Cientista juazeirense participa de expedição que busca compreender as mudanças climáticas nas águas da Lagoa Mirim

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Matéria veiculada nesta quarta-feira (14/10) no portal do jornal “A Hora do Sul”,  destaca a  participação da cientista juazeirense Manuela Leão na expedição que busca compreender as mudanças climáticas nas águas da Lagoa Mirim.

Sete pesquisadores das universidades federais do Rio Grande do Sul (UFRGS), de Rio Grande (Furg), Pelotas (UFPel), Rio Grande do Norte (UFRN) e da Bahia (UFBA), embarcaram nesta quarta-feira (14), acompanhados de três tripulantes, para a expedição que irá coletar amostras de água e sedimentos da Lagoa Mirim.

A iniciativa é do Sistema de Observação e Monitoramento Ambiental da Lagoa Mirim (SOMA-Mirim), um projeto que integra cientistas do Brasil, Uruguai e Argentina na análise do corpo hídrico. O objetivo é compreender como as mudanças climáticas e as atividades humanas no entorno afetam a resiliência da lagoa.

Expedição

Os pesquisadores são de diferentes áreas, como oceanografia e meteorologia. As equipes atuarão em grupos, a partir das suas especialidades, e coletarão amostras com equipamentos específicos. As coletas resultarão em dados que, integrados, subsidiarão uma análise global do ecossistema da Lagoa Mirim.

Manuela Leão é mestranda em Oceanologia pela Furg (Universidade Federal do Rio Grande), e uma das pesquisadoras que faz parte da expedição. Tendo integrado outras atividades similares, ainda não tinha participado de coletas na Lagoa Mirim. Ela destaca a importância de integrar o projeto e o que espera a partir da nova experiência:

 “Minha expectativa é aprender muito, não só ajudar com a coleta de dados e trabalhar com a parte de instrumentação, que é o meu foco aqui, mas aprender muito com todo mundo da meteorologia. O professor Osmar, que é um gênio pra gente, e conseguir ajudar o máximo possível. Entender como funciona a lagoa ajuda a gente  entender como funciona a parte costeira da oceanografia”, diz a cientista.

A Lagoa Mirim

A Lagoa Mirim é uma das mais importantes formações hídricas do sul do Brasil e tem grande relevância ambiental, econômica e geopolítica. Ela está localizada no extremo sul do Rio Grande do Sul, sendo fronteira natural com o Uruguai,  conhecida no país vizinho como Laguna Merín,

Tem uma área aproximada de 3.749 km², extensão de  185 km e a largura máxima de 37 Km.

A Lagoa Mirim abriga uma rica biodiversidade, Suas águas são fundamentais ra:Irrigação de lavouras, especialmente de arro, Pesca artesanal e abastecimento de comunidades locais é considerada o segundo maior lago do Brasil. Por estar em território brasileiro e uruguaio, a Lagoa Mirim é administrada pelos dois países. A expedição da qual Manuela Leão é participante é uma iniciativa  do Sistema de Observação e Monitoramento Ambiental da Lagoa Mirim (SOMA-Mirim), um projeto que integra cientistas do Brasil, Uruguai e Argentina na análise do corpo hídrico. O objetivo é compreender como as mudanças climáticas e as atividades humanas no entorno afetam a resiliência da lagoa.  

Por Manoel Leão – pai da cientista/(Foto: Francine Neves)