
Já imaginou assistir a um Campeonato do Mundo sem estar sob a alçada da FIFA? Então prepare-se para essa possibilidade. De acordo com o que avança esta segunda-feira o The Times, a UEFA está a equacionar investir numa ideia de 2017… que nunca saiu do papel.
Trata-se da Global Nations League, que na realidade faria com que existissem… sete Mundiais em vez de apenas um. Interessado? Passamos a explicar.
Depois das recentes polémicas de Gianni Infantino e dos seus planos de vender frações comerciais de Campeonatos do Mundo a investidores privados, a UEFA, a CONCACAF e a AFC juntaram-se para ameaçar com um regresso a um projeto do passado e excluir por completo a FIFA das competições intercontinentais por completo.
Ainda que a ideia de Infantino tenha sido eliminada pelo próprio, as críticas acabaram por subir de tom face à possibilidade de ser apenas o início de algo que poderia prejudicar o futebol como o conhecemos no futuro.
Posto isto, o que é, afinal, a Global Nations League? Pois bem, esta competição foi um projeto que não chegou a avançar, mas que acaba por ser precisamente trazer uma nova competição internacional que acabe com a supervisão da FIFA, mas permita que aconteça um Campeonato do Mundo – ou melhor, sete.
As fases de qualificação seriam realizadas com o formato habitual e já existente, mas depois as melhores seleções de cada um dos continentes acabavam por passar à chamada ‘fase global’, que seria dividida em sete torneios distintos com oito equipas cada, mediante os rankings de cada uma das nações apuradas, onde começavam logo nos quartos de final, até ser encontrado o vencedor de cada uma das partes do Mundial.
Segundo a proposta feita pela UEFA, em 2017, cada fase final teria três seleções nacionais da Europa, duas da América do Sul e ainda uma de África, da Ásia e da América do Norte, ficando a Oceânia apenas representada com equipas a partir do quarto nível dessa fase global.
Desta forma, em termos teóricos, nunca teríamos um campeão mundial absoluto, mas sim sete vencedores de competições intercontinentais realizadas na mesma altura.
Esta é apenas uma hipótese dada nesta altura, de forma a que seja pressionada a FIFA para destituir Gianni Infantino como presidente, ficando a pairar no ar a questão de se esta Global Nations League avançaria mesmo que o ítalo-suíço se demitisse ou acabasse por ser ‘mandado abaixo’ do cargo.
Donald Trump entra em ação para defender Infantino?
A imprensa internacional está a avançar esta segunda-feira com uma possibilidade de ‘defesa’ de Gianni Infantino, que recorre a terceiros para tentar manter-se na presidência da FIFA.
Isto porque, de acordo com o que o The Telegraph avança, Donald Trump vai fazer de tudo para ajudar o líder da FIFA a ser reeleito como presidente da organização que gere o futebol mundial.
Quem o diz é uma fonte desta publicação no interior da administração da presidência dos Estados Unidos da América e a razão prende-se com o facto de Infantino “ter dado o melhor Campeonato do Mundo aos EUA”.
“O Gianni ajudou-nos imenso a organizar o melhor Mundial de sempre. O presidente gosta muito dele. Tenho a certeza de que o presidente fará tudo o que estiver ao seu alcance para o ajudar”, começou por revelar.
“Não creio que o presidente mude de opinião em relação a ele, porque é uma pessoa leal. O Gianni foi quem realmente conseguiu trazer o Mundial para os Estados Unidos. Damos muito valor a isso”, completou.
Resta agora saber o que “fazer o que for necessário” significa, já que veio a público este domingo que Infantino tinha pedido a ajuda de Donald Trump para falar com as nações com que mantinha boas relações de modo a que não fosse destituído numa reunião de emergência.
Notícias ao Minuto/Foto: Divulgação

