Segundo nome do governador, Camila Vasques vai ficar 35 anos como conselheira do TCM

Outras Cidades Salvador

A procuradora Camila Vasquez, esposa do deputado federal Mário Negromonte Júnior (PSB), vai ficar quase 35 anos como conselheira do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) se tiver o nome referendado pela Assembleia Legislativa e pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). A indicação dela, feita pelo petista à Casa, será apreciada hoje (16) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, tudo indica, no plenário. 

Integrante do Ministério Público de Contas do TCM desde 2012, Camila tem atualmente 40 anos, completados em dezembro passado. A legislação permite atualmente que ela permaneça no cargo de conselheira até os 75 anos. Ou seja, se tiver o nome aprovado pelos deputados estaduais e pelo governador, ela poderá trabalhar até 49 no tribunal, com cargo vitalício e salário de aproximadamente R$36.7 mil, fora outros benefícios. 

Vale lembrar que Camila é nora do conselheiro aposentado Mário Negromonte, a quem irá substituir. Ele, que ficou 11 anos no cargo, foi deputado federal e estadual e é pai de Mário Júnior. Dessa forma, a dinastia familiar na Corte de contas irá durar longos 60 anos.  

Antes de Camila, Jerônimo já havia indicado oficialmente outro integrante para o TCM: o auditor Ronaldo Sant’Anna. Extraoficialmente, embora a vaga tenha sido da Assembleia, o governador indicou também Aline Peixoto, casada com o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT). Jerônimo nomeou ainda o ex-deputado estadual Paulo Rangel, que era petista antes de assumir o posto. 

A sabatina de Camila Vasquez está agendada para às 11h desta terça-feira, na CCJ. Depois de aprovado no colegiado, o nome dela deve ser submetido ao plenário da Casa, pela tarde. A votação é secreta.

Foto: Divulgação/Arquivo