Pesquisa revelou que 75% das empresas estão buscando profissionais com habilidades em ESG para ocupar cargos de liderança

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Norman de Paula Arruda Neto, consultor e professor ESG do ISAE Escola de Negócios fala sobre o ESG pode ser implantado nas empresas.

Organizações têm investido em vagas com foco em projetos e ações sociais e ambientais. E, para coordenar todas estas ações com a alta gestão e com os conselhos, tem surgido demanda para profissionais atuarem com ESG de uma forma geral. Segundo uma pesquisa realizada pela consultoria Korn Ferry, mais de 80% das empresas globais afirmam que a sustentabilidade é uma prioridade estratégica para elas. Além disso, a pesquisa revelou que 75% das empresas estão buscando profissionais com habilidades em ESG para ocupar cargos de liderança. “Muitas empresas reconhecem a importância de incorporar práticas ESG em suas operações e estratégias. Consequentemente, vejo que existe, sim, uma demanda crescente por profissionais com conhecimento nestes fatores”, comenta Norman de Paula Arruda Neto, consultor e professor ESG do ISAE Escola de Negócios, Mestre em Governança e Sustentabilidade.

Diante desse cenário, visando implementar o ESG nas empresas, segundo o especialista, é preciso entender que ações são, de fato, de impacto Social, Ambiental e de Governança. “Para isto, sugiro sempre buscar referências de quem já pratica, quem já é exemplo, seja no ramo da sua organização, seja fora. Ter a competência de liderança vai auxiliar bastante buscando trazer o assunto para dentro da empresa, levando a pauta tanto para a alta gestão, quanto para os colaboradores mais novos, por exemplo. Ter uma visão estratégica, de como a organização irá transformar todas estas ações em valor agregado para a marca, será tão importante quanto o papel de líder”, explica o especialista.

Conforme o consultor, o desenvolvimento de competências, como, liderança e visão estratégica, são essenciais para o sucesso de uma gestão integrada. “Líderes são capazes de envolver as partes interessadas relevantes de uma empresa, como funcionários, diretores e conselheiros, além de clientes, acionistas e a comunidade, de um modo geral. Não existe ESG se todos não forem incluídos no processo”, diz. Porém, para isso, a criação da cultura corporativa valorizando práticas ESG começa de dentro para fora. “E cada vez mais as empresas precisam de pessoas com este perfil: líderes capazes de estabelecer expectativas claras e de demonstrar o real compromisso necessário para a criação de valores”, destaca.

Para Norman Neto, uma formação em prol de práticas ambientais, sociais e de governança é de grande importância para auxiliar organizações a obterem um diferencial competitivo significativo frente a seus concorrentes, sejam eles diretos ou indiretos. “À medida que estas questões ganham destaque, as empresas que estão alinhadas à esta realidade têm uma vantagem competitiva. E a formação e capacitação para uma cultura ESG provoca os líderes a entenderem e se adaptarem às mudanças, antecipando-se às expectativas dos seus clientes e a sociedade como um todo”, completa o professor.

MultiMídia/Foto: Divulgação

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