecer com os verdes.

“Eu estou muito bem, confortável no PV, tenho uma relação muito próxima com o nosso ex-ministro Edson Duarte, com o presidente do partido do PV, Ivanilson [Gomes], e não tem por que eu sair do partido. Estou tranquilo e confortável, um partido que eu aprendi a gostar e vou continuar no PV”, declarou.

O parlamentar confirmou que recebeu convite para retornar ao PDT, feito pelo presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, mas afirmou que decidiu permanecer no PV.

“O PDT já veio para a base de Jerônimo Rodrigo, já tem um ano e pouco. Houve o convite do presidente nacional Carlos Lupi para que eu pudesse entrar no PDT. Eu realmente pensei, mas eu não sou homem de estar num partido hoje e amanhã estar em outro. Na minha vida de nove mandatos, três de vereador e seis de deputado, eu só pertenci a dois partidos. O PDT, por 32 anos, e agora o PV, por quatro anos, e devo continuar no PV porque realmente é um partido que eu escolhi, me sinto muito bem e estar na base aliada do governador Jerônimo. Eu não tenho motivo nenhum de sair para outro partido”, finalizou.

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