Reativação da Hidrovia do São Francisco projeta novo ciclo de desenvolvimento econômico para o Vale, aponta Aciaj Juazeiro

Cidades Juazeiro

Projeto federal apresentado durante a JuazeirOpen prevê investimentos de R$ 2 bilhões, geração de mais de 20 mil empregos e fortalecimento da logística nacional.

A reativação da Hidrovia do São Francisco surge como uma das mais importantes iniciativas de infraestrutura logística do país e coloca o Vale do São Francisco no centro de uma nova rota de desenvolvimento econômico. O projeto foi apresentado pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) durante a JuazeirOpen – 1ª Feira de Negócios do Vale do São Francisco, reacendendo a expectativa de retomada do transporte hidroviário de cargas na região, interrompido há anos.

A nova etapa do projeto prevê a utilização do Rio São Francisco como corredor estratégico para o abastecimento das regiões Sul e Sudeste do Brasil por meio do terminal de Pirapora (MG), ampliando as alternativas de escoamento da produção regional e fortalecendo a integração logística nacional. Com investimento estimado em R$ 2 bilhões, a iniciativa deverá gerar mais de 20 mil empregos diretos e indiretos, além de impulsionar novos negócios e oportunidades para os municípios inseridos na área de influência da hidrovia. Segundo o chefe de gabinete da Autoridade Portuária Federal (Codeba), Carlos Luciano, a expectativa é de um impacto significativo na economia regional. “A expectativa é de um aumento substancial na geração de emprego e renda com o funcionamento da nova hidrovia”, destacou.

O projeto prevê a retomada da navegação comercial em um trecho de 1.371 quilômetros navegáveis entre Pirapora (MG), Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), com capacidade estimada para movimentar até 5 milhões de toneladas de cargas já no primeiro ano de operação. Para o economista e presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Juazeiro (ACIAJ), George Falcão, a iniciativa