
Como já era esperado, os três projetos de Decreto Legislativo, de autoria da Câmara Municipal de Petrolina, referentes à prestação de contas do ex-prefeito Miguel Coelho (UB) – em 2021e parte de 2022 – e do atual gestor Simão Durando (UB), de 2022 e 2023, foram aprovados por ampla maioria dos vereadores na sessão plenária de ontem (12). Os relatórios emitidos pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) recomendavam a aprovação com ressalvas.
Dezenove vereadores respaldaram, em votação única, as matérias. O único voto contra foi o do oposicionista Professor Gilmar Santos (PT), que viu uma série de ressalvas para não dar seu aval pela aprovação das contas.
Professor Gilmar, aliás, protagonizou os momentos mais polêmicos do debate ao criticar, sobretudo, o que considerou “falta de transparência” das gestões de Miguel Coelho e Simão Durando. Ele, inclusive, cobrou veemente da Comissão de Finanças da Casa Plínio Amorim o porquê de ter dado pareceres favoráveis aos projetos.
Presidente da Comissão, Josivaldo Barros (Republicanos) criticou veementemente a postura do oposicionista ao justificar que procedeu, juntamente com os outros dois colegas – Manoel da Acosap (UB), relator, e Marquinhos Amorim (Republicanos) – de forma correta ao consultar o setor jurídico antes de aprovar a prestação das contas. O governista argumentou ainda que o Regimento Interno da Casa não obriga nenhum dos integrantes da Comissão a explanar seus pareceres na tribuna. Sem citar diretamente o nome do Professor Gilmar, o governista lamentou ainda o “caráter eleitoreiro” das críticas, uma vez que Gilmar é pré-candidato a deputado estadual nas eleições deste ano, e pediu respeito aos pares da Câmara Municipal.
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