
O PT conquistou as duas vagas da Bahia em disputa para o Senado neste domingo (4). Rui Costa e Jaques Wagner foram eleitos para representar o estado na Casa Alta, confirmando a força da chapa majoritária liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Com mais de 96% dos votos apurados, Rui terminou à frente na corrida pelo Senado, com 29,79% dos votos. Jaques Wagner, que disputava a reeleição, ficou na segunda colocação, com 27,35%, garantindo mais oito anos de mandato.
Os dois superaram Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL), principais adversários na disputa. Coronel alcançou 20,31%, enquanto Roma ficou com 20,20%, em uma disputa apertada entre os dois pela terceira posição.
A eleição de Rui e Wagner faz com que o grupo político de Jerônimo Rodrigues conquiste, de uma só vez, as duas cadeiras baianas que estavam em disputa no Senado. A composição da chapa reuniu três ex-governadores petistas: Jerônimo, reeleito para o governo, Rui e Wagner.
O resultado remete a uma estratégia eleitoral que marcou a política baiana em 2002. Naquele ano, o grupo carlista lançou uma chapa formada por três ex-governadores: Paulo Souto concorreu ao governo, enquanto Antônio Carlos Magalhães e César Borges disputaram o Senado. Os três foram eleitos.
Agora, 24 anos depois, a chamada “superchapa” petista repete parte daquela configuração ao colocar três nomes que já comandaram o Executivo estadual na principal composição eleitoral do grupo.
Além de Rui, Wagner, Coronel e Roma, participaram da disputa Professora Delliana (Psol/Rede), com 1,55%; Marcelo Carvalho (Psol/Rede), com 0,37%; Carlos Sodré (Mobiliza), com 0,15%; Marcelo Santtana (DC), com 0,09%; Gregorio Gould (UP), com 0,09%; e Marcelo Millet (PCO), com 0,04%. Tudo isso com pouco mais de 96% dos votos apurados.
Como em 2026 estavam em disputa duas vagas por estado, cada eleitor pôde votar em dois candidatos ao Senado. Os dois mais votados são eleitos para mandatos de oito anos.
Foto: Divulgação/Arquivo

