Humberto Costa manifesta “absoluta confiança” em Jaques Wagner e nega impacto na reeleição de Lula

Cidades Outras Cidades

O senador Humberto Costa (PT) manifestou, na manhã deste sábado (20), “absoluta confiança” na inocência do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado e alvo recente da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.

A investigação apura se o parlamentar baiano cometeu crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro ao atuar politicamente no Congresso Nacional em benefício de pautas de interesse do Banco Master.

Os investigadores suspeitam que Jacques Wagner tenha pedido ao ex-sócio do Master Augusto Lima um apartamente de luxo, avaliado em R$ 2,5 milhões, em Salvador. Em contrapartida, defenderia o banco na Casa Alta.

Em entrevista à Rádio Mais FM, em Ouricuri, no Sertão do Araripe, Humberto Costa rechaçou a possibilidade de o escândalo desgastar a imagem do governo ou prejudicar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Humberto assegurou possuir plena convicção de que o correligionário prestará todos os esclarecimentos. “Temos absoluta confiança em Jacques Wagner e temos certeza de que ele vai esclarecer todas as acusações feitas a ele. Acredito que ele vai provar integralmente sua inocência”, declarou o senador pernambucano.

A investigação aponta ainda que parentes do senador baiano teriam sido beneficiados. Há indícios de repasses milionários a uma empresa de fachada registrada em nome de sua nora. Jacques Wagner nega tudo.

Na entrevista, Humberto Costa minimizou o impacto eleitoral do episódio, definindo o suposto envolvimento do líder governista como fato isolado, sem ramificação ou ligação direta com o Palácio do Planalto ou com o presidente Lula.

O senador pernambucano sustentou, ainda, que o andamento da apuração policial constitui uma evidência clara da postura republicana adotada pela atual gestão federal. Na ótica do parlamentar, os mandados judiciais cumprem o papel de demonstrar a total autonomia da Polícia Federal.

Humberto garantiu a aplicação rígida das leis brasileiras, lembrando o amplo direito de defesa assegurado ao correligionário, e enfatizou a necessidade de se investigar qualquer cidadão sem distinções ou privilégios políticos.

“Essa investigação sobre Jaques Wagner é mais uma demonstração de que no governo Lula ninguém é protegido de ser investigado pela Polícia Federal. Eu acho que ele não tem culpa no cartório, mas se tiver, ele vai poder se defender. E se tiver culpa, com certeza, haverá a punição”, apostou.

Por Betânia Santana
Do Blog da Folha
/Foto: Divulgação