Vacinação contra a gripe ganha importância diante do aumento de vírus respiratórios no país

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Com a chegada do outono, período marcado pelo aumento da circulação de vírus respiratórios, especialistas reforçam a importância da vacinação contra a gripe como principal forma de prevenção, especialmente entre os públicos mais vulneráveis.

De acordo com a médica pediatra e infectologista Dra. Silvia Nunes Szente Fonseca, docente do IDOMED (Instituto de Educação Médica), a percepção de que a gripe é uma doença leve pode levar à baixa adesão à vacina, o que aumenta os riscos à saúde pública. “A gripe pode evoluir de forma significativa, principalmente em idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. A vacinação é fundamental para evitar complicações, hospitalizações e até óbitos”, afirma.

A especialista destaca que a vacina é atualizada anualmente para acompanhar as mutações do vírus influenza e proteger contra as principais cepas em circulação. “Não existe uma gripe ‘mais leve’ ou ‘mais grave’ de forma geral. Qualquer infecção por influenza pode trazer complicações, especialmente em pessoas mais vulneráveis, por isso a vacinação é tão importante”, explica.

Outro ponto importante, segundo a médica, é esclarecer um dos mitos mais comuns sobre o tema. “A vacina não causa gripe. O imunizante é produzido com vírus inativado, incapaz de provocar a doença. O que pode ocorrer são reações leves e passageiras, como dor no local da aplicação ou um mal-estar discreto”, ressalta.

A campanha é voltada prioritariamente para grupos com maior risco de complicações, como idosos, crianças, gestantes, pessoas com doenças crônicas, profissionais da saúde, professores, pessoas com deficiência, entre outros públicos definidos pelas autoridades de saúde.

A vacinação é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A orientação é que a população procure a unidade mais próxima com documento com foto e, se possível, a carteira de vacinação.

Diante do cenário de aumento na circulação de vírus respiratórios no país, a recomendação é não adiar a imunização. “A vacina continua sendo a forma mais eficaz de proteção coletiva e individual, contribuindo para reduzir a pressão sobre os serviços de saúde e proteger principalmente quem mais precisa”, reforça a Dra. Silvia.

Assessoria Edusaude