Bahia é o 3° estado do Brasil com maior índice de ausência paterna, segundo Arpen

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O mês de agosto é marcado pelo Dia dos Pais e, embora a ocasião preencha a casa de muitos brasileiros com comemorações e presentes, existe outra faceta que revela uma questão alarmante no país: a ausência paterna. 

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, a “taxa de paternidade” baiana é maior do que a do Brasil — no estado, 64,6% dos homens de 15 anos ou mais são pais. No entanto, os elevados índices de paternidade não refletem necessariamente a presença desses homens na vida de seus filhos. A reportagem é de Eduarda Moitinho/Bahia Notícias

De acordo com dados extraídos da aba “pais ausentes” do portal da transparência da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), a Bahia ocupa o 3° lugar no ranking nacional que registra o número de crianças que possuem apenas o nome da mãe em suas certidões de nascimento. O estado fica atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. 

Suellen Lordelo, coordenadora da Especializada de Família e Sucessões da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA), avaliou, em entrevista ao Bahia Notícias, que a posição ocupada pelo estado se dá por uma série de fatores, mas o pilar central está na cultura do machismo. 


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