
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pretende ampliar sua atuação nas redes sociais diante da avaliação de que o candidato ainda não consegue transformar o alcance do bolsonarismo em audiência própria. A estratégia prevê mobilizar parlamentares e aliados com grande número de seguidores para responder a ataques, divulgar mensagens da campanha e abordar temas específicos, reduzindo a dependência de Flávio nos confrontos digitais. A reportagem é do jornal O Globo.
A preocupação aumentou após vídeos recentes mostrarem uma diferença significativa de engajamento dentro da própria família Bolsonaro. Enquanto uma publicação de Michelle Bolsonaro alcançou 12,7 milhões de visualizações, conteúdo semelhante de Flávio chegou a 1,6 milhão. Apesar disso, a direita continua predominante nas redes: levantamento do Instituto Democracia em Xeque apontou que a extrema direita respondeu por 52% a 61% das publicações monitoradas entre 4 e 10 de agosto, com grande parte do conteúdo voltada a ataques ao presidente Lula e à promoção da candidatura de Flávio.
Para fortalecer a operação, nomes como Nikolas Ferreira, Gustavo Gayer e André Fernandes são cotados para ampliar a mobilização digital, enquanto outros aliados devem atuar em temas específicos, como segurança pública e pautas relacionadas às mulheres. A campanha avalia que a esquerda conseguiu estruturar uma atuação mais coordenada nas redes desde 2022, enquanto divergências dentro do próprio campo bolsonarista dificultam a formação de uma agenda comum.
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