
O assassinato da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, ganhou novos e chocantes contornos com a revelação do histórico do principal suspeito. O policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, apontado como o autor dos disparos que tiraram a vida da oficial, já estava sob a mira da própria corregedoria da PRF por um crime de natureza sexual contra uma colega de farda.
O Caso no Rio de Janeiro
A investigação administrativa contra Diego refere-se a um episódio ocorrido no ano passado, no município de Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro. Segundo a denúncia obtida pela reportagem da TV Vitória/Record, o crime teria ocorrido durante o expediente, quando Diego e uma colega se deslocaram entre unidades operacionais (UOPs) separadas por cerca de 50 quilômetros.
De acordo com o relato da vítima, o policial teria simulado a necessidade de usar o banheiro de uma base para atraí-la para o interior da unidade. Após ignorar diversas mensagens de WhatsApp, ele solicitou que a colega entrasse no local para buscá-lo, momento em que a tentativa de estupro teria ocorrido.
Repercussão e Luto em Vitória

A morte de Dayse Barbosa interrompe uma carreira de destaque na segurança pública do Espírito Santo. A comandante era respeitada pela liderança e pelo trabalho de integração das forças municipais. O crime cometido por Diego Oliveira de Souza levanta debates urgentes sobre o rigor nos processos de avaliação psicológica e no acompanhamento de servidores com histórico de desvios de conduta dentro das instituições de segurança federais.
A Polícia Rodoviária Federal informou que segue colaborando com as investigações e que processos internos continuam em curso para apurar todas as responsabilidades do agente.

