
A Polícia Federal (PF) pediu busca e apreensão contra o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) no âmbito da décima fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17), mas o pedido foi negado pelo ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação apura suspeitas de fraudes em licitações públicas na área de educação em Belo Horizonte, com contratos que chegam a R$ 80 milhões. A informação é da colunista Natália Portinari, do Uol.
O BNEWS solicitou uma nota ao ex-prefeito de Salvador e atualizará a matéria assim que o posicionamento for recebido.
Pedido de busca foi negado-Segundo a investigação, ACM Neto é suspeito de ter indicado um secretário para a Prefeitura de Belo Horizonte com o objetivo de selecionar empresários para participar de licitações públicas. Conforme a apuração, posteriormente haveria retorno em forma de propina.
A PF também investiga a influência do União Brasil sobre indicações para cargos públicos em troca de possíveis retornos ilícitos em contratações. ACM Neto é vice-presidente nacional do partido.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) havia apresentado parecer favorável à busca e apreensão contra o candidato. Nunes Marques, porém, considerou que não havia base legal para autorizar a medida.
O pedido da Polícia Federal foi feito antes das eleições, mas a fase da operação só foi autorizada agora pelo ministro do STF.
Décima fase da Operação Overclean-A Polícia Federal cumpre 24 mandados de busca e apreensão para avançar na investigação sobre suspeitas de fraudes em contratações públicas na área de educação em Belo Horizonte.
O ex-secretário de Educação de Belo Horizonte Bruno Barral foi afastado na terceira fase da Operação Overclean, sob suspeita de ter atuado em conjunto com uma suposta organização criminosa.
Entre os alvos desta fase estão Marcos Moura, empresário conhecido como “rei do lixo”, e Fábio e Alex Parente, donos de uma construtora e de uma empresa de limpeza urbana.
Os empresários são suspeitos de oferecer a políticos um “cardápio” de empresas para participar de licitações públicas em prefeituras. Segundo a investigação, os contratos seriam financiados com dinheiro de emendas parlamentares e posteriormente ocorreriam desvios.
Marcos Moura, Fábio e Alex Parente foram presos em dezembro de 2024, quando a Operação Overclean teve início. Eles foram soltos posteriormente e, desde então, são alvos de medidas cautelares, como bloqueio de bens.
A décima fase da Operação Overclean investiga desvios e fraudes em licitações custeadas por emendas parlamentares.
Segundo a PF, os valores chegam a R$ 80 milhões em contratos firmados entre 2024 e 2025 em Belo Horizonte. São apuradas possíveis irregularidades em contratos para fornecimento de serviços e materiais didáticos.
Os 24 mandados de busca e apreensão são cumpridos em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo.
“Os fatos apurados podem caracterizar, em tese, crimes contra a administração pública, fraudes em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro”, diz a PF.
Bnews e UOL Foto arquivo Policia Federal

