
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) anunciou medidas emergenciais após a detecção de circovírus, causador da Doença do Bico e das Penas dos Psitacídeos (PBFD), entre ararinhas-azuis em vida livre no município de Curaçá, no norte da Bahia.
O vírus, potencialmente letal, nunca havia sido registrado em aves silvestres no Brasil até então. A presença da doença levou à suspensão temporária da soltura de um novo grupo de ararinhas-azuis, prevista para julho deste ano, dentro do Programa de Reintrodução da espécie.
As ações do ICMBio incluem o recolhimento das ararinhas já soltas para exames, reforço nas medidas de biossegurança, isolamento de animais positivos nos criadouros, além da descontaminação dos recintos, comedouros e ninhos usados pelas aves. Atualmente, há 11 ararinhas-azuis vivendo em liberdade na região.
Ainda não há um número exato de animais infectados, já que os testes estão em andamento. Segundo o ICMBio, o circovírus não representa risco à saúde humana nem afeta aves de produção como galinhas e patos.
A doença apresenta sintomas que variam conforme a idade da ave, indo de alterações nas penas até inflamações no bico. A expectativa de vida de uma ararinha infectada varia entre seis e doze meses.
A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) é uma espécie endêmica do Brasil, considerada símbolo da luta pela conservação. Com cerca de 55 cm e 350g, a ave vive em média 30 anos, inicia a reprodução aos quatro e costuma viver em grupo. A soltura em Curaçá, iniciada em 2022, busca restaurar a população da espécie em seu habitat natural após décadas de extinção na natureza.
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