
A prefeita de Lauro de Freitas, Débora Regis (União Brasil), exonerou, nesta quarta-feira (7), 104 ocupantes de cargos em comissão da administração pública municipal. As demissões ocorreram apenas três dias após as eleições de domingo (4) e atingiram indicações políticas de candidatos que não obtiveram sucesso nas urnas e depois do desempenho eleitoral aquém de ACM Neto no município.
Segundo informações obtidas ao Política Livre junto a fontes próximas à administração municipal, a medida também alcançou profissionais indicados por parlamentares que, apesar de não terem conseguido a reeleição, ainda possuem mandato até janeiro de 2027. Outros políticos com mandato também tiveram seus indicados atingidos. Outro caso de exoneração que chegou ao conhecimento do site foi de uma servidora da equipe pessoal de Débora. Essa teria buscado justificativas para a exoneração e teve a mesma revista.
Ainda de acordo com as fontes ouvidas pelo site, as exonerações foram realizadas sem qualquer comunicação prévia aos profissionais atingidos. Nem mesmo os políticos responsáveis pelas indicações teriam sido informados antecipadamente sobre a decisão da gestora.
Na terça-feira (6), Débora Regis já havia manifestado publicamente insatisfação com a atuação de integrantes de seu próprio grupo político durante a campanha eleitoral. A prefeita afirmou que determinadas lideranças não tiveram o comprometimento esperado com a candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia.
Em 2022, quando a prefeita do município de Lauro de Freitas ainda era Moema Gramacho (PT), Neto obteve em Lauro de Freitas o total de 53.832 mil votos. Agora, na gestão da aliada Debinha, o ex-prefeito de Salvador teve o total de 68.791 votos, uma diferença de apenas 14.959 mil mesmo tendo uma gestão parceira na Prefeitura.
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