
A maioria dos brasileiros (54%) diz acreditar que Lula (PT) será reeleito presidente, independentemente de sua intenção de voto no primeiro e no segundo turno das eleições de outubro. É o que mostra recorte exclusivo da pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda (21).
O percentual dos que acham que o petista será o vencedor do pleito é maior do que os que disseram que vão votar no petista —Lula tem 40% das intenções de voto no primeiro turno, empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro (PL), que tem 37%.
No caso do filho de Jair Bolsonaro, o índice dos que dizem acreditar na vitória dele é semelhante ao dos que efetivamente escolheram Flávio: 36% ante 37%.
Renan Santos (Missão) foi citado como favorito por 1% dos entrevistados, ante 3% que disseram ter a intenção de elegê-lo.
A pesquisa também mostra uma grande variação na percepção de vitória conforme gênero, religião, renda e região do entrevistado.
Os percentuais mais altos dos que acham que Lula será o vencedor do pleito estão no Nordeste (66% contra 26% de Flávio), entre a população inativa, que inclui estudantes e aposentados (63% a 27%), entre pessoas sem religião (62% a 28%), eleitores com ensino fundamental (62% a 25%) e nas faixas de renda de 1 a 2 salários mínimos (62% a 26%) e até 1 salário mínimo (59% a 27%).
O petista também lidera na expectativa de vitória entre as mulheres (61% contra 28%), entre maiores de 60 anos (58% a 28%), nas regiões metropolitanas (58% a 33%) e nas capitais (57% a 33%).
Já Flávio Bolsonaro consegue empatar a disputa pelo favoritismo no pleito entre os evangélicos (46% a 46%), entre quem recebe mais de 5 salários mínimos (47% a 47%) e entre os homens (46% a 46%).
A pesquisa também aponta empate técnico entre os trabalhadores do mercado formal e os moradores da região Sul do país. Nos dois casos, 46% acham que Lula vai ganhar contra 44% que acreditam que o vencedor será o filho de Jair Bolsonaro (PL).
“Enquanto Lula consolida uma sensação de favoritismo em todo o país, com maior intensidade entre mulheres, no Nordeste e na base da pirâmide, Flávio Bolsonaro demonstra força de engajamento principalmente entre os homens, evangélicos e a classe alta, onde empata essa percepção”, diz o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski.
“A divisão na expectativa de vitória reforça o ambiente de polarização”, acrescenta ele.
Foram entrevistados por telefone 2.006 eleitores com 16 anos ou mais de todo o país entre sexta-feira (18) e domingo (20). A margem de erro do dado principal é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o código BR-00485/2026.
Por Mônica Bergamo/Folhapress/Foto: Ricardo Stuckert/Arquivo/PR

