O PT ainda é um dos poucos partidos que pensam

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A reportagem da Globo no Dia do Trabalho sobre a nova China foi objeto de uma renovada atenção para onde caminha nossa economia. Caminha, sim, porque a economia é um seguimento móvel e mexe-se como um ser vivo, tudo depende da ciência, da cultura e dos adventos externos (guerras, depressões, avanços científicos, necessidades, etc…).

Falo em renovada atenção, porque há mais de 40 anos, quando visitei a China, escrevi o livro “Brasil Alerta: Psicoses Socialistas”, onde já antevia uma sociedade em alteração de rumo. O multilateralismo que hoje o presidente Lula persegue, a preservação de nossas terras raras, de nossas múltiplas formas renováveis de energia, é a única forma para entrarmos nessa revolução superindustrial para banir a fome, a doença, a ignorância e a brutalidade. Precisamos de ajudas, como muletas: mais do que economistas, sociólogos e filósofos.

Os norte-americanos ficaram ancorados num sistema imperial e mudar para um outro sistema implicaria em grandes custos, é mais uma questão de inércia confortável do que técnica.

A simplificação tributária que proponho acabaria com esse imposto declaratório (IVA) em que, por incrível que pareça, estamos querendo aperfeiçoar o obsoleto. Podemos dizer, fora esses escorregões como a EC 132/23, temos tentado contornar através de uma esquerda liberal (termo criado por mim), mistura do social (Estado) e economia de mercado. Vejam o esforço que o Itamaraty está empreendendo para um novo mundo solidário.

Está na hora de darmos um grande salto para o futuro, enquanto o mundo “desenvolvido” nada em mares imagináveis confortavelmente sobre tarifas e ameaças — hoje mais do que nunca — enquanto o resto do planeta, quando não omisso, deleita-se pelos conflitos alheios entre o fundamentalismo ideológico e a brutalidade. Esquecem que o mundo é uma aldeia; o estreito de Ormuz está aí para confirmar essa assertiva. Vamos, Brasil, a hora é essa. Só precisamos alterar a cosmovisão de uma direita radical que insiste em não modernizar sua visão de mundo.

Ao PT e o MDB, juntem-se e abriguem-se sob um guarda-chuva democrático antes que a tirania da corrupção não devore nossas entranhas de um estado democrático de direito.

Deputado federal (MDB-PE)Por Luciano Bivar