
A designação terrorista para as facções PCC e CV consolidaram o senador Flávio Bolsonaro (PL) como o presidenciável com mais engajamento nas redes, segundo levantamento feito pela consultoria DSC Lab. Em maio, ele se distanciou ainda mais dos outros pré-candidatos à Presidência.
O Índice Brasil de Impacto Digital mostra que além da pauta antifaccção, o escândalo do banco Master e a PEC do fim da escala 6×1 também definiram o mês nas redes.
Flávio está no topo isolado após fazer campanha pela pauta antifacção e tentar redirecionar a crise do Master ao PT. Segundo o levantamento, os áudios com Daniel Vorcaro geraram desgaste, mas ainda insuficiente para ele perder apoio no digital.
Em seguida, aparece o presidente Lula (PT) que teve o post mais curtido do mês: o da aprovação do fim da 6×1. Além da pauta trabalhista, o petista usou a diplomacia com Donald Trump para gerar engajamento, mas ainda é o pré-candidato com menos crescimento nas redes.
Renan Santos é o presidenciável com maior crescimento estrutural. Em maio, concentrou ataques a Flávio e a Lula e quase dobrou o número de seguidores, atingindo a marca de 1,5 milhão.
O levantamento mostra a volatilidade de Romeu Zema (Novo). Em abril, ele era o líder do ranking em meio à série “Os Intocáveis” com críticas aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Mas despencou para quarto lugar após atacar Flávio Bolsonaro em meio aos áudios com Vorcaro.
Na lanterna do ranking ficou Ronaldo Caiado que mantém a pauta da segurança pública como principal bandeira nas redes. Ele tentou colar na proposta de classificar facções como terroristas, mas teve o menor ganho entre os presidenciáveis.
Por Gabriela Echenique, Folhpress/Foto: Ofotográfico/Folhapress

