
Um relatório da Comissão de Servidores Públicos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) concluiu que um decreto editado pelo então governador Cláudio Castro, em 2021, teria criado condições para beneficiar o Banco Master na expansão do Credcesta, modalidade de crédito consignado destinada a servidores estaduais. Segundo o documento, a medida permitiu o credenciamento de empresas não autorizadas pelo Banco Central e ampliou significativamente o espaço para a oferta de empréstimos consignados no estado. A reportagem é de Malu Gaspar, do jornal O Globo.
De acordo com o estudo, o mercado de consignados foi a principal porta de entrada do Banco Master no Rio de Janeiro e teve papel relevante na expansão dos negócios da instituição, que posteriormente recebeu aportes bilionários de órgãos estaduais. O relatório também afirma que as mudanças ampliaram o potencial de endividamento dos servidores, permitindo que até 60% da renda pudesse ser comprometida com descontos em folha, além de facilitar contratações por telefone e aplicativos de mensagens.
A defesa de Cláudio Castro nega qualquer favorecimento e sustenta que todas as medidas seguiram a legislação vigente, destacando que o Banco Master apenas sucedeu uma instituição já credenciada e que o modelo do Credcesta é adotado por diversos estados brasileiros. O ex-governador afirma ainda que sua gestão tomou medidas para proteger os recursos públicos e os investimentos do Rioprevidência, enquanto parlamentares da oposição pressionam pela instalação de uma CPI para aprofundar as investigações sobre o caso.
Foto: Kayo Magalhães/Arquivo/Câmara dos Deputados

